Opinião

[opinião] Não espere grandes revoluções tecnológicas nos próximos anos

A comemoração dos 10 anos da apresentação do iPhone fez-me ler muito material informativo para poder escrever os textos do último dia 9. Com isso, pude me dar conta de vários detalhes menores que não são muito comentados por aí, mas que foram decisivos para que o aparelho virasse realidade.

Um deles foi o grande stress que toda a equipe de engenheiros teve que passar, sacrificando finais de semana e até noites inteiras, durante dois anos e meio. Famílias se desfizeram, úlceras foram desenvolvidas, tudo para que hoje você tenha em suas mãos um smartphone com toque múltiplo, que (independente da marca dele) existe só por causa do primeiro iPhone e do sacrifício que estes profissionais tiveram durante um período de suas vidas.

Aí eu me pergunto: é possível existir uma real revolução tecnológica sem exigir sacrifícios pessoais de quem trabalha nisso?

A criação do iPhone foi um exemplo disso. O stress de todos foi tamanho que, logo após o lançamento do primeiro modelo, muitos dos responsáveis pela sua criação deixaram a Apple. Inclusive Tony Fadell, um dos “pais” do iPod.

Muitos membros da equipe estavam tão exaustos que saíram da empresa logo depois de o primeiro telefone chegar às prateleiras das lojas. Era como se fosse a primeira missão espacial à Lua. Estou acostumado a certo grau de incerteza em um trabalho, mas havia tantas coisas novas ali [para serem resolvidas] que era simplesmente desanimador. Tony Fadell

Em vários pontos, isso me lembra muito a história do Macintosh, em que a equipe ficava noite e dia trabalhando no projeto, porque Jobs pressionava a todos para darem o melhor de si. No final, o stress era tanto que causou uma divisão competitiva entre os funcionários da Apple, um dos argumentos usados tempos depois para demitir Jobs. Na época, muitos saíram da empresa após o lançamento do Mac, tamanho o desgaste emocional que tudo aquilo causou.

O Mac foi revolucionário e traçou o caminho para toda a indústria de computadores. Mas como ele teria sido se os profissionais responsáveis não tivessem se dedicado tanto?

O ponto em comum

Nas duas histórias, vemos um ponto em comum: Steve Jobs. Era ele quem empurrava os engenheiros para dar muito mais do que o seu melhor. Ele era tão reverenciado pela sua equipe que todos tinham medo de decepcioná-lo (e isso por vezes acabava acontecendo, mesmo fazendo o máximo possível). Afinal, quem não gostaria de trabalhar com Steve Jobs?

Mas isso não existe mais na Apple. Tim Cook pode ser um excelente administrador, mas não parece ser o tipo de pessoa que inspire o máximo do poder criativo de alguém, nem exija sacrifícios absurdos da equipe em prol de um produto. Ele é do tipo que, se um engenheiro diz que algo é impossível de fazer, ele provavelmente concorda e ponto. Assim como centenas de outros CEOs de outras empresas de tecnologia.

Steve Jobs pedia coisas que na época eram absurdas. Ele insistia que o iPhone deveria rodar uma versão modificada do Mac OS X, mas em 2005 ninguém tinha colocado um sistema tão grande em um telefone. O software teria que ter um décimo do tamanho e além disso não existia nenhum telefone com processador capaz de rodá-lo rápido o bastante e com uma bateria que durasse o suficiente.

Vários detalhes do iPhone eram considerados “impossíveis” de se fazer na época, ou pela tecnologia que não existia ainda, ou porque ela nunca tinha sido fabricada em escala comercial antes. E isso explica a reação dos engenheiros da BlackBerry (na época chamada RIM), que acharam que a Apple estava mentindo quando apresentou o iPhone ao mundo. “É impossível fazer um aparelho assim, com todos esses recursos e uma bateria que dure mais de meia-hora“.

O iPhone foi a realização de vários feitos “impossíveis”, e isso graças à insistência de Jobs, que quando colocava algo na cabeça não aceitava um “não” como resposta. De fato, ninguém tinha coragem de dizer não para ele, nem os mais altos executivos.

