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[Retrospectiva 2019] Relembre como foi o ano da Apple

O ano dos serviços

Mais um ano se passou e chegou a hora de avaliarmos como foi o ano no mundo Apple, relembrando os principais destaques destes 12 meses.

Sempre ouvimos reclamações de como a empresa não evolui mais e quem escuta sem acompanhar as notícias acaba achando que nada de interessante aconteceu durante o ano.

Mas o fato é que 2019 foi um dos que mais teve novidades apresentadas pela Apple. Além de produtos, a maçã ampliou ainda mais suas opções de serviços, que está ganhando cada vez mais peso no faturamento geral.

Confira a seguir um apanhado dos principais destaques que aconteceram com a empresa.





✦ Queda nas vendas do iPhone

A primeira notícia do ano, logo no dia 2 de janeiro, foi uma carta aberta publicada por Tim Cook aos acionistas da empresa, comunicando que as vendas de iPhones tinham sido menores do que o previsto e que eles não deveriam esperar recordes de faturamento na apresentação dos Resultados Fiscais do Q2.

Isso, claro, caiu como uma bomba e o preço das ações despencaram naquela semana. Na carta, Tim admite que a alta do dólar em países emergentes contribuiu para a baixa nas vendas e sugeriu que estudaria uma política de preços diferentes em determinados países.

De fato, o preço do iPhone 11 no Brasil acabou sendo menor que no ano passado, mesmo tendo ficado acima da média do que muita gente pode pagar.


✦ Concurso de fotos

No início do ano a Apple resolveu propor um concurso de fotos feitas com o iPhone. Mas causou polêmica ao não oferecer nenhum prêmio em dinheiro aos vencedores, pois alguns fotógrafos profissionais acharam isso injusto. Para evitar mimimi, a Apple voltou atrás e decidiu oferecer uma taxa de licença aos 10 vencedores.


✦ Apple nas Smart TVs de outras marcas

O ano de 2019 também ficou marcado pelo fato da empresa se abrir mais para outras marcas, permitindo que Smart TVs modernas funcionassem com AirPlay 2 e permitissem a instalação do aplicativo Apple TV nelas.

Ainda neste caminho de abertura, no final do ano a empresa anunciou que adotará padrões universais em conjunto com outras empresas, para fazer com que os acessórios HomeKit funcionem também em dispositivos de outras marcas.


✦ Fim da briga com a Qualcomm

Em abril a Apple firmou um acordo amigável com a Qualcomm, a qual já vinha tendo brigas na justiça há alguns anos. Com esse acordo, todas as disputas judiciais foram encerradas e a Apple voltou a usar componentes da empresa nos iPhones, abandonando a capenga tecnologia 5G da Intel. Esta última acabou, com isso, abandonando a sua divisão de modems e vendendo a preço de banana para a própria Apple.


✦ Um cartão de crédito com a marca da maçã

Foi este ano que a Apple se lançou no mundo financeiro, com um cartão de crédito próprio: o Apple Card. A sua proposta foi de gerenciar tudo pelo iPhone, integrado ao iOS, além de oferecer cashback em compras e maneiras que facilitam o pagamento da fatura. No primeiro ano isso ficou restrito apenas aos Estados Unidos, sem previsão oficial de ampliação.





✦ Novo serviço de streaming de vídeo

Depois de tantos anos de rumores, a Apple finalmente lançou um serviço de streaming de vídeo, com séries e documentários exclusivos. O Apple TV+ iniciou em novembro, oferecendo uma semana grátis para novos inscritos, ou um ano inteiro para quem comprou um dispositivo da maçã. A série “The Morning Show” ganhou algumas indicações de prêmios.


✦ Apple Arcade

Além do serviço de streaming, a Apple também disponibilizou um pacote de assinatura que permite ter acesso a mais de 100 jogos exclusivos, sem propaganda e sem necessidade de estar conectado à internet. E o número de títulos disponíveis aumenta a cada mês.


✦ Inauguração oficial do Apple Park

Foi em 2019 (maio) também que a nova sede da empresa (o Apple Park) foi oficialmente inaugurada. As instalações já estavam funcionando desde 2017, inclusive com uma parte aberta ao público. Mas a totalidade das obras foi realmente finalizada este ano, com uma inauguração que contou com um show exclusivo de Lady Gaga.


✦ O adeus de Jony Ive e Angela Ahrendts

Este ano o chefão de design da Apple que, por muitos anos, foi tido como responsável pela inovação da empresa, deixou o cargo e decidiu montar uma agência só dele. Jony Ive anunciou sua saída em junho, levando com ele seu braço direito, o designer Marc Newson.

