Opinião

[opinião] Quando a tão desejada inovação ainda não está pronta

Com certeza, nos últimos meses você ouviu de alguém ou leu em algum lugar que a Apple não está mais inovando como antes, e que a concorrência está “disparando na frente” em termos de novidades. Também pudera: a mídia e o marketing de algumas fabricantes iniciaram o ano apresentando tanta coisa que o consumidor não está nem tendo tempo de absorver direito. Telas dobráveis, leitores de digitais sob a tela… “Novidades” que fazem alguns alardear para o mundo (com tom quase orgástico) de que a Apple não é mais referência no mundo tecnológico.

Mas será que ser o primeiro a lançar uma coisa, mesmo que esta coisa ainda não funcione direito, é mesmo saudável para o mercado? Será que a Apple deveria também começar a lançar tudo o que lhe dá na telha, mesmo se a tecnologia ainda não estiver madura para o grande consumo?

Ser cuidadoso com o que entrega para seu consumidor significa não ser inovador?





O vício da inovação 

Hoje em dia, a palavra da moda em tecnologia é Inovação. A geração atual, acostumada a grandes revoluções nas décadas passadas, quer tudoaomesmotempoagora e exige que a cada ano as fabricantes lancem novidades revolucionárias. Para eles, um novo iPhone ter o design parecido com o do modelo anterior é, por si só, uma clara demonstração de estagnação e falta de inovação.

O povo quer que as fabricantes comecem tudo do zero a cada ano; o que eles não lembram é que chega uma hora que isso começa a ficar impossível.

Então, quando aparece alguém que dá a eles o que eles pedem, como telas dobráveis ou sensores sob a tela, o vício é saciado, mesmo que no final não funcione direito.

Desbloquear o celular com dedos de estranhos

Uma das novidades que começou a aparecer no ano passado e que se popularizou nos últimos meses foram os leitores de digitais sob a tela. A ideia não é nova para nós que acompanhamos a Apple, pois este tipo de patente ela tem desde 2015. Ou seja, há material documentado de que ela já teve esta ideia há anos e que, possivelmente já até criou alguns protótipos funcionais disso. Porém, o resultado final provavelmente acabou não sendo satisfatório o suficiente para ser lançado ao público. Chegou um ponto que valeu mais a pena passar a investir na tecnologia de detecção 3D de rostos (o Face ID) que apresentava resultados mais precisos e confiáveis, do que gastar mais tempo em algo que ainda era falho.

Isso, claro, foi uma decepção para nós aqui do blog, que por muito tempo acreditamos que a Apple conseguiria lançar um Touch ID sob a tela.

Já a concorrência viu aí uma brecha que poderia atacar. Quem conseguisse lançar um sensor de digitais antes da maçã, teria moral para se autoproclamar melhor e mais inovador. A corrida para ver quem conseguiria primeiro foi grande.

Aí você vê notícias do tipo: “Tela do Nokia PureView desbloqueia até com caixa de chicletes”.

Por que acontece isso? A resposta parece ser simples: hoje em dia, a exigência por inovação está fazendo as fabricantes desesperarem-se por lançamentos que nem sempre estão prontos para o grande público.

Tela dobrável (ou quebrável)

É inegável que telas dobráveis são um sonho de consumo e todo mundo não vê a hora desta tecnologia se popularizar, como aconteceu com o mítico StarTac da Motorola. Eu tenho idade suficiente para lembrar o quanto aquele modelo era adorado por todos, por ser pratico e pequeno, sem atrapalhar o uso normal.

A indústria está estudando há anos este tipo de tecnologia, que promete um dia ser o futuro dos eletrônicos. Pouco antes do primeiro iPad ser lançado, lembro de ver na CES 2010 um protótipo de tablet que dobrava a tela. Ou seja, essa ideia tem mais de 10 anos, sem ainda ter se concretizado como realidade.

A Apple tem patentes com iPads e iPhones com tela dobráveis, no mínimo desde 2016. Até mesmo o Watch já foi cogitado para receber uma tela curva sobre a pulseira. Mas então por que ela não lançou ainda? Por que deixar a concorrência “passar na frente”, se ela já tem a ideia pronta?

Porque ter a ideia é uma coisa. Fazer ela virar um produto real pronto para o consumo em larga escala é outra coisa completamente diferente.

Quem conhece a Apple há mais tempo sabe que antes de lançar algo definitivamente no mercado ela testa, testa, testa, testa, e quando fica bom, ela testa mais um pouco, para ter certeza que aquilo realmente funciona de forma perfeita para ser consumido em grande escala.