Atualmente não temos na Apple alguém assim, que faça o impossível acontecer.

O lado humano

Ao mesmo tempo, temos outro lado a considerar: o humano. Até que ponto é justo pessoas destruírem a própria vida pessoal para a realização de um produto que mudará a forma das pessoas interagirem com a tecnologia? Há diversos casos de engenheiros do Mac original e do projeto do iPhone que arruinaram seus casamentos, se esgotaram física e psicologicamente, e hoje ainda têm dificuldades de pagar as contas no final do mês.

E quando penso que estou escrevendo neste momento em um iPad, deitado em uma rede, graças aos esforços desses caras, isso me faz refletir até que ponto os reais avanços da tecnologia não teriam acontecido sem sacrifícios humanos. Assim como os grandes avanços históricos da física, da química e da medicina.

Neste sentido, Tim Cook é muito mais humano que Jobs. Ele já demonstrou diversas vezes que um de seus objetivos é melhorar a qualidade de vida dos funcionários da Apple. E mais uma vez, vem a pergunta: será que existe revolução tecnológica sem sacrifícios humanos?

Porque se a resposta for “não”, então é pouco provável que tenhamos novas revoluções vindas da Apple nos próximos anos. Mas quer saber? Talvez isso seja até bom. Afinal, já tivemos avanço tecnológico suficiente, que tal agora investirmos em avanço moral? No momento, é disso que o mundo está precisando, e urgente.

Fonte
Conteúdo original © Blog do iPhone
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Ale Salvatori

Applemaníaco desde 1995, quando precisou aprender a usar um Mac em uma semana para conseguir um emprego em uma agência de publicidade. Acha que a Apple não é mais a mesma depois da saída do Gil Amelio.

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  • Caraca adorei esse artigo, jamais imaginava isso tudo pra construir um aparelho tão revolucionário. Acredito que se alguém for capaz de equilibrar a visão com as necessidades humanas conseguiria sim desenvolver algo incrível sem sacrificar os envolvidos, tudo depende do objetivo dessa pessoa, que no caso teria que ser um chefe de empresa

  • Hades666

    “investirmos em avanço moral”…..sem mais!!

  • Yuri Wesley

    Acho extremamente relevante seu ponto de vista no aspecto moral da sociedade.

  • Pedro Vitor

    Excelente texto!

  • Flavio Campos

    ??

  • bruno

    Dane-se a moral, quero mais revolução tecnológica, se alguém for escravizado por isso, não é problema meu. Não tá bom? “Pede pra sair”!

  • Carlos

    Nossa! Ótimo ponto de vista!

  • McKoe

    Sim, espere revoluções tecnológicas: Tesla, SpaceX, Elon Musk.

    • Wesley de Souza

      Musk é incrível, porém não acho que eles conseguirão um grande avanço nos próximos anos que não seja sobre energia sustentável… Espero que eu esteja errado.

      • 9L

        Terão muitas novidades esse ano (Gigafactory, Chris Lattner ex-executiva Apple, Maior painel Solar do mundo, etc.). Pena que entregaram um menor número de carros que o esperado. E tiveram problemas com alguns modelos que estavam auto-acelerando. Mas acredito que podemos esperar alguma novidade na segunda metade desse ano.

    • 9L

      Sim. Eu ainda adicionaria Jeff Bezos da Amazon.

    • Essas revoluções que essas empresas/caras podem oferecer não chegam aos pés das duas revoluções citadas no texto.
      E claro, estou falando proporcionalmente. Em inovações “de valor à humanidade” o Elon é o cara e não conheço outro cara para apostar como podemos apostar nele.

