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Exemplo a seguir: Coreia do Sul agora permitirá a categoria Jogos na App Store

Devido à nossa legislação e ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a App Store (loja virtual de aplicativos da Apple) no Brasil não possui a categoria Games. Isso porque o sistema de classificação da loja não é compatível com a classificação brasileira, o que faz com que a burocracia nos proteja de jogos “perigosos” como Angry Birds e Cut the Rope. Quem sai perdendo com isso, além dos consumidores, são os desenvolvedores nacionais, que ficam limitados a colocar seus jogos na categoria Entretenimento, muitas vezes tendo duas publicações do mesmo título, uma nacional e outra internacional.

O Brasil não é o único: outros 6 países possuem a mesma limitação, mas um deles acaba de mudar isso. A Coreia do Sul, a partir do dia 11 de novembro, irá liberar a categoria Games na App Store.

O governo coreano percebeu que a atitude burocrática só prejudicava o mercado de jogos locais, além dos próprios consumidores. Não é uma classificação numérica que irá impedir uma criança de instalar ou não um jogo, e colocar todos os jogos (dos mais inocentes aos menos educativos) no mesmo saco não é solução. Por isso, a proibição foi eliminada.

No mesmo dia, os coreanos ganharão de presente os jogos na sua loja e o lançamento do iPhone 4S. Cuidado: inveja dá úlcera.

No Brasil, nada dá sinal de que nosso governo seguirá no mesmo caminho. A Apple já pediu ao Ministério da Justiça para rever a proibição, mas o órgão é irredutível quanto à classificação, de eficiência duvidosa. Enquanto isso, o Google se lixa para a legislação nacional e vende normalmente jogos na sua loja para Android.

Até quando existirão leis que tentam proteger de forma burra o cidadão? Faz sentido proibir centenas de jogos inofensivos como Fruit Ninja e Real Racing só porque não há como colocar um bendito selinho que, na prática do dia-a-dia, não faz nada efetivamente?

Aproveite este espaço para mandar o seu recado aos nossos governantes sobre este assunto.

via TNW

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iLex

Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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  • zigfrid

    a verdade é: eles querem sobretaxar todos os jogos q venha para o brasil mesmo na appstore, dai angry birds e cut the rope, sairão pela bagatela de 10 reais ou até 20 reais, nada q um impostinho ali e outro acola

    • Francisco Junior

      Mesmo tendo jogos na AppStore brasileira vai continuar sendo em dólar.

      • isso, até a iTunes Store ser lançada por aqui (os preços da iTS são sempre em moeda local).

    • Simples, só o BlogDoIphone e parceiros/inimigos fazerem em conjunto uma ação para que liberem os jogos nas App Stores da vida. Inclusive se desse com o apoio da Avaz. Duvido que eles não começariam a pensar nisso.

      Faça um modelo de email e libere a lista de emails dos governantes/telefones para que enxemos o saco deles à respeito.

      • Japs

        Sera que alguém se lembra para quem votou nas ultimas eleições para deputado federal?
        Pois então, se o seu candidato tiver sido eleito pode – e deve- ser cobrado.

  • Fábio Rocha

    E pq roubar eles podem na cara dura? O crime incentiva outros crimes.
    Nessas horas que deveríamos ser todos ativistas, parar tudo, quebrar o pau, fazer acontecer. Não dá para privatizar o governo? Rs Talvez melhore algo!

  • Flavio

    Sem duvida mereceria uma revisão por parte dos nossos ilustres medíocres políticos.
    A questão está na educação e orientação ética e de valores que passamos aos nossos filhos. Cabe a cada um avaliar o impacto que jogos e outras questões provocam nos mesmos.
    Esta na hora de evoluirmos e avançarmos do terceiro mundo para o segundo.

    Ainda tem muito por se fazer mas com certeza se faz necessária a adequação e atualização de regras e leis ultrapassadas.

    Abram as mentes medíocres “otoridades”.

    • Raul Brandão

      Acho melhor você pesquisar os reais significados dos termos 1°, 2° e 3º mundo. Caso você seja comunista, desconsidere.

  • Marcus

    Ué, mas já foi falado aqui mesmo no blog que, se a Apple quisesse, poderia se adaptar às regras nacionais, como faz em países da Europa, onde a classificação etária dos jogos ê diferente da do resto do mundo. Me parece que as empresas é quem deveriam se adaptar às leis e não o contrário.

    • Paulo

      Penso o mesmo, então a legislação tem que mudar para beneficiar cada empresa que resolva atuar no País? Por que a Apple não pode adaptar sua classificação às nossas normas?
      Claro que há muita burocracia, e Angry Birds ou joguinhos de zumbis não são perigosos, mas lei é lei. Aliás, o que tem de desenvolvedor criando alternativas como a categoria ‘Entretenimento’, demonstra que o mercado tem potencial para que a maçã se movimente um pouco em favor do público brasileiro.

      • Esse nacionalismo burro que nos atrasa, às vezes.

        • Paulo

          Não sou nacionalista. E não sou burro, apenas lei é lei. Existem para ser cumpridas, devem ser atualizadas com a sociedade, mas não apenas para satisfazer aos interesses de uma empresa.

          • Thy

            Esse negocio de que lei é lei e deve ser cumprida e ponto final é pensamento de quem acha que ainda vive na ditadura. As leis tem que ser questionadas sim e nossa função é pressionar senadores e deputados a mudarem as leis. A lei que vc preza tanto para que seja cumprida é a mesma que permite que estupradores, motoristas bêbados não sejam presos caso paguem fiança. Não é favorecimento da empresa, mas sim dos milhares de consumidores que são motivo de piada por esse motivo…

            • Paulo

              Sequer leu o que eu escrevi, e olha que foi pouco, mas vou dar uma dica: não parei no ponto final.

      • Luiz Alexandre

        Você está corretíssimo, Paulo.
        Ao contrário do que acha o responsável pelo Blog, exigir o cumprimento das leis internas por empresas estrangeiras não é nacionalismo burro, mas proteção ao cidadão.
        Quero ver uma empresa brasileira tentar vender algo nos Estados Unidos sem seguir a lei. Quero ver um americano criticando seu país em favor de uma empresa estrangeira.
        Se a lei é ruim, que a população lute pela sua mudança, não aceite que se dê um jeitinho de burlá-la em favor de a, b ou c.
        Quero ver se as mesmas pessoas que defendem o não cumprimento da lei brasileira em favor da Apple, ficariam satisfeitas de comprar, por exemplo, um carro importado que o governo brasileiro tenha isentado a empresa de dar a garantia prescrita no Código de Defesa do Consumidor. Aí todo mundo ia achar isso um absurdo.
        Lamentável…

        • “Ao contrário do que acha o responsável pelo Blog, exigir o cumprimento das leis internas por empresas estrangeiras não é nacionalismo burro, mas proteção ao cidadão.”

