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Confusões, desrespeito e má organização estragam para alguns o lançamento do iPhone 5 no Brasil


Imagem do leitor Vander Dias

Finalmente o iPhone 5 começou a ser vendido no país, com filas enormes e eventos em diversas cidades (conforme você viu aqui e pelo nosso Twitter). Mas apesar de muitos terem conseguido levar para casa o seu novo aparelho, a desorganização das operadoras e o desrespeito com os clientes manchou a imagem do lançamento.

Quando você gera expectativas demais, tem que estar preparado para lidar com isso. Mas não foi o que aconteceu, e centenas de pessoas saíram frustradas do evento de ontem, em diversas cidades.

A loja da Claro, em Campinas, tinha um enorme cartaz na vitrine desde a manhã de quinta, avisando que o iPhone 5 começaria a ser vendido ali a partir das 0h01 de sexta. A mensagem era clara, sem margens para dúvidas.

Mas quem foi à meia-noite comprar o seu aparelho, deu com a cara na porta, com o aviso de que a venda era “apenas para convidados“, como foi o caso do nosso leitor Lucas Barbosa. “Na minha opinião isto seria propaganda enganosa, tendo em vista que no cartaz não constava esta informação“.

Desrespeito similar aconteceu na loja da Vivo em Porto Alegre, onde dezenas de clientes que esperavam na fila viram as portas se abrirem apenas para convidados especiais. Um princípio de confusão começou a acontecer quando os presentes começaram a bater no vidro no lado de fora da loja, aos gritos, até que a direção resolveu finalmente liberar a entrada.


Foto de iFernandez

Em Fortaleza, alguns clientes reclamaram que seus iPhones 5 comprados na loja da Claro do Shopping Iguatemi estavam sem os fones de ouvido EarPods na caixa. Os estoques no nordeste já estão limitados e ainda algumas lojas vendem o produto incompleto para os clientes…

Mas as maiores reclamações aconteceram por culpa da TIM, responsável pelos eventos de maior atenção nesta quinta. A operadora foi a que mais ousou neste lançamento, promovendo quedas de preços e sorteios que atraíram multidões para a frente das lojas. Mas em algumas cidades do país, esta “ousadia” infelizmente não foi acompanhada de organização e respeito com os presentes.

O leitor André Delfini foi para a fila do Shopping Eldorado, em São Paulo, e voltou para casa às 3h da manha, decepcionado e sem iPhone. Ele e seu pai chegaram às 21h30 na fila que naquele momento já estava gigantesca, com 12 lances de escada. Mesmo assim, depois de um tempo ele chegou a receber um cupom que servia como senha para a compra do aparelho (similar ao que ilustra o início deste artigo), além de um número para o sorteio que aconteceria a meia-noite.

Com a desistência de muitos, André viu suas esperanças aumentarem, pois tinha sido informado que haviam 450 aparelhos no estoque, o que daria para ele tranquilamente garantir o seu. Porém, a desorganização dos responsáveis complicou a vida de todos os que estavam na fila.

Logo após às 23h, a fila começou a se mover e fomos transferidos do calabouço para o corredor do Shopping. Foi nessa hora que confirmei que estávamos um pouco a frente do meio da fila. À meia noite ouvimos os gritos e comemorações do distante início da fila, enquanto reclamávamos do calor insuportável que estava já que haviam desligado o ar condicionado.

Subitamente a fila andou cerca de 20 pessoas de distância. E ainda não havia passado 20 minutos da estreia nacional das vendas. Isso deu ânimo à nossa errônea estimativa de que antes das 3 da manhã estaríamos todos com nossos iPhones na mão.

A fila simplesmente empacou. Mais de 40 minutos estacionados praticamente no mesmo lugar. Revisávamos na fila para dar uma volta e ver o movimento da loja, recheada de semi-famosos e outros convidados.

André então percebeu que os seguranças estavam deixando deliberadamente entrar outras pessoas que não estavam na fila, em detrimento de quem esperava há horas ali. Pessoas entravam e saíam com iPhones, sem ter passado pela fila.