Isso significa que a Apple é perfeita? Não, ninguém aqui está dizendo isso, e há diversos casos que mostram que até ela pode falhar. Para citar alguns, basta lembrar dos Mapas do iOS 6, ou do design do iPhone 6 que entortava com mais facilidade que os outros. Ou o iPhone 4, que foi testado, testado, testado sempre com uma capa grossa que o fazia parecer na rua com um iPhone 3GS, e que quando ficou pronto para a produção, perceberam ao tirar a capa que a mão do usuário causava mais interferência do que o normal.

Não interessa o que o marketing da empresa diga: a real inovação é aquela que faz diferença na mão do consumidor, não no papel. Por mais que o marketing da Apple tenha tentado nos convencer que o novo teclado Butterfly dos MacBooks era sensacional, só o uso demonstrou o quanto os usuários o odiaram.


Inovação sem melhoria significativa na vida real, não serve de nada.


Quando a Samsung e a Huawei anunciaram suas telas que dobram, muita, mas muita gente começou a declarar game over no mercado de celulares, como se aquilo fosse a maior revolução desde o lançamento do primeiro iPhone. A Apple estaria chegando ao fim e começaríamos uma nova era de celulares dobráveis. E onde muitos vieram comentar isso? Claro, em um blog sobre iPhone, onde mais?

Porém, desde o início de março nos parecia claro que, até aquele momento, a única coisa que se tinha era o marketing das empresas. Nenhuma delas deixou ninguém colocar a mão, apenas olhar os aparelhos em uma redoma de vidro. Então, como declarar algo “inovador” sem saber como ele se comportaria na vida real, nas mãos de consumidores comuns?

A Samsung foi a única que anunciou uma data de lançamento ao público: 26 de abril. A Huawei preferiu não especificar datas, para ter tempo de finalizar o projeto.

Com o lançamento próximo, diversos jornalistas receberam exemplares do Galaxy Fold, e o resultado foi um desastre. Telas deixando de funcionar depois de dois dias de uso, marcas na tela onde tem a dobra (como já se imaginava) e evidentes erros de projeto, como uma parte da tela que parecia uma película protetora, sem nenhum aviso de que aquilo não poderia ser retirado.

Era praticamente um protótipo mal testado que estava indo às mãos dos consumidores. E por um preço estratosférico.

Com toda a repercussão negativa, a Samsung decidiu adiar o lançamento público, afirmando que iria mudar o projeto para reforçar a tela. Não há uma data para isso acontecer.

Caso AirPower

Com todo este fiasco, é possível ver muitos tentando defender a Samsung, atacando a Apple. Mas isso é um comportamento de fanboy, que defende a marca a qualquer custo, tentando negar os fatos ao reforçar os defeitos de outros atores externos. Mas isso não é legal. Ser fanboy da Apple, da Samsung, de políticos, ou do que quer que seja, limita demais nossa forma de enxergar o mundo.

Há quem justifique, dizendo que “primeira geração de um produto sempre vem com bugs“. Calma lá! Bugs inesperados que aparecem somente com o uso é uma coisa completamente diferente de lançar um produto que muito provavelmente vai causar problemas para o consumidor. Há uma década que se experimenta telas digitais dobráveis; se ainda não encontramos no mercado deve haver algum motivo, não? Só deve lançar a empresa que realmente conseguir eliminar os problemas inerentes à tecnologia. Lançar antes disso é ato de má fé para se promover.

Outros dizem que “defeitos pontuais sempre podem acontecer em um ou outro aparelho. É normal na indústria“. Mais ou menos, né? Se foram distribuídos 30 dispositivos para jornalistas e destes, pelo menos 5 apresentaram problemas, isso significa uma taxa de 20%, o que é enorme para qualquer padrão.

E há os que afirmam “Pior foi o AirPower, que até impressão na caixa já tinha e foi cancelado“.

Este ano a Apple teve um grande projeto que foi obrigada a cancelar: o AirPower (leia mais sobre isso aqui). Mas na minha visão, são coisas bem diferentes por vários motivos.

Primeiro, não foi apresentado como uma coisa revolucionária. Era apenas um carregador por indução que carregava ao mesmo tempo 3 dispositivos diferentes. Nem mesmo os fanboys mais fanáticos ousaram chamar aquilo de inovação. Só mais tarde, depois do projeto cancelado, é que fomos descobrir que havia sim ali uma tentativa de fazer algo novo, que evoluiria a noção de carregamento sem fio. Mas não deu certo.