          Mais um que não sabe ler.
          Eu até revisei, mas não encontrei a parte onde defendo (segundo você) que a lei não deva ser cumprida.
          A impressão que tenho é que você nem se deu ao trabalho de ler o artigo linkado sobre o Google, e nem de analisar mais profundamente o texto, distorcendo minhas palavras e colocando fora de contexto o meu comentário “nacionalismo burro”.
          Eu poderia explicar, mas acredito que você não está interessado em realmente entender, pois só lê manchete. Então não perderei meu tempo.

        • Master

          O iLex está certíssimo em criticar nossas leis, burocráticas e anacrônicas, que contribuem muito para o atraso do país. Ele tem todo o direito de criticar, pois é brasileiro como todos nós.
          O que está em jogo não é o interesse de uma única empresa como disseram. Está em jogo todo um segmento, que emprega muita gente e gera divisas.
          Não é à toa que no ranking de IDH divulgado ontem pela ONU, enquanto os EUA, mesmo com toda crise que passam, estão no 4o lugar, nós por outro lado, mesmo como todo o suposto desenvolvimento que dizem que estamos experimentando, ficamos num melancólico 84o. lugar.
          Temos que mudar sim. Chega de xenofobia, antiamericanismo burro, custo-brasil e retrocessos burocráticos.

      • Leonardo

        A lei é burra como muitas outras que possuímos. Lei é lei o k7.

    • Leia de novo onde você disse que leu: a Europa aceita a classificação da Apple.

  • Mauricio

    Provavelmente a Apple não quis participar de nenhum esquema de corrupção para ver a liberação de seus jogos “facilitada”. Em nosso país as coisas funcionam assim, em tudo… para nossa tristeza.

  • Telmo Curcio

    Governantes e seus iPhones e iPads…. Seus filhos com seus iGadgets tb, será que não tem nenhum joguinho sequer em seus aparelhos???
    CUIDADO!!! Não foram “tabelados” pelo Ministério da Justiça, que ainda continua cega para esse item, seus filhos e netos poderão se tornar delinquentes juvenis!!!

    • Saotome

      Mas eles tem algo que não temos… conta lá fora, assim podem comprar os jogos nas lojas dos Estados Unidos, Coreia, etc etc etc

    • Ou pior, eles podem se tornar políticos.

  • Erick

    Alguem já viu uma criança com iphone na mão sem ter 1 adulto fiscalizando si vai derrubar ou coisa i tal? e a classificação americana é “classificação, de eficiência duvidosa” Caracas Eu mesmo nunca vi uma criança com iphone na mão mas já vi 1 monte si acabando nas droga e alcool como si a eficiência de classificação do nosso pais fosse melhor :/

    • Saotome

      O pior, não temos no iPhone/iPad/iPod, mas eles tem nos videos games, pois jogos para esses aparelhos tem de montão pirateado por ai…

      • Alan Gabriel

        Pois é, daqui a pouco vão querer proibir a venda de jogos e video games no Brasil, e quem fazer uso de ambos será preso entrando em uma pena que vai de 6 meses a 8 anos.

  • Junia

    tem problema não,nós fazemos uma conta nos USA e pronto,foda-se pra esse governo de merda tb,até parece,coisa q eles tem q ser mais firmes mesmo eles nao,como controlar os assaltos,homicidios,enfim a violencia generalizada,agora uma bobagem dessa,tem q mandar eles td para aquele lugar mesmo,bando de corruptos,ladroes,sanguessugas

    • Marçal de Paula Nardelli

      Esse é o problema… Brasileiro em vez esfregar a cara desses políticos no chão para ver se limpa um pouco (visto q o chão deve estar bem mais limpo). Não, prefere se mandar e fingir que não está vendo nada. Foi assim com as escolas públicas. Ta ruim? vamos pagar particular em vez de lutar pelos nossos direitos!!!

  • Brennoh

    vamo faze barraco em brasília!
    e um abaixo assinado por email (não resolve muito)

    liberem os jogos!!!!

    acho q a Dilma liberaria, afinal ela tem iPad

  • André

    #FATO

    Há tantas coisas (como programação de TV) que já possuem a classificação indicativa de acordo com a legislação nacional e que deveriam ter essa proibição realmente efetivada, mas não têm. Já outros quesitos, que deveriam ser mais liberadas e difundidas, até por crescimento cultural/intelectual ou simplesmente por não fazer nenhum mal, são bloqueados por normas ignorantes.
    Não quero que a legislação deixe de atuar, pelo contrário. Ela deve primeiramente funcionar(sim, simplesmente funcionar) e ser adequada. Hoje, ela não é uma nem uma, nem outra.
    Do modo atual, só se bloqueia o que presta e se libera o que não presta.
    Além da categoria games, também defendo a reestruturação da classificação indicativa nos cinemas. Já sou maior de idade, mas sofri muito com isso já e defendo os menores deste país. É absurdo ter uma televisão corrompida e sem qualquer bloqueio; enquanto o cinema, com sua infinididade de ensino e de cultura, bloqueia programação. Isso é bloquear inteligência/crescimento! As crianças vêem cenas de cunho pornográfico a partir das 19hs na TV (para não dizer antes na TV ou a qualquer hora na Internet) e são bloqueadas de ver certos filmes de real importância por uma censura burra.
    É um absurdo.
    Se é pra ser assim, melhor extinguir esta classificação indicativa e deixar que os pais continuem fazendo o que já fazem (já que a legislação é ineficiente): educar seus filhos; escolhendo, eles, o que as crianças podem ter acesso.

  • Conheço uma dezena de pais que instalam jogos nos seus iDevices pros filhos, seja criando uma conta americana seja vias ilícitas após um jailbreak.
    De toda forma, acho que Apple já deveria sim ter se adaptado as leis brasileiras de classificação para equalizar às americanas.
    Não coloco a culpa toda no governo, mas se Apple quer vender aqui ela tem que se adaptar as trbutações brasileiras pq é de interesse da empresa vender aqui. Será que Apple não teria o mesmo interesse de vender os jogos?
    Nesse caso, nem o governo nem a Apple são inocentes, ao meu ver. Quem perde são os desenvolvedores…

  • Ronaldo

    Comprei meu iphone a pouco tempo e fiquei surpreso que o Brasil não tem categoria de games, ISSO É RIDICULO!!!

