Análise

O que podemos esperar da Apple em 2020

Mais um ano começa e com ele se renovam as expectativas do que a Apple irá nos apresentar ao longo dos próximos 12 meses.

Será que teremos um novo iPhone revolucionário? Ou algum produto inédito que irá transformar o mercado? Ou então alguma novidade que vai deixar a concorrência no chinelo?

As esperanças sempre são bem altas, o que faz com que a decepção seja inevitável quando no fim vemos apenas evoluções do que já existe. E isso não tem acontecido somente com a Apple, mas com todas as outras marcas; a tecnologia parece não avançar tão rápido quanto nossa ansiedade por transformações radicais.

vimos aqui que em 2019 as novidades no mundo da maçã aconteceram mais no setor de serviços do que no de produtos. Porém, muitos acham que agora teremos boas novidades tanto nos iPhones quanto em outros produtos.

Por isso, reunimos aqui algumas coisas que sabemos que a Apple deixou para este ano, e outras que imaginamos que possam ser reveladas. 

Se você tem curiosidade de saber o que o futuro pode reservar para nós, então está no artigo certo.



Os lançamentos anuais

Algo que não precisa de nenhuma bola de cristal para saber que acontecerá são os tradicionais lançamentos de todos os anos. Sabemos que teremos um novo iPhone, um novo iOS e novos iPads, além de outras coisinhas mais.

Em março normalmente temos uma leva de iPads, e muitos acreditam que veremos também uma atualização do iPad Pro, que tem seu ciclo de renovação diferente dos iPhones (geralmente de 1 ano e meio).

Na primeira ou segunda semana de junho (dia 8?) deverá acontecer a WWDC, que é o encontro dos desenvolvedores em que a Apple apresenta uma prévia de seus softwares. É nele que devemos ter a primeira amostra do que será o iOS 14.

Em setembro (ali pelo dia 9) é provável que a Apple faça um evento especial para apresentar os novos iPhones, que geralmente são lançados na semana seguinte (18 de setembro?).

Também na mesma época poderemos ter o Apple Watch Series 6, com alguma novidade em relação à geração atual. No ano passado foram encontradas pistas de um monitoramento de sono, então é possível que seja uma das novidades deste ano.



Novos iPhones

O profeta Kuo já adiantou que poderemos ter a tão aguardada segunda edição do iPhone SE, que foi um sucesso de vendas por trazer poder de processamento por um preço menor.

A ideia de reutilizar um design antigo com hardware mais recente é algo que agrada a muitos, e por isso a aposta agora é que o “novo iPhone SE” teria o corpo do iPhone 8, com o processador do iPhone 11.

Há quem aposte que o nome deste novo SE seria “iPhone 9”, o que faz bastante sentido. Mas a nomenclatura dificilmente é divulgada antes do tempo, pois pode mudar até lá.

O tal “iPhone SE” seria lançado em março, e em setembro teríamos os lançamentos tradicionais. O novo iPhone top de linha (vamos chamar-lo aqui com o nome hipotético de “iPhone 12”) traria um novo processador A14, que muitos dizem ser o menor em tamanho até hoje: 5nm. Isso resultaria em menor consumo de energia com maior desempenho, o que é ótimo para a duração da bateria.

Outra coisa que Kuo aposta é em dois tamanhos novos de aparelho: 5,4 polegadas e outro de 6,7 polegadas.

A divisão ficaria assim:

  • O iPhone 12 (que substitui o atual 11) teria duas variações, uma de 5,4” e outra de 6,1” (que é a que temos hoje)
  • O modelo Pro Max também teria 2 variações, uma de 6,1” (igual ao atual 11 e XR) e outra de 6,7” (maior que o atual 11 Pro Max)

Outra novidade: todos os 4 modelos devem trazer tela OLED, sem a diferenciação que existe hoje para o iPhone 11/XR, que possuem tela LCD. Apenas o “SE” manteria a mesma tela do iPhone 8.



iOS 14

Em junho conheceremos uma prévia de como será o novo sistema, que pelo menos neste início de ano não temos ideia do que virá.

O iOS 13 já trouxe diversas coisas que muitos pediam, como Modo Escuro, mudança de rede pela Central de Controle e gerenciamento melhor de downloads pelo Safari.

O que todos esperam, claro, é um sistema com menos bugs e que não precise de trocentas atualizações para consertar erros, como está acontecendo com o iOS 13.