A Apple tentou, se esforçou, mas não conseguiu fazer a coisa funcionar de forma perfeita, decidindo então cancelar o projeto. Seu erro, na verdade, foi ter anunciado o produto antes dele estar pronto, o que provocou um vexame enorme. Se não fosse isso, seria igual a dezenas e dezenas de projetos semelhantes dentro dos laboratórios da maçã que ficam um tempo em desenvolvimento e depois são cancelados, sem a gente nem saber.

Já a Samsung não só anunciou como um produto pronto para o consumo, como estabeleceu uma data de lançamento. E só mudou de ideia quando aconteceu uma repercussão negativa da imprensa, com dispositivos apresentando defeito. Se não fossem os jornalistas, o produto iria para o mercado sem maiores testes.

Acho que dá para perceber a clara diferença entre estes dois casos, não?


Com tudo isso, todas as perguntas do segundo parágrafo deste texto ficam abertas. Estas são as dúvidas que você deve lançar para o próximo que vier até você dizer que outros estão “inovando” muito mais que a Apple.

Aliás, deixe eu aqui concluir que acho ótimo que outras empresas estejam experimentando coisas diferentes do que a Apple faz. O BDI sempre bateu na tecla que, durante anos, os concorrentes se basearam demais no que a maçã fazia, e isso é péssimo para a evolução, porque quando a fonte seca, ninguém mais evolui.

Então, neste ponto, é ótimo estarem experimentando coisas novas para fazerem a tecnologia que usamos evoluir. Só é preciso tomar cuidado para que as novas invenções realmente cheguem prontas para o consumidor. E isso foi um cuidado que a Apple sempre teve (apesar de às vezes falhar nisso).

Fonte
Conteúdo original © Blog do iPhone
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Ale Salvatori

Applemaníaco desde 1995, quando precisou aprender a usar um Mac em uma semana para conseguir um emprego em uma agência de publicidade. Acha que a Apple não é mais a mesma depois da saída do Gil Amelio.

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  • Alex

    Lucidez

  • Luiz Fernando Otwwa

    Entendedores entenderão.

  • Fábio Nascimento

    É vero …. vamos aguardar os próximos capítulos

  • Tercio Santos

    Que eu me recorde o primeiro iPhone, na cerimônia de Lançamento teve de ser apresentado seguindo um passo a passo, caso contrário, ele travaria totalmente!
    Tudo isso é natural quando se tenta melhorar algo, agora… não concordo em dizer que “se não fossem os jornalistas, estaríamos perdidos”…. como se os jornalistas tivessem pedido pra ver o equipamento e em um ato de sagacidade descobriram tudo…. calma lá. Ou vocês acham realmente que a empresa tem um faturamento saudável ao ver lançado no mercado um produto com defeito? Calma, respirem…

    • Sem dúvida, Tercio. A história entre a apresentação em janeiro e o lançamento em junho de 2007 foi algo de louco. Na apresentação era praticamente um protótipo, que precisou ficar também escondido em uma redoma de vidro. O que Jobs fez foi sobrenatural e como já dissemos aqui, tinha tudo para dar errado.

      Mas quando foi lançado em junho, o iPhone estava perfeito, funcionando como deveria.

      Entendo que você não concorde, mas o fato é: até ontem, o lançamento ainda estava de pé e só foi alterado por causa da repercussão negativa dos testes feitos por quem trabalha na mídia. Não por engenheiros especialistas. É um fato, não é opinião.

    • Diego Azevedo

      Se não fossem os jornalistas, quem estaria perdida é a Samsung! Enquanto testou as telas em um ambiente controlado, com máquinas abrindo e fechando o celular milhares de vezes, não colocou na mão de uma pessoa real até mandar para a imprensa, 1 semana antes do lançamento.

      Se com 48 horas de uso, 5% dos dispositivos deu problemas, imagina com 3 meses? Na Europa, fabricantes são obrigadas a oferecer 2 anos de garantia. Imagina quantos dispositivos de 2 mil dólares seriam trocados nesse tempo?

      O fato de que a apresentação do iPhone foi feita da mesma forma que a Samsung (onde tudo foi meticulosamente treinado para não mostrar os problemas), não muda o fato que quando o dispositivo ficou “pronto” para venda, ele efetivamente estava pronto, e que quando a empresa falou uma data que não se concretizou, ela preferiu adiar e entregar um produto perfeito do que colocar para venda um protótipo de 2 mil dólares.