  • magyner

    EI, GOVERNANTE, VAI TOMA CAJÚ!

    • Saotome

      O que deve ter de caju por aí recheado de dólares, na cueca os “homi” pegam….

  • Hugo

    É muito simpla compra joguinho, compra na loja dos hermano! Tá resolvido.

    • André C

      Eu faço isso!

  • Lincoln Turati

    A culpa é da Apple no meu ponto de vista. Ela que se enquadre ao resto do mundo, e nao o mundo a ela. A burocracia existe e é necessária, mas infelizmente em nosso país essa palavra adquiriu um significado pejorativo que não condiz com o termo em si, difundido por Webber. Que se crie entao mecanismos de avaliação direto para os desenvolvedores, para que submetam seus produtos antes de enviarem à Apple. Seria bem mais simples e vantajoso (além de plausível) que acabar com o sistema de classificações atualmente existente.

    • Marcus

      Exatamente. Hoje se muda a lei para os jogos, amanhã é a TV quem reclama, no outro dia são os comerciais impróprios e por aí vai…
      Se a Apple se adequa a outros países, por que não ao Brasil? Até a MS fará isso com sua loja do WP7!

    • Lucas P.

      Doque adianta ontem eu vi um menino e 10 anos comprar God of War 3. E Gears of War 2 e 3 (o 3 Não tenho certeza pode ter sido outro jogo mas tinha uma caveira na capa) ele Tava sozinho e o vendedor Não falou nada. Kd a legislação protetorA? E Não venham dizer q eh culpa do vendedor por ter deixado o menino comprar pq em todo o Brasil acontece isso

      • daniel

        aff se ele não tivesse comprado o pai dele ia comprar, isso de censura é ridículo, ninguém obedece, tinha que ser da consciência da própria pessoa ver o filme ou jogar o jogo. o governo ficar querendo controlar a mídia e prejudicial e até perigoso, filmes já foram proibidos de ser exibidos no Brasil por causa do conteúdo. isso pra mim é o cumulo do ridículo. imagino a pessoa que decide isso falando: não, ninguém do Brasil vai poder ver esse filme, pois é muito perigoso, vamos proteger esses 200 milhões de bebês dele.

    • Monty

      Lincoln, existem burocracias boas e importantes, e burocracias desnecessárias e inúteis. Me parece que a crítica é apenas quanto à segunda. E tanto é inútil que todos compram jogos em AppStores estrangeiras ou em “Entretenimento”.

      Essa idéia de que “A Apple que se enquadre” também não é bem assim. O bom da democracia é a possibilidade das empresas fazerem lobby (no bom sentido, sem propinas, claro) junto a seus representantes (deputados e afins) para sensibilizá-los da necessidade de alterações/ajustes na legislação, de maneira que fique mais moderna e melhor para todos. Faz-se o projeto de lei e coloca-se em votação, a maioria decide. Assim que funciona, é papel da sociedade alterar as leis SIM. Foi justamente isso que foi feito com a lei dos tablets e ninguém reclamou. Não compreendo essa reclamação agora.

  • Yuri

    Como estamos no Brasil, seria fácil para a Apple conseguir colocar a seção de jogos na appstore, é só molhar a mão de alguns políticos e voìla!

  • Durepox

    Oportunidade do governo de arrecadar. Se fosse liberado, mesmo com nossos impostos eu mudaria minha app store para o Brasil. Não adianta proibir, todo mundo abre conta em outro país e baixa do mesmo jeito. É o Brasil perde do oportunidades mais uma vez.

    • daniel

      o pior é que isso incentiva a pirataria. imagine as pessoas que compram um iPod por motivo casual. elas querem ouvir música, jogar, mas quando vêem que não podem comprar jogos, vão logo para o jailbreak e pirateiam. sei que muitos não comprariam de qualquer jeito, mais quantos ipods cheio de jogo pirata já vi, não é pouco. existem também as pessoas que só baixam app FREE, aí ficam cheio de app inútil no iPod / iPhone. já vi iPod com 7 springboards só de app FREE. eu pergunto: por que vc não baixa nenhum jogo? ah, tenho esses aí… não, um jogo de verdade…. como assim jogo de verdade?

      • Allan

        eu tenho só apps grátis.

  • Carlos Arcas Neto

    Será liberado o dia que a Apple descobrir que tem que molhar a mão da pessoa certa.
    No brasil são varias mãos. Acho que é isso que esta faltando infelizmente para a liberação.

  • iJE

    Sem querer bancar o advogado do diabo, mas se a Apple realmente tivesse interesse em vender jogos aqui no Brasil ela já teria se adequado à nosso legislação faz tempo.

    Só para pegar como exemplo, a PSN (loja online do PlayStation) Brasileira, que na teoria teria as mesmas “limitações técnicas” da Apple, já está vendendo jogos obedecendo a classificação do Ministério da Justiça, sem nenhum problema.

    Estamos com o mesmo problema com a Fifa, que quer alterar as nossas leis para a Copa do Mundo de 2014. Entre outras coisas ela é contra a meia entrada para os estudantes. Não vejo ninguém defendendo a Fifa por aqui.

    Nós (o povo) temos que protestar contra leis que prejudicam os nossos direitos como cidadãos, não que atrapalhem o lucro de empresas.

    • Ninguém defende a fifa por aqui porque NÃO É a mesma coisa.

      • Rod

        Ah nun é não?

        Tá no nosso – se Deus quiser, aprovado – Estatuto do Jovem e outros a Meia Entrada por lei. E a Fifa vem com um ESTATUTO DE UMA ORGANIZAÇÃO PRIVADA e quer modificar uma lei ordinária. Cara, que viagem.

        Para pra pensar iLex, um estatuto modificando legislação. Cara, não há Segurança alguma.

        • Você fala como se eu defendesse o que a Fifa quer fazer.
          Você fala como se eu estivesse fazendo algo como querer que a Foxconn não cumprisse as leis trabalhistas para que o iPad ficasse mais barato.

          Mas não distorça as coisas, pois não é NADA disso que trata o texto.
          Pare para pensar VOCÊ e me diga: você realmente acha que não aceitar a classificação internacional, por causa de um ano a mais ou a menos, é realmente eficiente em termos práticos? Você acha que proibir um jogo que é classificado e aceito na grande maioria dos países (inclusive os mais chatos com educação, como os europeus) e que difere apenas em alguns números da classificação brasileira (de 7 a 9, ao invés de 8 a 10) é realmente eficiente? Por favor, me mostre ONDE é eficiente e eu me retrato no artigo.