    • Não vi nada que mudou o modo como eu uso a tecnologia vindo do Musk ainda. Acho que a batalha dele é pra mudar o mercado, não necessariamente a tecnologia

  • Douglas knewitz

    Prefiro a era jobs onde de fato o impossível era só questão de ponto de vista. Nenhuma grande empresa cresce sem sacrificar potencial humano( aliás se n está satisfeito, peça demissão ) adoro iPhone, nunca tive Android, não penso em trocar( assim como muitos que mesmo decepcionados ainda compram ) mas é triste ver que a Apple faz questão de esmigalhar as novas tecnologias que desenvolve para cada novo iPhone implantar algo novo. Se tivessem lançado o 3D touch + dual câmera +tela aprimorada ano passado, não teríamos nada de novo, apenas uma cor preta e resistência à água e um pseudo auto falante estéreo. Tudo isso prq? Pra não sacrificar o potencial humano ? Bom, se for, volte a sacrificar, prq a tecnologia só será obtida com muita pesquisa e sacrifícios de pessoas comprometidas.

  • Luan Pacheco

    Acho que já temos ferramentes poderosas o suficiente, com vida útil bem longa (se tratando de processamento de dados), não precisamos de mais inovação, precisamos aprender a usar melhor isso tudo, e precisamos democratizar o acesso a toda essa tecnologia de ponta, que hoje é bem restrita as classes superiores.

    • bruno

      Doa seu iPhone a um pobre então!
      Afff papo de democratizar tecnologias, quer tecnologia trabalha mais e compra, isso sim é democracia e meritocracia.

      • Paulo Correa

        Jesus, de que caverna vc saiu?

        • Rafael Lima

          Da sessão de comentários do G1

  • Bruno

    Não existe só a Apple desenvolvendo tecnologias. Fora as outras grandes (Google, MS, etc), moçada de startup se matando virando noite fazendo coisas incríveis por aí. Apple pode ir lá também e comprar os caras depois.

  • Rasico

    “Será que existe revolução tecnológica sem sacrifícios humanos?” Depende do que se entende por sacrifícios. Se for “trabalhar muito” a resposta é um imenso “não”. Se for pressão psicológica, ameaças, humilhações, etc, acho que é possível sim. Outras evoluções ocorreram sem esse tipo de sacrifícios e clima colaborativo.

  • Moimás

    Ótimo texto. Concordo com alguns comentários de outros leitores, na minha opinião já temos uma tecnologia suficiente para os “próximos anos”. Um exemplo que aprece “bobo” mas que muitos não da atenção pq o Brasil não funciona muito bem, o aplicativo Home… Nunca em 3 anos atrás eu imaginava poder controlar funções de sua casa pelo aparelho.

    • Lee

      Eu tenho lâmpadas Hue na casa inteira faz muito tempo, só que a bridge não era compatível com o HomeKit. Comprei assim que saiu a nova e uso o Home o tempo todo. Inclusive fora de casa funciona super bem. O problema é que os acessórios no Brasil são difíceis de encontrar e caros, mas estou buscando outras coisas pra agregar. Compro na Amazon US.

      • Moimás

        Exato, pra nós é uma tecnologia que sai cara… Mas é o que você falou, se importar acredito que fica mais em conta.

    • Arlindo Neto

      Meu sonho é poder usar o Home Kit, mas é difícil encontrar produtos. Acho que ate a apple deixa ele meio de lado, deveria ter uma pagina no site da apple com produtos com compatibilidade ao Home kit.

  • Pablo Rangel

    Uma boa nova guerra traria avanços tecnologicos. Militares e depois civis.

  • f.u.

    Definitivamente, não há revolução/inovação sem sacrifício humano. O sacrifício da Cruz talvez seja o melhor exemplo disso…

  • Giovanni

    Sem sacrifício não se evolui em nada. O dia que isso acabar a humanidade estaciona de vez.
    O que não podemos esperar muito mais é evolução vinda da Apple, uma empresa que está no topo, com mais dinheiro em caixa que a maioria dos Países do mundo, uma posição extremamente confortável. Porque se arriscar tanto agora? Ainda mais agora com Steve Jobs morto.

    Vejam a Microsoft, por anos ficou estagnada pois o dinheiro entrava “sem esforço”. A empresa evoluiu muito nos últimos anos, vem apresentando mais inovação que a própria Apple, se viu obrigada a isso pra não perder ainda mais espaço e voltar a ter alguma relevância.

    Já a Apple, tudo que faz vende MUITO e enquanto isso continuar, não esperem por nenhuma revolução.

