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Agora sim tudo vai se resolver: Foxconn força empregados a assinar acordo de não-suicídio

Nas últimas semanas, a empresa chinesa Foxconn (fabricante de peças eletrônicas para HP, Sony e Apple, entre outras) está causando burburinho na mídia pelo fato de alguns funcionários estarem fazendo protestos e, em casos mais extremos, até se suicidando. A imprensa (com razão) está caindo em cima.

A diretoria da fábrica, após uma acurada investigação das causas do protesto, chegou a uma conclusão para por fim aos problemas: obrigará todos os seus funcionários a assinar um termo de compromisso, onde são informados de que são proibidos de cometer suicídio. Não é genial?

É difícil compararmos a cultura ocidental com a asiática, mas há casos em que realmente fica difícil de entender. O documento possui os seguintes termos (tradução completa em inglês aqui):

Estou ciente do conteúdo da carta aberta, bem como a variedade de serviços e cuidados a empresa está fornecendo. Eu prometo o seguinte:

1. Se eu encontrar problemas e dificuldades após a entrada da empresa, eu vou pedir a ajuda ao “Centro de Ajuda ao Funcionário” e outros serviços relacionados.

2. Em termos de minhas responsabilidades, se eu tiver grandes dificuldades ou frustrações vou reportá-los ao diretor da empresa. Também concordo em contatar e comunicar meus colegas, colaboradores pessoais e familiares.

3. Em caso de ferimentos não acidentais (incluindo suicídio, auto-mutilação, etc), eu concordo que a empresa agirá corretamente em conformidade com as leis e regulamentos pertinentes e por isso não irei processá-la, fazer exigências excessivas, nem tomar medidas drásticas que prejudiquem a reputação da empresa ou causar problemas que possam prejudicar as operações normais.

Confirmo que li e estou ciente dessas questões

________________ (Assinatura)

Número do empregado:
Número da residência:
Data:

Não é de hoje que o mundo inteiro sabe das condições sub-humanas que as empresas chinesas impõem aos seus empregados. Várias companhias do mundo inteiro (e não somente dos Estados Unidos) fabricam há anos seus produtos lá, se preocupando somente com o baixo custo e fechando os olhos para o problema social. É com falsificações e desrespeito aos direitos humanos que a China está hoje crescendo. Até quando permitiremos isso?

Hoje, o problema da Foxconn vem a tona porque ela é fabricante, entre outros, do iPhone, o popular celular que atrai a atenção de todos. Seria uma ótima oportunidade para a Apple fazer valer sua influência e tomar uma atitude mais drástica em relação a esse absurdo, antes que ela também se queime com esses escândalos.

Quem sabe tudo isso não sirva para obrigar a maçã a trocar o país onde fabrica seus aparelhos? Podemos até sugerir um

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Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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