          Só não venham comparar com outras situações nada a ver, pois isso só demonstra pobreza de argumentos. Por favor, defendam o que vocês pensam falando do ASSUNTO DO TEXTO e não justificando com roubos de políticos ou com o preço do óleo de peroba, pois aí é forçar a barra.

    • Brunolv

      O caso da Fifa não tem nada a ver com esse caso. Acho que você é mais um dos muitos que não sabe nem do que se trata a discussão com a Fifa mas vai na onda dos outros achando que tá defendendo o Brasil.

    • Monty

      Não tem ninguém falando da FIFA porque, como disseram iLex e Bruno, não tem nada a ver. No entanto, se precisar de alguém para defender a FIFA estou pronto! O Brasil, bonitão, assinou um CONTRATO para concorrer à disputa para sediar a Copa, onde consta tudo isso. Agora que já levou, é certo o Brasil, malandrão, “correr do pau” e passar a perna na FIFA? Ela só está solicitando que se cumpra o que foi acordado. E os políticos, espertos como sempre, jogam a opinião pública contra os outros.
      (só para deixar claro, não tenho nenhum apreço pela FIFA, muito pelo contrário)

      • Thy

        Eu não só defendo a FIFA nesse tema como também acho esse lei de meia entrada a maior sacanagem do mundo pois quem paga a conta não é a empresa e nem o governo, quem paga é quem compra a inteira…

        • Eu também não vejo sentido na lei da meia-entrada, ainda mais em um país onde muita gente acaba se aproveitando do benefício sem ter direito e hoje o que se vê são preços duplicado dos ingressos por causa disso. Quem é honesto e paga inteira, acaba pagando o dobro por causa do mau uso do direito.
          Mas enfim, não quis entrar nessa questão para não fugir do assunto do tópico.

      • Master

        Torço para que a FIFA perca a paciência com nossa burocracia, nosso coitadismo, terceiro-mundismo e desosrganização, e simplesmente desista de trazer a Copa para este país.

        Melhor para todos. Não passaremos vexame e o povo, talvez, venha a exigir o que realmente precisamos aqui: saúde, educação e segurança públicas de qualidade.

    • Leonardo

      Meia entrada pra estudante é a coisa mais burra do mundo. Todo o resto paga o dobro do valor original pra ir a um show ou como vc cita um jogo de futebol (pura cultura não?!) ou da uma de malandrão como muitos brasileiros e faz um carteirinha falsa. Bacana viu

  • DMML

    Também concordo que a solução não seria acabar com a classificação, conforme alguns preferem.
    Cada país tem a sua legislação, que deve ser respeitada. Essa questão de globalização e de quebra de barreiras (neoliberalismo) tem limites. Uma empresa, qualquer que seja, não pode se sobrepor ao Estado. Cabe à ela se adaptar.
    Mas a questão sem dúvida gera alguns debates interessantes. O próprio Ministério da Justiça criou um debate aberto sobre diversos pontos da legislação, inclusive a classificação de jogos. Todos que aqui estão a criticar poderiam ter feito naquele momento, provando que temos interesse numa adequação da legislação à realidade. Acredito que até o BDI tenha feita uma matéria sobre o assunto e incentivado a discussão. Tenho até interesse em saber se algo frutífero resultou do debate.
    A classificação deve existir, por proporcionar meios de avaliar o que é ou não adequado para cada faixa etária. Não estou dizendo que uma criança que jogue Doom, Call of Duty ou algum outro jogo da espécie vá ser um assassino/problemático, mas precisamos ter parâmetros. Até mesmo porque boa parte da atual geração de pais não teve/tem contato com games e não tem a noção exata de como orientar os filhos.
    Outro ponto interessante é o descaso do governo na fiscalização de algo que ele mesmo impõe. Quem obedece às regras, no caso a Apple, acaba sendo prejudicado, porque as empresas que não a respeitam, continuam a ganhar seu dinheiro sem preocupação. É a inversão de valores.
    A última coisa que gostaria de indagar é se a Apple teria real interesse em inserir a categoria Games na AppStore brasileira. Não que ela já não tenha tentado negociar com o MJ, como o BDI já disse, mas penso se ela não poderia ter se esforçado mais. Acredito que a grande maioria dos brasileiros possui pelo menos uma conta estrangeira. E acho que a Apple tem como fiscalizar isso, mesmo que extra-oficialmente. Ela percebendo que já lucra de qualquer maneira com as contas no estrangeiro, perde o interesse em se adaptar ou discutir as leis locais. Serve de desestímulo.
    De qualquer maneira, essa é a minha posição.
    E quem sabe com a fabricação de tablets e iphones aqui as coisas não mudem mesmo?

  • Pedro

    É simplesmente ridiculo ler que a culpa é do Brasil pela situacao… como se a Apple tivesse o poder de pra se instalar aqui sair modificando leis e entao o que é norma no pais passe a ser visto como “burocracia”.

    Se nao houver classificacao de “eficiencia duvidosa” vai ser como? Antes de comprar um jogo o “Blog do iPhone” faz um estudo social pra ver se o menino de 14 anos pode ver o jogo X? Acho que isso sim seria “burocratico” (pra nao dizer absurdo).

    Sendo duvidosa ou nao a eficiencia dessa classificacao toda a nossa vida é feita com classificacoes desse tipo (16 ou 18 anos pra votar, 16 anos pra ser emancipado, idade pra casar, idade pra se aposetar, idade pra ser preso), é obvio e ululante que todo mundo vai achar zilhoes de casos pra dizer que a classificação nem sempre da uma definição exata do que a vida é (e nao dá), mas qual o critério que se vai utilizar? O que fica parecendo e que se for o “criterio Apple” pode!

    Exagerando o argumento, é a mesma coisa que dizer que brancos de 16 anos nao cometem crimes, mas pretos de 16 anos cometem.

    A Apple que se adeque a legislação dos paises, alias, como ao que parece (noticiado aqui mesmo) a ultima atualização do iTunes indica. Quando a Apple vem pra ca vender jogo ela nao vem fazer favor, vem ganhar dinheiro, e ela que se adeque a tudo quanto eu, vc e todos nos (consumidores ou empresarios) temos que nos adequar.

    • Sua revolta e ideia fixa de que este blog defende cegamente a Apple parece não ter deixado você raciocinar direito.
      Vou resumir o texto acima para você:
      – a Apple tem que seguir a lei brasileira e não passar por cima dela? Tem.
      – a lei é realmente eficiente pelo que ela se propõe? Há dúvidas.