    • Lee

      Faz sentido…

  • Luís Cavalcanti

    Acho que é possível termos inovação sem desgastes físicos e psicológicos em excesso. A tecnologia pode demorar um pouco mais pra ser produzida, mas a vida das pessoas também precisa ser levada em conta. Concordo, inclusive, com os comentários que afirmam que ainda nem nos adaptamos a todas as funções disponíveis atualmente. É bem desnecessário manter lançamentos anuais pra mudar um detalhe ou outro, convenhamos.

    • Lee

      Faz sentido também!

  • Juliano

    Mas claro, isso tudo pode mudar nos próximos anos. Vamos ter que ser pacientes e aguardar pra ver.

  • Martin Bruxel

    A evolução da tecnologia dos últimos dez anos foi absurda, um grande passo foi dado. Acho que por enquanto as inovações serão incrementais, sem grandes revoluções. Claro que Elon Musk pode nos surpreender.

  • Pedro Oliveira

    excelente texto!

  • Leandro

    “…que tal agora investirmos em avanço moral? No momento, é disso que o mundo está precisando, e urgente.” Aplaudindo de PÈ!!!!!!

  • Alexandre G Ferreira

    Um ponto de vista diferente, que vem sempre acrescentar.
    Ajudando as pessoas a “pensarem fora da caixa”.

    Parabéns!!!

  • Victor Mello

    Que artigo maravilhoso! Muito bom. Concordo contigo, acho que teremos pequenos avanços em usabilidade, mas nada gritante. E sim, estamos precisando muito de uma evolução moral por parte de todos.

  • Eduardo Ricetti

    Ótimo artigo! O próximo Jobs atende pelo nome de Elon Musk. Acredito em (e já estão ocorrendo) avanços da mesma magnitude do iPhone vindo através das criações e pensamento inovador dele.

    • KB

      Também acho. O Elon Musk tem tudo para ser a bola da vez.
      Também acho que vamos ver muita coisa surgindo no mundo da nano-tecnologia/biologia, e assim por diante.

      • É, ele é o mais próximo que temos nesse sentido. Temos que torcer para que isso resulte em coisas realmente revolucionárias e não seja mais uma promessa, entre tantas que já surgiram e não revolucionaram nada. Espero realmente que ele nos apresente coisas que nos impressione. 🙂

  • 9L

    Belíssimo texto!

  • Gaius Baltar

    Se for assim então é provável que a Apple continue nesse marasmo atual e se torne uma empresa a mais no mercado. Se virmos bem os produtos da Maçã se tornaram aquilo que os haters diziam (sem razão) anos atras: sobrestimados. São muitos e graves os erros cometidos por essa gestão, e esses serão apontados no futuro quando se avaliar o início da decadência da empresa.

  • André Luis Dos Santos

    Fica a reflexão!

  • Qualquer avanço envolve sacrifícios e suor, e digo mais, se não fosse assim, não teria graça de ver a colheita frutífera do seu trabalho.
    A Apple está atrasada em relação a concorrencia, ela precisa mexer a bunda e trazer muita coisa nova e melhorar o que já existe. No grupo de iPhone que participo todos os dias tem um mala criando tópico reclamando da bateria. Quase sempre um comparativo com a tela Amoled. Ela não precisa “avançar”, ela precisa é se igualar a concorrencia pois ficou para traz.

    Diversas fabricantes já trazem o desbloqueio pela retina, a curvatura dos modelos da Samsung ajudou a ter uma identidade propria de design enquanto que a Apple não muda o visual faz 3 anos.

    Enfim a vantagem da Apple é o nome que tem, pq o aparelho dela, pelo menos pra mim, já deixou de ser prioridade. E isso falando em iPhone, pq em notebook já desencanei faz tempo do Macbook que de Pro não tem nada e peguei um Transformer 3 Pro da Asus.