A mesma coisa aconteceu em Curitiba, no Park Shopping Barigui, mas com um agravante: depois de algumas horas, a loja da TIM simplesmente fechou as portas sem dar explicações, com dezenas de clientes ainda na fila no lado de fora, com a senha na mão. Os seguranças do shopping tiveram que intervir, pois um princípio de tumulto foi gerado ali. Nosso leitor Jhonny Skarthon testemunhou um vendedor explicando para a pequena multidão que a loja tinha bloqueado o estoque para não ficar sem aparelhos quando a loja abrisse na manhã desta sexta. Ou seja, respeito zero com quem estava ali.

Já na TIM do Shopping Recife, a bagunça foi tão grande que a fila se desintegrou, formando uma multidão de pessoas na frente da loja, sem organização nenhuma. Os seguranças do Shopping diziam que a responsabilidade da organização da fila era da TIM, enquanto os funcionários da operadora ficavam dentro da loja, sem organizar nada fora dela. Uma confusão.

O leitor Ivan Serra Jr e sua esposa foram para o shopping ali pelas 19h40, e na confusão viram muitos que chegaram depois passarem na frente. À 1h25, já dentro da loja e quase fechando a compra, o gerente anunciou que, devido a uma falha na logística, não havia mais iPhones para vender naquela noite. Ivan desabafa:

O mais irritante disso tudo foi que depois de ter passado por tudo isso, a TIM não ter respeitado seus clientes, começamos a ver pessoas que estavam bem atrás de nós, saindo com telefones e a gente que deveria ser atendido logo estávamos sem nada! Sem atendente, sem iPhone, sem respeito, sem informação do que realmente estava acontecendo!

Total desrespeito.

Nosso leitor Carlos Maya teve que viajar 550km para também ser desrespeitado. Morador de Juiz de Fora (cidade sem previsão de chegada do novo iPhone), ele pegou seu carro e foi para Belo Horizonte, no lançamento da loja Savassi. Lá, ele também viu total descontrole com a fila. Os funcionários da loja anotavam em uma folha de papel uma lista de entrada e na teoria só quem estava na lista poderia entrar. À meia-noite, as pessoas começaram a ser chamadas, mas entravam junto com acompanhantes que chegaram depois, sem estar com o nome no papel. Segundo o leitor Lucas Fontes, a loja também estava fazendo venda casada, dizendo que o preço promocional era apenas com aparelhos adquiridos junto com um plano.

Em Salvador também houve tumulto, registrado em vídeo pelo leitor Marcos Xotoko:

Teríamos muito mais casos a relatar aqui de leitores decepcionados com as operadoras, mas acreditamos que com o que foi contado aqui, já da para se ter uma ideia de quão patético foi o lançamento em diversos estados.

Falta de respeito

O consumidor já tinha levado um “soco no estômago” quando os preços foram divulgados na semana passada, com valores estratosféricos. Mesmo assim, muitos resolveram pagar o preço para ter o melhor smartphone do momento (desculpem os que são contra o iPhone, mas é a verdade, admitam). Estes bravos consumidores deveriam, ao menos, ter recebido um pouco mais de consideração por parte das operadoras e não serem tratados como animais com dinheiro, apenas números para bater cotas de vendas.

TIM, Claro e Vivo: parem de achar que vocês estão fazendo um favor em abrir a loja à meia-noite para os seus clientes. Só no Brasil isto acontece.

A Oi não foi citada porque não promoveu eventos na noite de ontem. Só por isso.

As operadoras não podem se dispor a abrir a loja na madrugada sem preparar seus vendedores para organizar a multidão. Deixem alguém encarregado em arrumar as filas, distribuam senhas reais com os números certos de aparelhos existentes na loja. Não façam tanta gente esperar horas na fila para depois irem para casa desiludidas, de mãos abanando.

Aprendam com a própria Apple como organizar um lançamento. Nos Estados Unidos e Europa, as filas são monitoradas por funcionários e seguranças desde cedo, e cada presente recebe uma senha numerada, com o modelo específico já determinado. Quando acabam as senhas, os restantes das pessoas sabem que não haverá aparelho para todo mundo e são liberadas. Isto é respeito.

Operadoras, não tratem os seus clientes como lixo. De lixo, basta a qualidade da rede de vocês oferecem em nosso país.

Conteúdo original © Blog do iPhone

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Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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