      Tudo o que você argumentou parece ignorar o texto. Talvez com o resuminho, você entenda melhor.

      • Rickman

        Nacionalismo no Brasil só existe em dia de jogo da seleção, olha que beleza os jogadores sabem quando começar a cantar no hino e parece que o publico também, aqui se reinventa a roda só pra dizer que não seguimos “os americanos”, uma industria inteira tem de se adequar a “HUM” pais de terceiro mundo por que um senador (possivelmente evangélico (nada contra os evangélicos(que não sejam senadores))) acredita cegamente que um jogo como GTA ou Counter Strike faz uma criança entrar para o mundo do crime, não é um pais inteiro que da a minima à educação e ao desenvolvimento social, é um joguinho que faz isso, e ae criam uma secretaria de bilhões de reais com gente igualmente incompetente pra tomar conta de uma coisa que já esta pronta e que a maioria dos países seguem sem problemas, isso sim é revoltante.

        • Marçal de Paula Nardelli

          Falou tudo…
          Só para complementar, a Coreia do Sul resolveu “copiar” a educação aplicada em países que deram certo e não reiventar a roda. E olhem a lavada que já está dando em nós em um tempo recorde. Inveja dá ulcera mesmo, como eu queria que o Brasil fizesse essa mágica…

          • Rickman

            Educação?? Nem avaliação de nivel educacional (ENEM da vida) o governo tem capacidade de fazer sem corrupção, seja de ministerio no educação, sejam das escolas que vazam os resultados para os alunos irem bem. É como dizem por ae o Brasil não precisa de de humoristas porque já é uma piada feita.

      • Alan Gabriel

        Uma correção iLex, ali você escreveu “há dúvidas”, acho que o certo seria “Não”.

        • Dei o benefício da dúvida, para que a discussão ficasse em aberto. 😉

  • Fleups

    eu acho que tem que proibir mesmo porque aquele angry birds é um jogo muito perigoso, pois pode incentivar as crianças a se atirarem de um estilingue gigante em cima de pobres porcos =\

    aquele cut the rope então nem se fale! daqui a pouco as crianças estarão alimentando sapos vorazes com doce, onde já se viu! =\

    AHiahAuiahHAUIhauUIAHuihauUIAHuiahuAHuiahiUAHUIhaUIHUI ok, parei.

    • Andre

      Kkkkkkkkkkkk

  • Júnior

    Bando de ladrão fdp vamo liberar os joguinhos pra galera! Deixem de ser otários enquanto o povo estiver distraído jogando vcs aproveitam pra roubar.

    Libera já !!!

  • Francisco Junior

    iLex,
    Se todo mundo fizer uma abaixo-assinado ou enviar emails para eles pedindo a categoria games na AppStore daria em alguma coisa. Não do um “protesto” do blog do iphone e sim todos os blogs se juntarem e tentar fazer algo. Eu acho que vale tentar.

  • PedExp

    Fala serio eles permitem Hell Kids na categoria de entretimento(Hell Kids=Crianças Infernais) invez de angry bird ou cut the rope nossa que povo FDP.

  • aleft

    Povo burro merece mesmo leis burra. se o povo brasileiro fosse mais participante nas leis e na politica talvez a situação aqui melhorarre um pouco. mas ninguem ta nem aí, prefere falar”ah eu não gosto de politica” e sair pra beber cerveja e ver o futebol.
    Depois fica reclamando.
    Esse é um Brasil de politicos hipocritas eleitos por um povo hipocrita.

  • Henrique

    Acho o selo importante e evita algumas coisas.Não é burro não.Pq os EUA fazem isso e não são ignorantes?A maioria dos países fazem isso.O problema é que tem que passar pelo crivo do governo, enquanto lá é tudo mais eficiente rápido.Burocracia é a palavra-chave.

    • Henrique

      fui fui, not coming back to read.

  • Gabriel Lucas

    Não acredito que li isso, claro e obvio que é ineficiente essa classificao de bosta tal como a burocracia que a antecede, tenho 16 anos e passei a vida toda comprando os joga que quis quando eu quis do jeito ue eu quis e como eu quis, meus pais deixaram e como tenho maturidade suficiente para jogar sem pre joguei, ninguém pediu identidade, nem nada, peguei, paguei e levei pra casa e zerei. Por favor, essa classificação nem necessária é amigo

  • Mateus Eduardo Souza Miranda

    “Cuidado: inveja dá úlcera.” Ai caramba, já devo estar com umas duas, então.

  • Andre

    Acho que isso e muita baboseira para um governo so. Se as pessoas tem conciencia do que fazem porque temer que elas joguem jogos!! O que tem demais em angry birds?? O que tem demais em jogos de corrida?? Nao vejo (ainda nao) motivo para proibir esses jogos no Brasil.

  • Marcia

    Estranho isso… Jogo não pode, mas app de kama sutra pode… Coitadas de nossas crianças! Só poderão ter acesso a segunda opção…

  • Alan Gabriel

    Jogos perigosos kkk’
    Tá na hora do nosso governo perceber que a nossa burocracia só atrapalha mesmo. Mas isso não importa muito pra eles aqui no Brasil, porque não vai gerar muitos impostos pra sustentar político vagabundo.

  • eduvinagre

    Meu comentário é o seguinte:

    Desde a criação do ECA o Brasil nunca mais teve casos de violência ou abusos contra crianças. Todas tem acesso à educação saúde e lazer. Graças ao ECA o turismo sexual infantil no Brasil acabou. Coma a nossa classificação indicativa ganhamos crianças, em média, duas vezes mais inteligentes que a média mundial!

    Sim, eu fui irônico. Assim como este governo que tanto ama a legislação permite o Google desobedecer suas regras. E o ECA não vale para Android? Alô Ministério Público.

    Também concordo que a Apple poderia se adequar. Mas pensem no resultado prático, é nenhum!

    A legislação é sim atrasada, não acompanha o desenvolvimento mundial e só atrapalha o país.

    Acho que se for fazer valer a regra, que não seja só para a Apple, mas para todos os demais. Assim, o próprio governo não contribuiria para concorrência desleal e ilegal.

    • Nossa! Sério que o ECA resolveu tudo isso?
      Caramba, se eu soubesse que não existia mais violência contra a criança e turismo sexual infantil, eu nem teria feito a matéria!
      Estatuto milagroso esse!

