Apple segue pesquisando medição de glicose sem agulhas no Apple Watch

Apple Watch blood sugar

Há anos que falamos aqui sobre a tentativa da Apple de implementar uma maneira de monitorar a glicose do sangue sem precisar usar procedimentos invasivos, como agulhas e sensores adesivos. Esse projeto vem sendo desenvolvido há mais de 15 anos e ainda enfrenta desafios importantes antes de virar um produto real.

E segundo o sempre bem informado Mark Gurman, esse esforço ainda não acabou, com a mudança recente da supervisão do projeto de Tim Millet, chefe de arquitetura de plataforma, para Zongjian Chen, um engenheiro sênior que supervisiona tecnologias avançadas dentro da empresa.

Mas a Apple ainda enfrenta desafios importantes antes de virar um produto real.

A ideia da Apple é eliminar sensores invasivos

Hoje, quem precisa monitorar a glicose continuamente depende de aparelhos que utilizam pequenos sensores inseridos na pele.

Empresas como Dexcom e Abbott dominam esse mercado com dispositivos bastante precisos, mas que ainda exigem aplicação física no corpo.

A proposta da Apple é diferente. A empresa pesquisa uma tecnologia capaz de analisar os níveis de glicose usando sensores ópticos e lasers, sem perfurar a pele.

O sistema estudado emitiria luz sob a superfície do corpo para identificar alterações químicas relacionadas à glicose.

Na prática, isso transformaria o Apple Watch em uma ferramenta preventiva muito mais avançada para saúde.

Função ainda está distante do consumidor

Apesar dos avanços internos, a tecnologia ainda estaria longe de ser considerada pronta para lançamento. Um dos principais problemas é atingir o nível de precisão exigido para informações médicas tão sensíveis.

Além disso, a Apple ainda precisa miniaturizar os componentes para caberem dentro de um relógio sem comprometer bateria, temperatura e conforto do usuário.

Outro obstáculo importante envolve aprovações regulatórias. Recursos relacionados à saúde precisam passar por validações rigorosas antes de serem liberados para consumidores.

Por isso, fontes ligadas ao projeto afirmam que o recurso ainda pode demorar vários anos para chegar ao mercado.

Existe inclusive a possibilidade de que ele nunca seja lançado caso os resultados não atinjam os padrões esperados pela empresa.

Apple quer focar em prevenção

O objetivo inicial da Apple aparentemente não seria substituir equipamentos médicos profissionais usados por diabéticos.

A ideia seria oferecer alertas preventivos para identificar tendências perigosas e possíveis sinais de pré-diabetes.

É mais ou menos o que ela já faz hoje com o Alerta de Hipertensão do Apple Watch, em que o relógio não é capaz de informar uma leitura imediata da pressão arterial, mas sim realizar leituras esporádicas afim de identificar um quadro anormal no corpo.

Provavelmente o controle de glicose seguiria pelo mesmo caminho.

Concorrência também enfrenta dificuldades

O monitoramento não invasivo de glicose é considerado um dos maiores desafios tecnológicos da área de wearables.

Diversas empresas tentam desenvolver soluções semelhantes há anos, mas nenhuma conseguiu transformar a ideia em um produto comercial realmente confiável.

Mesmo com o enorme investimento da Apple em pesquisa e engenharia, ainda não existe previsão concreta para a estreia da função.

Se conseguir resolver esse problema, a empresa poderá dar um dos passos mais importantes da história do Apple Watch.

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