    • Djalma Dias Freitas

      Vou dar uma opinião sincera sobre o assunto, sei que vai ter alguns que vão concordar… Sou fã da Apple desde o primeiro iPhone, já tive o iPhone 4, iphone 5 e iPhone 6s. Já tive o iPad 1, iPad 3 e hoje tenho o iPad Air 2… Vejo esse artigo como uma forma de justificar o que todos aqui estão vendo, que Apple parou no tempo. Como bem disse o rapaz no comentário, a Apple não está conseguindo nem acompanhar a concorrência. A tela Amoled é mil vezes melhor do que a de qualquer iPhone, não precisa acreditar em mim, bastar pegar um celular que a tem e vão vem a diferença gritante… Mesmo trazendo dois módulos de câmera no iPhone 7 Plus, ainda sim não consegue bater a câmera do galaxy s7… A Apple precisa urgentemente mudar o IOS, não estou me referindo a fluidez, proporcionando uma forma de personalização. Quem acaba de pegar o sistema IOS vai achar lindo, mas quem já vem de uns dois iPhones quer mudança. Até hoje lembro de quando a Apple lançou o IOS 5, quase travou a net do mundo todo, quem tinha iphone à época vai me entender, eram tantos recursos novos. Hoje, quando lança uma nova atualização para meu iPad eu espero 1 mês para atualizar, pq sei que vai vir cheia de bugs… A concorrência já tem carregamento sem fio, carregamento rápido, função infravermelho, celulares à prova d’Água… A Xiaomi lançou um aparelho que a tela é 93% da frente, enquanto a do iPhone é um dos piores aproveitamento que tem… o design do iPhone não é nem de perto o mais bonito do mercado, o que era na época do iPhone 4 e 5… O que quero dizer é que cada dia que passa paga-se mais pela marca do que pelo aparelho, e isso de não inovar para não sacrificar ninguém é balela, pois se não fosse, a Apple não fabricaria na China. Os trabalhadores da China trabalham literalmente igual escravos, não existe direito trabalhista lá. Jornada de trabalho de 16 horas, por si só já é desumana e esso é o normal lá…

  • Grande iLex!
    Belo texto, perfeita análise.

  • Eu acho engraçado.
    Você esta afirmando que “tela AMOLED” é revolução.
    Está dizendo que “bateria maior” é revolução.
    Está inclusive dizendo que a “curvatura dos modelos da Samsung” são uma grande revolução.

    Pelo menos é disso que o texto acima trata, revolução. Em nenhum momento ele diz que desde o lançamento do primeiro iPhone os aparelhos não evoluíram mais. Inclusive acho difícil algum engenheiro ter perdido o sono só porque pensou em uma bateria maior. A não ser os da Samsung, depois que lançaram o Note S7…

    Se você acha que tudo o que citou revolucionou de alguma maneira o mercado, então estamos falando de coisas diferentes. A não ser, claro, que você esteja rebaixando a palavra revolução e igualando-a a evolução, erro comum em muitos comentaristas na internet.

    • Se vc acha que tirar as pessoas de suas coleiras em forma de tomada (fotos ridulas das pessoas nos aeroportos por exemplo) pondo uma bateria melhor não é revolução.. bem, ai precisamos sentar e discutir o que é revolução. Isso também envolve melhoria de funcionalidades básicas que facilitam a vida das pessoas.

      Certamente vc deve ser um dos que pensam que ter tirado o P2 e ter feito meio mundo passar a andar com adaptador, ver um monte de adaptador de UBS-A na CES foi uma revolução.

    • Djalma Dias Freitas

      Pq excluíram meu comentário???

  • rafael_rs

    Alguém por favor poderia me indicar uma película protetora de qualidade
    para iPhone 7? A última que comprei ao passar a mão já ficava marcada
    com riscos. Obrigado

    • Douglas knewitz

      Eu uso egreen e gosto.

  • Andrsonsp

    Vendo os comentários de muitos, acredito que, se a Apple lançasse todas as suas tecnologias que ela dever ter guardado, o mercado não conseguiria acompanhar, o Brasil mesmo não acompanhar as novidades, nem mesmo o Apple Pay que é tão útil…

  • Lu Lu

    Eu acho que o design do iPhone já é perfeito. O único ponto que precisa de inovações de verdade,é o sistema operacional. Se no iOS 11 não mudarem a interface,estaremos estaremos 4 anos já com o mesmo design e eu já estou cansado às vezes.
    E funções que no iOS 10 eu esperava mais e foi bem decepcionante. O iPhone tem um desempenho e capacidade surpreendente pra ficar só nisso.