  • Paulo Neto

    É bem simples, classifique todos os jogos como para maiores de 18 anos e pronto :D, não terá mais problemas.

    • Eloy Machado

      Paulo, eu já tinha Pensado nisso tb. Seria uma solução simples e funcional.

  • Cláudio Zago Belem

    A legislação existe para ser seguida. Não há discussão quanto a isso. Acredito que essa seja atrasada pois é necessário, se não me engano, submeter o conteúdo pata avaliação e classificação, fazendo com que demore muito sua aprovação e desistimulando as empresas. Bastaria uma regra “de para” pata agilizar a liberação do conteúdo.
    Agora a Apple teria de adaptar sua loja pata mostrar a classificado brasileira e não submeter o publico a americana. Acho que isso seria suficiente.

  • luiz

    sortudos

  • minext

    “Aproveite este espaço para mandar o seu recado aos nossos governantes sobre este assunto.”

    Meu recado : fdps !!!

  • CARLOS EDUARDO ALENCAR

    Governo, pára de roubar e autoriza os jogos na app store.

  • Fabiano Fernandes

    Deveria seguir a onda do Google e pronto, afinal esta tudo fora mesmo.

  • Ao contrário do que muita gente pensa (e colocou aqui), a Classificação Indicativa não é tratada apenas por um diploma legal, mas sim por um corpo legislativo complexo: trata-se de disposições da Constituição Federal, do Decreto 56.510, do ECA (Lei 8.069), do Código Civil (Lei 10.406), da Lei 10.359, e mais uma série de portarias (18 para ser mais exato). Quem quiser, pode consultar todas as regras aqui: http://portal.mj.gov.br/main.asp?View={3D84A805-EE11-49BD-BC45-5B6CFFAA77D0}

    A questão: a Apple não pode comercializar jogos no Brasil porque não se adequa à legislação nacional que trata da classificação indicativa. Alguns dizem que a culpa é da lei, outros vi afirmarem aqui que o problema é da Apple.

    Os dois lados têm razão.

    Nenhuma empresa pode ditar as regras de funcionamento de um país. Cada país é soberano, e suas regras têm de ser obedecidas para que uma empresa possa explorar economicamente seu mercado. Ponto. Não tem o que discutir aqui. Deram como exemplo a Copa, e julgo que o exemplo é sim pertinente: uma entidade privada (FIFA) coloca condições que alteram todo o estado de Direito em nome de um evento. O mesmo vale para a Apple: ela não pode impor mudanças para comercializar jogos na AppStore BR (não estou afirmando que ela está fazendo isso, estou apenas mostrando que a lei não tem de se adequar a um particular). Porém…

    Quando se estuda as fontes do Direito, qualquer acadêmico de primeiro semestre aprende que a norma pode ser vigente e eficaz, ou revogada e ineficaz. Esse é o debate em torno da legislação da Classificação Indicativa no Brasil: é uma norma vigente, mas seria ela válida e eficaz?

    Vigência tem a ver com a lei estar em vigor ou não. Quanto à classificação indicativa, ninguém discute isso. Eficácia, porém, tem a ver com a produção dos efeitos dessa norma.

    Se considerarmos que hoje a classificação indicativa é algo muito mais FORMAL do que vinculativo, podemos afirmar que a norma pode até ser válida, já que muitos se adequaram a ela, mas ela é completamente INEFICAZ, do ponto de vista da produção dos seus efeitos. Basta notar que os avisos de alerta na TV não impedem um menor de assistir um programa inadequado para a sua idade, ou notar que a classificação de um filme não impede ninguém de comprar seu ingresso no cinema.

    Para ilustrar melhor a situação: vocês sabiam que existe uma lei que proíbe o uso da bandeira nacional como peça de vestuário? Essa lei vige até hoje, mas nunca vi ninguém ser punido por ela.

    Cientes de que a lei de classificação indicativa é uma lei vigente, porém ineficaz, ou seja, não produz qualquer efeito (prova disso é a loja do Android e do Xperia Play operando normalmente no Brasil), cabe ao poder público REVER a norma sim, já que ela representa muito mais um empecilho do que um instrumento de proteção do interesse coletivo. Normas não são eternas, e podem ser revogadas, revistas e reformadas. Por que seria diferente com esse modelo arcaico de classificação indicativa com o qual convivemos?

    Just my two cents.

    • Excelente comentário. 🙂

      • Alexandre

        Raphael a faixa indicativa como o próprio nome diz, mostravpara os pais para qual público o programa é adequado e a idéia não é impedir e sim orientar cabe aos pais deixar ou não. Mesmo porque proíbir seria impossível e não faz sentido. Que tem alguns pontos a serem melhorados tudo bem. Agora ineficiente? De forma alguma. Acho que você não leu a fundo a legislação da qual você escreveu ou não entendeu o que leu.

        • Monty

          Concordo com o Alexandre e discordo do Raphael, as portarias que regulamentam o tema são bem claras quanto à finalidade: “A Classificação Indicativa possui natureza informativa e pedagógica”, portanto são sim eficazes, pois informam.

          Quanto ao poder público rever norma, ele quase nunca faz algo espontaneamente, é necessário um lobby bem feito para provocar mudanças.

          Quanto à FIFA, também discordo, eles não estão colocando condições agora, o Brasil que prometeu em contrato o que não deveria ter prometido, quando da disputa. A Alemanha, por exemplo, colocou várias ressalvas para caso sediasse a Copa em 2006, a FIFA aceitou, ela ganhou a disputa e não houve problemas. País mais sério. Não pode é o Brasil querer mudar o combinado agora.

          Quanto ao Android/Xperia, a Apple descumpre a lei da mesma maneira, aprovando jogos na seção “Entretenimento”. Jogos não deixam de ser jogos por estarem lá assim como refrigerantes não deixam de ser refrigerantes por estarem na gôndola de “água mineral”.

          • Monty, toda norma tem um fato gerador (endonorma) e um objetivo que a externaliza (perinorma). Exercício básico de reflexão: para que classificar jogos se não para direcionar o mercado e “proteger” os menores de exposições que podem lhe causar danos?

            Colocando de forma mais simples: pra que classificar se a classificação se restringir a ser meramente “informativa”?

            Essa é a informação que consta na lei. É o objetivo que o poder publico professa aos quatro ventos. Agora, se é realmente verdade, pq temos jogos banidos do mercado nacional? Essa pergunta ninguem respondeu ainda. Essa é a discussão que estou promovendo aqui: para algumas coisas, a classificação nao se restringe a ser indicativa. Banimos filmes dos cinemas e jogos do mercado, se a classificação fosse meramente indicativa, nao bastaria classifica-los entao, e permitir que o povo selecionasse o que quer ver?