  • Victor Caricchio

    se não me engano, o leitor biométrico sob a tela do S10 não funciona com película..

    • Vinicius

      Acho que funciona com uma película especifica, tanto é que ele já até vem com uma própria pra isso.

  • Mauro J. Mendonça Júnior

    A verdade é que a inovação destas máquinas fotográficas digitais com recursos computacionais e celular hoje já não faz mais sentido. Entra ano e sai ano, os caras fazem processadores melhores, um sensor novo aqui e lá mas no fim do dia, o mercado só quer mesmo é ver redes sociais, WhatsApp, pegar taxi e pedir comida.
    Inovação mesmo vai ser quando sairmos do formato de barrinha e formos para os wearables verdadeiramente funcionais, como os relógios, óculos e até algumas roupas.
    A Apple sempre foi uma empresa INOVADORA e sua premissa estava na inovação da função. Depois do lançamento do iPhone se não tivermos inovação nas funções (naquilo que as pessoas fazem diariamente), vamos continuar com as barrinhas de vidro de 8 mil reais.

  • Ulisses

    Blog do iPhone, excelente matéria! Por isso que Michael Porter, famoso professor da Harvard Business School, disse que a inovação vem em três sabores: barato, melhor e diferente. Ele aconselha a começar pelo diferente. Porque preço além que a qualidade é negligenciado só pode haver uma pessoa oferecendo preço mais barato. O melhor propõe inovações experimentais que somente ricos poderão comprar quando se esgota no que mais o fabricante pode melhorar. A Samsung apostou no melhor e enquanto a Apple aposta sempre no diferente.

  • Marccus Phillipe

    Perfeito, Salvatori!
    inovação não é invenção.
    inovação tem que ser eficiente, tem que resolver um problema, tem que ser viável…
    invenção “todo mundo tem”.

  • Reinaldo Versuri

    Poderia poderia citar vários lançamentos que não deram certo da Apple também, há um risco e o CEO é o responsável em querer correr ou não, talvez a Apple seja mais prudente ou espere para melhorar o que os outros lançam dizendo que é inovação.

    • Kamila Mendes Martins

      Cite, por favor. Fiquei curiosa.

  • Bernardo

    A Apple vem sendo bombardeada de comentários dizendo que não inova em muita coisa. Concordo com esses comentários, visto que, apesar de se preocuparem em colocar um produto 100% nas mãos dos consumidores, já existem tecnologias “padrão apple” que ainda não foram colocadas nos aparelhos ou que foram introduzidas recentemente. Esse fato se comprova com a queda das vendas de iPhones, que foram são praticamente o mesmo desde o 6 com poucas novidades que não justificam a troca, fazendo com que o usuário adie a substituição do seu aparelho por mais algumas gerações.

    • Não querendo divergir do conteúdo da sua opinião, mas apenas fazendo uma correção no seu comentário: a Samsung também anunciou queda nas vendas no início deste ano. É uma característica global, não apenas da Apple. Então, como argumento, não se sustenta.

    • Kamila Mendes Martins

      Poucas inovações desde o iPhone 6? Você está de brincadeira, né? Eu tinha um 6 plus e troquei pelo X. É uma experiência completamente diferente. Talvez esteja na hora de você trocar o seu aparelho.

      • Bernardo

        Falo sério. O iPhone X foi lançado como um iPhone de comemoração aos 10 anos de iPhone, tanto é que foi descontinuado. No mesmo ano veio o iPhone 8, e se vc comparar as imagens do i6 ao i8 são praticamente as mesmas. A “grande” mudança na linha de iPhones veio em 2018, com algum redesign e uma tela nova. Praticamente o conteúdo da caixa é o mesmo, inclusive os simples carregadores se mantem iguais desde sempre, sem falar no cabo USB to lightning, que ao meu ver, já está desatualizado até mesmo pra Apple rsrs. Não tenho dúvidas de quão boa está sendo sua experiência com o iPhone X, você deu um passo de uns 4 anos. Agora compare o seu iPhone X TOPZEIRA com o iPhone XR e XS, justifica a troca?

        • Kamila Mendes Martins

          Felizmente não justifica. Acho um absurdo as pessoas acharem que as fabricantes de produtos eletrônicos tenham que reinventar a roda todos os anos. É outro absurdo ficar trocando de aparelhos todos os anos, um desperdício de dinheiro, de matéria prima e uma agressão à natureza. Eu estou achando ótimo a Apple não me fazer ficar com vontade de trocar meu celular (que não é nada barato, convenhamos) a cada lançamento. Só espero que sempre haja produtos modernos, bons, seguros e que atendam às minhas necessidades sempre que o que use fique obsoleto. Por exemplo, tenho MacBook Pro de 2011. Só agora estou fazendo pesquisas para trocar por um Air porque acho que o atual está lento demais.