  • André

    Adorei o texto! ??

  • Jonas

    Parabéns pelo texto, e o modo de pensar. ??????????✌?

  • Djair Casado

    Excelente artigo.

  • Alcides Rogério de Brito

    Ainda falta dominar tecnologia capaz para a produção de iPhones com caneta, ao estilo da Samsung.

    • Guímel Bilac

      Ahn!?

      • Alcides Rogério de Brito

        Sim!!

        • Guímel Bilac

          Mano, os caras criaram uma tela multi-touch e, usando palavras de Jobs, se esforçaram para que ela fosse usada pelo melhor dispositivo apontador do mundo – o dedo, justamente pra não usar uma caneta. Frase clássica de Jobs na primeira apresentação: “nós não queremos uma caneta!”. Você escreveu “Ainda falta dominar tecnologia para a produção de iPhones com caneta[…]”. Os caram criaram o multi-touch. Fica implícito que se os caras conseguiram fazer isso, é óbvio que eles tem tecnologia pra fazer com caneta, só que – repito – desde o iPhone clássico a Apple não quis.

          • Alcides Rogério de Brito

            Tomara que queiram para breve, porque o iPhone já está ficando sem graça. Não tem graça nenhuma escrever no notas com o dedo, no iPhone. Repare que o Jobs se referiu à caneta como dispensável para os comandos do iPhone. Ele não falou nada sobre manuscrito ou desenho. O que é melhor: manuscrito ou desenho com o dedo ou com a caneta?

  • Brendo Bill

    Ótimo texto. É muito fácil exigirmos sacrifício de outras pessoas enquanto ficamos em casa, aproveitamos nossa vida e nossa família com os aparelhos que outros se esforçaram para construir. As pessoas querem ser surpreendidas todo ano, mas o que Apple fez há 10 anos atras é histórico justamente por porque só acontece vez ou outra. O iPhone continua sendo um ótimo smartphone, único que alia hardware e software de maneira harmônica, seu grande diferencial. A Apple ainda lucra bilhões com ele. Os concorrentes conseguiram diminuir a diferença. É hora da empresa pensar em como fazer para conseguir mais clientes num mercado cada vez mais competitivo. Talvez isso seja bom para nós, consumidores. Podemos ver produtos Apple com preços mais acessíveis nos próximos anos. Quem sabe? Afinal, do que adianta inventar um produto totalmente inovador se só 10% da população mundial vai ter acesso a ele? Aguardemos

  • Estan Duarte

    Gostei desse texto, parecia inclinado e contraditório, mas no final disse tudo.

  • Estan Duarte

    Acredito que o iPhone precise resgatar o iOS de antes, ele está muito “androidizado”, porém com uma bateria 2x menor. A maior evolução seria o iPhone focar em gerenciamento simples do sistemas e apps, e voltar com algumas amarras e oferecer a “fluidez mágica” que há anos não se vê mais, desde o uso das API no iOS 7 nos apps posteriores ao lançamento do sistema.

    O que falta no iPhone é resgatar o FOCO do iOS. Craig é um idiota.

  • Estan Duarte

    De fato uma das coisas que me fez sair do 5S foi a bateria, a tela LCD, e principalmente os bugs nos aplicativos, qualquer Android rodando 5.1.1 é melhor que o 5S…

    Esse povo que vive falando mal do Android ainda está muito preso a experiência em aparelhos defasados.

  • Guímel Bilac

    Uau! Que artigo!!

  • Acredito que ainda haverá “revolução” vinda da Apple. Não bem revolução, mas algo totalmente novo (na empresa). Falo das tecnologias de VR e AR. Outras empresas já começaram, mas acredito que a Apple vai criar uma plataforma (assim como criou o iOS) e o hardware (assim como o iPhone) totalmente diferentes da concorrência, com foco na simplicidade de uso. Mas a demora pra lançar isso pode estar relacionada ao que foi citado no artigo, a falta do Jobs e a presença mais humana do Tim Cook.