É difícil prever quais modelos ficarão de fora desta próxima atualização (por vezes a Apple surpreende na longevidade do suporte), mas a lógica mais fácil diria que o iOS 14 não seria mais compatível com o iPhone 6s, 6s Plus, iPhone SE, iPad mini 4 e iPad Air 2, que são os modelos mais antigos.

Porém, o iPad Air 2 (que é compatível com o iOS 13, mas já mostra sinais de dificuldade) possui o processador A8X. O SE e o 6s trazem uma geração posterior de chip, o A9, então é possível manter uma pequena esperança que a Apple pule apenas uma geração, mantendo o suporte ao 6s e ao SE. Mas só saberemos disso em junho.

AirTag

Uma das expectativas de 2019 que não viraram realidade foram os AirTags (ou Apple Tag), um novo dispositivo da Apple que apareceu em códigos internos do sistema, mas que no final não foi lançado.

Com esse acessório, será possível localizar bagagens, malas, carteiras e os mais variados objetos, via GPS pelo celular.

Não se sabe quando (ou se) a Apple pretende lançar-lo, mas é provável que o mais tardar seja em setembro, junto com as novidades do iPhone.

Tecnologia 5G

Muitos acreditam que já teremos este ano um iPhone compatível com a novíssima (e ainda rara) conexão 5G. 

Porém, na prática é bem provável que nós, brasileiros, ainda não possamos tirar proveito. Nossa rede 5G atualmente é inexistente no país, e mesmo quando for implementada, não significa que será compatível com aquela americana. Ou seja, teremos novamente a velha novela de compatibilidade de rede nos celulares.

Então, esta novidade não deverá ser real para nós, infelizmente.



Touch ID

A tão sonhada volta do leitor de digitais no iPhone pode estar prestes a acontecer. 

A Qualcomm já desenvolveu a tecnologia de esconder o scanner embaixo da tela e a Apple poderá usá-la em seus dispositivos.

A primeira geração desta tecnologia não se mostrou muito segura, inclusive sendo possível usar películas baratas para burlar a identificação. A Qualcomm então criou uma segunda geração, que deverá chegar ao mercado este ano.

A dúvida é se a Apple irá adotá-la agora ou esperar ainda um pouco. O Galaxy S11 (ou seja lá o nome que tenha) deverá ser o primeiro a incorporar a segunda geração de leitores de digitais.

O site Bloomberg diz que os iPhones 2020 já trarão sensores sob a tela, mas o analista Kuo (que é mais confiável que o Bloomberg) diz que somente veremos isso em 2021. Isso porque o sensor não teria passado nos testes de segurança e precisa de consertos para deixar-lo 100% confiável.

Serviços

Uma coisa que deve crescer ainda mais são os serviços da Apple, visto que eles são cada vez mais importantes no faturamento da empresa.

O Apple TV+ aumentará seu catálogo de conteúdo, inclusive com produções locais. Diversos países na Europa já estão preparando produções que farão parte do serviço, e nossa esperança é que no Brasil isto também já esteja sendo feito.

O Apple Arcade também promete aumentar bastante seu catálogo. Se no início foram 100 jogos diferentes, até o final do ano podemos esperar que este número, no mínimo, dobre.



Brasil

Como sempre, temos esperança de que a maçã libere ainda mais funções para os usuários brasileiros. E isso ela tem feito nos últimos anos.

É esperado que tenhamos, finalmente, a leitura de eletrocardiograma (ECG) no Apple Watch em nosso território (caso não queira esperar, veja aqui como ativar por hack).

Também esperamos em 2020 ainda mais bancos compatíveis com o Apple Pay. A Neon Pagamentos já deu pistas de que pode passar a aceitar o sistema da maçã em breve, e se isso acontecer, é capaz de outras fintechs também entrarem no jogo.

O desejado Apple Card provavelmente não deverá chegar ao Brasil este ano. Ele por enquanto é exclusivo dos EUA e deve iniciar sua expansão primeiro em outros países. Teremos que ter um pouco mais de paciência quanto a isso.


Claro que tudo isso são suposições que podem ou não acontecer. E é por isso que ficaremos ligados para trazer sempre a melhor informação para vocês aqui no BDI. Fique ligado para as novidades de 2020!

Ale Salvatori

Applemaníaco desde 1995, quando precisou aprender a usar um Mac em uma semana para conseguir um emprego em uma agência de publicidade. Acha que a Apple não é mais a mesma depois da saída do Gil Amelio.

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