          • KGB07

            Uma sugestão! Coloque um SSD no Mac, veja ele voar em desempenho e use por mais uns 5 anos rsrsrs

            • Kamila Mendes Martins

              Você não é o primeiro a me falar isso. Vou pesquisar pra ver relação custo/benefício. Mas será que assim seria possível atualizar pro Mojave? A última atualização permitida foi a do High Sierra.

  • Denys Volpe

    Esses celulares de telas dobráveis são horríveis!!!

  • Carlos Barreto

    Eu concordo que o AirPower foi vergonhoso! Como pode anunciar algo que não tem condições de lançar? Apostou errado.

  • Diego Lopes

    Assisti um vídeo onde mostra que os Folds que deram problema, 4 deles foi porque tiraram uma película que não pode ser retirada. Não houve nenhum aviso na caixa do produto que não poderia ser removido, provavelmente para o consumidor final deva ter.

    • Diego Azevedo

      Pode não ser um erro da área de engenharia, mas falhou completamente na experiência de usuário. Qualquer pai/mãe de criança pequena vai falar de como crianças ADORAM retirar películas acessíveis para serem removidas.

      Se a tela morre com a retirada de uma película, essa não pode ser acessível para ser retirada! Só mostra que fazer milhares de fechamentos em uma sala limpa com máquinas não serve para muito mais do que falar “resiste a X milhões de fechamentos e aberturas”.

      A iFixit conseguiu um dos dispositivos e o desmontou: Além do problema com a película, a dobra (que é uma belíssima obra de engenharia, vale a pena ver o vídeo dela funcionando sem a tela) tem muitos locais para entrada de poeira e outras partículas, que também podem danificar a tela -> e pelo menos 3 dispositivos tiveram algum tipo de irregularidade que parecia um grão na tela (uma delas quebrou, e as outras duas foram devolvidas à Samsung no recall)

  • Claudio Guerra

    Falou tudo. Ótimo texto.

  • Fabio De Campos Zenari

    Baita publicação! concordo exatamente com tudo!
    Eu prefiro ter uma experiência impecável utilizando código para desbloquear celular do que por exemplo um desbloqueio por íris que qualquer foto da pessoa cadastrada desbloqueia.
    Ai é a diferença da apple, eu não consigo imaginar em hipótese alguma a apple lançando algo que tenha a mínima chance de acontecer o que está acontecendo com o galaxy fold por exemplo, e isso me traz segurança como consumidor para prosseguir com a marca que desde 2009 mantenho.
    Inovação é trazer experiência ai usuário, e não frustração, se eu pago 2.000U$ para um aparelho queimar um pixel que seja, já ficaria transtornado, imagina no caso do fold.

    • Gustavo

      Concordo com você amigo mas não esqueça que ultimamente a Apple tem errado direto ( teclado borboleta , iPad Pro de papelão , AirPower e por aí vai )

      • Fabrício

        Adicione a falha nas telas do MacBook com o abrir e fechar

  • Gustavo

    Muito bom artigo meus parabéns . 👍🏻👏🏻 Eu particularmente desde que lançou esse fold , pensei , está com cheiro de outro note 7 … nunca me animei com o lançamento , e deu no que deu , produto mal projetado e mal acabado . Mais uma vez a Samsung prova que inovar não é com ela ….

  • Fabio Rodrigues

    Acredito que “fiasco” não seja a palavra mais justa para o Fold. Menos, bem menos…Apesar dos problemas com a tela, a Samsung foi corajosa de lançar algo inovador, com uma tela dobrável! Isso é futurista pra caramba… Esses lançamentos trazem fôlego e ânimo pra um mercado, tão, tão chocho de inovações! O mercado é tão competitivo que as empresas mornas vão ficando pra trás. A Apple está bem morninha ultimamente!

    • a Samsung foi corajosa de lançar algo inovador

      Menos, bem menos.
      Lançar algo que quebra na mão do consumidor não tem como dizer que é “inovador”.
      Aparentemente você não entendeu muito bem o contexto do artigo, e está repetindo justamente o que ele vai contra: a noção de inovação versus a mudança que o produto traz efetivamente para as pessoas.