            Sobre a Copa, prefiro nem comentar muito: muita coisa está sendo imposta sim, o pais nao teve pulso firme para negociar, e soberania nao pode ser negociada na base do “pacta sunt servanta”. O problema é bem mais complexo do que muita gente imagina.

            Já sobre a categoria “entretenimento”… Jeitinho brasileiro, né? Nao é a Apple burlando o sistema, e sim os desenvolvedores – claro que isso nao tira a responsabilidade da Apple de jeito nenhum, mas essa situação só reforça ainda mais a inefetividade da classificação como sistema indicativo no Brasil. Algo que se presta só a “informar” não tem forca de norma: norma tem de ter forca coercitiva, sanção. Senão, vira formalidade, sugestão, e aí, voltamos no que falei laaaaaaa no meu primeiro comentario…

        • Alexandre, apesar de “indicativa”, ela tem sim função proibitivo em determinados casos, uma vez que – em tese – deve impedir o acesso de determinadas faixas da população a determinados produtos (esse sim, o foco que discuti no meu comentário).

          Por exemplo, uma revista adulta, com censura 18 anos, não pode ser comprada por um menor. Essa faixa de idade não é “indicativa”, e sim RESTRITIVA, regulada por instrumentos próprios (como acontece com jogos, bebidas, cigarro e outros no Brasil). Claro que isso não impede que um pai compre um jogo para o filho (daí a natureza “indicativa”, o pai fica ciente do que compra e a partir daí, é responsabilidade dele o acesso ao conteúdo por seus filhos), mas em tese, conseguiria o menor comprar algo que não é adequado a sua faixa de idade?

          Esse é o ponto do debate aqui: se a questão fosse meramente indicativa, como no caso da televisão, por exemplo, então não haveria qualquer empecilho para a instalação da seção de jogos na AppStore BR, concorda comigo? O empecilho surge pelo fato de que para jogos e RPG, a classificação não se restrige a ser indicativa. Existe uma “proteção exacerbada” desde 2002 que gira em torno dos jogos eletrônicos, uma “proteção” que inclusive BANIU do mercado muitos deles por serem considerados “excessivamente violentos”.

          Outro ponto em que o problema se resume diz respeito à incompatibilidade dos critérios da Entertainment Software Rating Board (ESRB), com os utilizados no Brasil pelo Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação (DJCTQ). Só isso. Uma questão burocrática, em torno de um instrumento que não produz de forma eficaz os efeitos esperados – já que a indicação, muitas vezes, não consegue impedir o acesso, ainda que esse seja seu objetivo – impede que um mercado possa ser explorado em território nacional (e melhor, gerando divisas DENTRO do território nacional). Não seria preciso alterar os critérios do DJCTQ para adequa-los ao ESRB: basta que o DJCTQ aceite os critérios do ESRB como válidos no território nacional para produtos que não tenham a classificação do DJCTQ – ou seja, basta recepcioná-los de forma subsidiária, até que haja a esperada adequação. Afinal, os critérios são quase os mesmos, não haveria nenhum prejuízo para nenhum dos lados nesse ponto.

          • Jonas

            A Apple não usa ESRB (que é muito bom). Usa um sistema próprio de marcar bolinhas num formulário que ninguém lê, nem a própria Apple. E a classificação de jogos é só indicativa mesmo. Não sei de que buraco você tirou isso. Ah, outra coisa, não existe classificação indicativa para revista, nem pornográfica. Isso está em outra lei do ECA. Classificação é só para conteúdo multimídia e espetáculos. Volta lá e lê as portarias.

            • Raphael

              …por isso que eu disse “regulada por instrumentos próprios”, tendo inclusive citado o ECA no meu primeiro comentário. Por isso também fiz questão de diferenciar jogos e RPG – que seguem normatização própria – dos demais casos.

              Reitero que para jogos ela não se limita a ser meramente indicativa. Se o fosse, não teríamos jogos banidos do mercado brasileiro, como Carmaggedon. Se o fosse, teríamos a seção jogos na AppStore BR. Ficou claro agora?

            • Raphael

              Sobre a Apple não usar o ESRB… Essa eu não sabia realmente. Achava que ela usava esse sistema, já que ele é praticamente padrão nos EUA.

    • Henrique S. Baloneker

      Raphael, parabéns pelo coment!
      ficou ótimo…

    • iJE

      Excelente comentário, Raphael!

      Se uma lei é ineficiente, que mudemos, mas para beneficiar o povo, e não empresas privadas.

      E mais, se fosse uma lei, por exemplo, proibindo o comércio de jogos pela internet, eu até defenderia a Apple, mas é só uma classificação indicativa, não é nada impeditivo.

    • Claudio Castro

      Tempos atrás eu ouvi um comentário de que o problema não era só a adequação à forma de classificação, mas que a própria classificação de cada item era feita pelo governo e q devido a grande quantidade de jogos isso não era possível…

      Procede essa informação?

  • Alexandre

    Tudo bem que a legislação brasileira não é eficiente agora a Apple dizer que não pode colocar o selo, por favir né. Dizer que é impossível alterar o iTunes ou muito díficil, pura teimosia e burrice.

    • iJE

      Concordo completamente!

      • Rafael

        Número, gênero e grau!

  • Eder

    Eu gostaria que além de jogos, que tivéssemos acesso a música, filmes e séries com legenda. Além de ter Gift Cards em lojas que vendem produtos de maçã. Ou seja, termos as mesmas mordomias dos estado unidenses.
    O Brasil precisa urgentemente de mais acesso a cultura de forma mais acessível.

  • iEaf

    O BDI consegue coisas realmente impensáveis e dignas de louvor. Quando discute-se aqui cidadania, respeito à constituição e, principalmente, reflexões sobre a pertinência das leis da mesma, vejo o quão abrangente e pensante pode se tornar um fórum. Belo exercício esse que aqui fizemos. Ainda mais num dia dos finados, chuvoso e tedioso pacas… Keep going, BDI. This was my 2 cents.

  • b3ck3r

    Caramba, muita discussão pra tão pouco retorno. Alguém aqui vai tomar partido e mudar a lei?! Se for pra mudar até vale o empenho. Só por curiosidade o significado da palavra burocracia, conforme o site http://www.suapesquisa.com/historia/dicionario/burocracia.htm, é: “Podemos definir burocracia como um excesso de procedimentos que uma pessoa ou empresa deve tomar para obter algo. Geralmente, é resultado de uma falta de eficiência por parte dos órgãos governamentais. A burocracia dificulta a criação de empresas e o funcionamento da economia. Outro problema é que, num mercado internacional disputado, a burocracia brasileira torna o produto nacional mais caro e menos competitivo.”