Também saiu da empresa a responsável pelas lojas da maçã, Angela Ahrendts. Com a Apple cada vez mais focando em serviços, a loja física talvez perca importância no futuro, e a saída da Angela pode ser um primeiro sinal disso.


✦ Novos produtos

É impossível avaliar o ano da Apple sem listar os produtos que ela lançou. Afinal, é o que a maioria mais espera dela.

O ano foi marcado pelos novos iPhones 11, 11 Pro e 11 Pro Max. Além do aumento da potência tradicional de todos os anos, os dispositivos chamaram a atenção por oferecerem um excelente sistema de câmeras, capaz de fazer fotos incríveis inclusive em baixíssima luminosidade. A maior duração da bateria foi um outro ponto muito apontado pelos usuários.

Mas não foi só de iPhone que o calendário da Apple este ano foi formado. Tivemos também a volta do iPad mini e do iPad Air, em versões mais modernas e com suporte à caneta da maçã. A Apple também trouxe de volta o iPod touch, mas com especificações bastante defasadas, apenas para suportar o iOS 13.

Não houve nenhuma atualização do iPad Pro.

Os AirPods receberam duas atualizações este ano. A primeira em março, com um novo processador, estojo de recarga sem fio e ativação da Siri por comando de voz. A segunda em outubro, com novo design e cancelamento de ruído, ganhando o sobrenome de Pro.





✦ Novo iOS 13

A nova versão do sistema do iPhone e iPad trouxe algumas funções que os usuários pediam há anos. Uma delas foi o Modo Escuro nativo, que deixa o visual dos aplicativos com fundo preto. Também ganhamos um gerenciamento melhor de downloads no Safari e a possibilidade de trocar a rede Wi-Fi pela Central de Controle.

O ano também marcou a separação de versões de sistema do iPhone e do iPad, com o lançamento do iPadOS. A tendência agora é caminharem em direções diferentes para o celular e tablet.


✦ Apple e o Brasil

Os usuários brasileiros tiveram algumas novidades este ano. Uma delas foi a disponibilidade de cartões presentes em Reais da App Store, à venda no comercio, que demorou longos 11 anos para chegar até nosso país.

Outra função há muito tempo esperada também foi liberada no Brasil: a navegação curva-a-curva nos Mapas do iOS e no CarPlay.

Foi também este ano que as operadoras brasileiras começaram a oferecer o eSIM para o iPhone, um recurso que só estava disponível para o Apple Watch.

Em 2019, foi a primeira vez que um novo iPhone foi lançado no Brasil menos de um mês depois do lançamento nos Estados Unidos. E os preços, apesar de ainda altos, romperam a tendência do ano passado, baixando de valores se considerada a conversão em dólar.


✦ Fails do ano

Mas mesmo com tudo isso, não foi um ano livre de erros e falhas.

Já no primeiro trimestre a Apple teve que admitir que não conseguiu finalizar o prometido AirPower, uma base de carregamento sem fio que permitia colocar o aparelho em qualquer lugar da superfície. O projeto era muito ambicioso e acabou enfrentando barreiras na própria física. Claro que o ideal é não lançar um produto com problemas, mas ter anunciado antes de estar pronto foi uma falha bastante incomum para a Apple.

No iOS, os usuários tiveram que enfrentar alguns bugs chatos. O FaceTime, por exemplo, tinha uma falha que permitia que alguém ligasse o seu iPhone sem você permitir e escutasse tudo o que você falasse.

A função Walkie-Talkie do Apple Watch também teve que ser desabilitada durante alguns dias, para consertar outras problema. E até mesmo uma versão do sistema do HomePod teve que ser retirada do ar porque estava travando o acessório de diversos usuários.

Já o iOS 13, tão esperado, foi um dos que mais precisou de consertos na história do iPhone. Na verdade ele já foi lançado incompleto, com uma versão 13.1 preparada para chegar poucos dias depois. Bem bizarro.

Ao todo, ele recebeu 10 atualizações antes mesmo de acabar o ano, um recorde entre todas as versões anteriores do sistema. E acaba 2019 com uma falha que não foi consertada.

Um outro fracasso admitido foi abandonar de vez o teclado borboleta nos MacBooks, que de 2015 a 2019 trouxe dor de cabeça para muitos usuários.





Como é possível perceber, foi um ano bem cheio para a Apple, com diversas novidades e mudanças que prometem ser significativas para os anos que virão. É o início de serviços importantes como o Apple TV+ e o Arcade, que podem se tornar um sucesso, ou um fracasso como foi o desastroso Ping.

Caso tenha curiosidade de lembrar como foram as retrospectivas dos anos anteriores (para comparar com este que passou), você pode ler as de 2018, 2017, 2016 e 2015.

Que venha 2020!!!

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iLex

Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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