  • Lauro Castro

    Vale ressalta o toque oculto do iPhone X… Eu era fanboy apple, usava desde o 1gn q nem veio para o Brasil. Em 2018 a apple deu 3 mancadas comigo. iPhone X 256gb de R$ 6700,00 com toque oculto. Tive que pagar para trocar a tela pq era impossível usar, paguei 1500,00, trocaram, e depois negaram o reembolso qdo solicitaram o Recall.
    MacBook Air 2017 que pifou o SSD do nada, Apple negou a reparação mesmo em garantia.
    iPad mini 2, meu filho estava usando, entrou tela de atualizaçao, ele apertou atualizar e continuou vendo seus desenhos. A bateria acabou com o Ipad morreu, só da erro 09. Apple se negou a reparar…

    Migrei para Samsung extremamente resiste… Nao sou Fanboy da marca, mais estou extremamente satisfeito. Este mês migrei do S9+ para S10+ e na boa, nao volto mais para Apple, primeiro pelo custo beneficio do Galaxy s10+, nao precisei vender 1 rim para comprar… e segundo a Apple nao tem inovado em nada nos novos aparelhos. Apenas colocar uma velocidadezinha a mais e muda o nome do chipe ja era.

    • Eu acredito em você. Parto do pressuposto que você está falando a verdade.

      Porém, confesso que fico surpreso com seu relato, porque a Apple é conhecida justamente pelo seu pós-venda. Conheço gente que já teve problema no MacBook que a Apple trocou 3 vezes o mesmo aparelho, mesmo não estando mais na garantia. Também já vi casos dela trocar tudo por causa de um defeito pequeno. Claro, sei que nem sempre é assim, mas acontecer tudo com uma pessoa só, acho no mínimo falta de sorte.

      Torça para não ter nenhum problema com a Samsung, porque pelo que ouço dizer, o pós-venda deles no Brasil é desesperador.

      • Lauro Castro

        Sim. Tenho as OS da loja Icircuit e esta o caso em pequenas causas. Os reclameaquibq abri a Apple se quer respondeu ou me contactou.

    • Gustavo

      Que falta de sorte hein 🙀

    • Diego Azevedo

      Não sei se foi o seu caso, mas eu acho o serviço das autorizadas da Apple uma grande bosta. Então eu sempre entro em contato inicialmente pelo site, explico o problema, e gero o protocolo lá, para só então levar na autorizada (que é a resolução dada no fim das contas).

      Eu já vi gente que a autorizada se negou a dar reparo porque o computador estava arranhado, e a Apple não cobre arranhados (sendo que o problema não tinha bosta nenhuma a ver com isso), e a constante mentira de que vão trocar seu iPhone por um novo pagando o valor tal (que na verdade é um recondicionado).

      Queria morar perto de uma Apple Store para ver se o tratamento é o mesmo que nas autorizadas, mas eu duvido muito.

    • Marcelo

      No meu caso, não tenho do que reclamar: a  já trocou 3 iPhones meus que deram problema na garantia: um 5S, um 7 Plus e um XS. E também trocou o teclado sem fio do meu iMac mesmo já estando fora da garantia!

    • Fabio Rodrigues

      Tenho um iPad Pro 2017 que o touch não responde muitas vezes!

  • Brunno Campos

    Ótima leitura, sempre me questionam com relação às novas “tendências” e pelos preços que pagamos nos iPhones, sempre uso algo baseado em qualidade, a Samsung tem essa “mania” de querer conquistar pelo excesso e por acaba sempre errando, diversas vezes ouvi questionamentos acerca das resoluções das câmeras do iPhone em relação às outras fabricantes, mas a questão é que não é a resolução ou armazenamento ou processadores ou qualquer que seja a idéia do negócio, o ponto chave é que sempre confiei na Apple pois desde o iPhone 4 que comprei em 2011 nunca mais tive coragem de usar outra coisa, gosto de planejamento e organização e para quem é um bom conhecedor isso está evidente em qualquer coisa que a Apple lanço até agora.

  • Hugo Cravo

    Depois do note explodindo e agora o fold com esse problema, nao confio mais na samsung. Os caras lancam as coisas de qualquer jeito. Pra aparecer um novo smartphone explodindo no bolso das pesssoas nao eh dificil.

  • Italo Raniere Sales Pinto

    Tem duas coisas que não perdoo a Apple:
    1) Não ter implementado até hoje uma tecnologia de carregamento ultra rápida nos seus dispositivos;
    2) Não ter investido para melhorar a durabilidade de seus cabos;

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