    Com certeza a Apple poderia ser mais flexível e se esforçar pra seguir nossas normas nacionais, mas tendo em vista que essa lei é algo impenssável por parte dos governantes, convenhamos que ela(APPLE) está certa em não querer se sujeitar a tamanha estupidez. E outra: tenho certeza que muitos dos que defendem a constituição brasileira aqui neste quesito do GAME na APPSTORE BRASIL tem uma conta alternativa pra instalar os seus joguinhos, se é que não instalam por meios ilícitos!

    “A calúnia é como uma moeda falsa: muitos que não gostariam de a ter emitido, fazem-na circular sem escrúpulos”. .

    • Jonas

      Criar conta em outro país não é crime não. Não é crime importar jogo. Classificação não é obrigatória pra você seguir, b3ck3r. É o obrigatória pra Apple mostrar. Se você quiser, tem todo o direito de mandar a classificação pro quinto dos infernos. Ou você acha que eu ligo pra isso também?

      • b3ck3r

        Jonas,

        Criar conta em outro país realmente não é crime, até porque, as compras estão vinculadas ao cartão de crédito ou gift cards, mas é algo que a Apple não aprova, afinal você precisa de um endereço do país para poder criar a conta, que provavelmente não é o seu. A questão do “ilegal” que eu disse é porque tem muitos que fazem jailbreak para poder instalar apps crackeados e isto é ilegal sim! Com certeza classificação não é obrigatória para mim seguir, porém, se existe, porque não brigar para melhorar e fazer funcionar?! Sei lá, isto tem que partir de cada um, mas ao meu ver, mandar pros quintos dos infernos não é a melhor solução. Nada pessoal, apenas esclarecendo meu ponto de vista! um abraço!!

    • Raphael

      Esse é o conceito “popular” de burocracia. A teoria social da burocracia, de Weber, na verdade, dita o contrário: um sistema burocratico traz eficiencia, celeridade, especialização e segurança nas ações praticadas dentro de um sistema ou cadeia produtiva. O problema – o que nos leva aos conceitos classicos de que burocracia é ruim – são as disfunções do sistema burocratico, como o excessivo apego às normas e instruções (como no caso da discussão aqui em tela).

      Só esclarecendo 🙂

      • b3ck3r

        Obrigado Raphael, abri a questão com este intuito mesmo de esclarecer e resgatar o real significado do termo burocracia que empregamos, uma curiosidade própria mesmo, visando minha “auto-instrução”. Ahhh gostaria de deixar claro para outros participantes que não estou criticando ninguém, apenas expondo um ponto de vista meu, antes que alguém tenha levado para outro lado…

        Abraços!

  • Pessoal, o poder executivo, literalmente, executa, é um burro cego que faz o que manda a legislação, ponto.

    Das duas uma, ou a legislação é adaptada ou a Apple que se vire.

    É assim que a banda toca.

  • Michel

    Conta libanesa resolve o problema de tudo isso, aceita cartão brasileiro, e tudo liberado e muitos apps são free por lá e são pagos aqui.

  • Andre

    Tudo vai depender de quanto eu ganhar com isso.
    Se eu ganhar um Iphone 4S e um IPad, serei mais simpático a um novo plebiscito.
    Se meu gabinete e meu partido, receber alguns mimos, aí estaremos falando a mesma língua.
    Se a minha cidade ganhar mais empregos, sendo agraciada com uma multinacional, vou bater no peito e falar que a Apple é uma mãe pra todos nós.
    Se eu nao receber nada disso, vou ser reticente e falar em soberania de um pais, que tudo tem sua hora , que os paradigmas demoram para mudar e só mudará quando Deus quiser, ou melhor, quando eu quiser.

  • Daniel Alencar

    Nao vou mandar nada pra esse m….. Eu já to cansado de tanta m. Que eles fazem!

  • bCk

    Com certeza o executivo executa, e o legislativo rege as leis, mas a questão não é, quem faz o quê, e sim aonde está o problema! É a mesma coisa que programar um computador e mandar ele fazer aquela tarefa, ele só vai fazer aquela tarefa. Agora só perceber que o computador está com um problema para executar tal tarefa e não querer solucionar, para que está tarefa seja executada de forma correta, é falta de comprometimento total, naquilo que se faz. Com certeza a culpa não é do executivo, mas das pessoas que o seguem e aguentam caladas! Afinal, se escolheu trabalhar nesta área então que faça direito! Com certeza ninguém é perfeito, isso é fato! Agora justificar o erro para dizer que é para o bem estar do país?! Quer enganar quem?! Mas como política não se discute e muitos hipócritas vão rir disto tudo, cada um faz o que acha certo e dane-se a DEMOCRACIA. Muitos vão pensar que eu não apoio a existência de regras, estabelecidas por um ESTADO e que estas regras tenham que ser cumpridas… Na verdade muito pelo contrário, se não fosse as leis e os governantes nosso país estaria um caos! Como existem muitos que não estão nem ai, tem muitos que vestem a camisa e lutam pelo nosso país!

    Afinal tem aqueles que pensam… Pra que lutar pelo meu país se tem como eu burlar e fazer uma conta americana, argentina, libanesa, chinesa, … ?! Enquanto o pensamento certo deveria ser, porque não posso ter acesso a tudo de forma legal e melhor?! E que a cobrança possa ser em reais (R$)… Ser patriota de copa-do-mundo é fácil, mas temos que valorizar nosso país em todos os momentos, ai sim podemos pensar em se tornar uma potência mundial!

  • gabriel

    falou tudo nesta frase abaixo
    ”Não é uma classificação numérica que irá impedir uma criança de instalar ou não um jogo, e colocar todos os jogos”

  • Rafael

    A legislação esta ai para ser seguida. A Apple deveria colocar o selo.

  • Agora eu não entendo! Eles deixam vender o GTA que é para maiores de 18 anos (ou é 16) e é só sobre traficantes e violência, e ainda teve uma versão do Rio de Janeiro, e o Angry Birds que é um jogo simples para se divertir eles proibem?! Não entendo isso!

  • Rafael

    Pra variar, esse país se preucupando com porcarias e o que realmente deveria se preucupar eles fingem que nao ve. Esse país é uma verdadeira palhaçada!