Curiosidades

Relembre como as operadoras tentaram implementar pagamentos pelo celular antes das carteiras digitais

Hoje já faz parte do nosso cotidiano usar o celular para pagar estabelecimentos comerciais. Sem nem precisar tirar a carteira do bolso, só precisamos aproximar o telefone da maquininha, confirmar com a digital (ou um simples olhar) e a compra está feita. Há também vários aplicativos de pagamentos, como o PicPay MercadoPago, além de bancos completos que permitem pagamentos e depósitos sem obrigar você a ir até a agência física.

Mas isso nem sempre foi assim e muita gente esquece como há bem pouco tempo a coisa era bem diferente.

Antes de toda esta tecnologia estar presente nas nossas mãos, as operadoras de telefonia já tinham tentado transformar o celular em uma carteira virtual, que eliminava a necessidade do papel moeda. E a forma usada era bastante arcaica quando vista aos olhos de hoje.

Relembre (ou conheça) como eram os pagamentos digitais há mais de 5 anos.






Esqueça a possibilidade de ler códigos de barras ou QR codes nos celulares antigos. Na época, a maioria não possuía uma câmera fotográfica boa o bastante para tirar fotos nítidas de objetos próximos (principalmente nos modelos mais populares). Então, ler o código de um boleto, por exemplo, era coisa de ficção científica.

A solução encontrada na época foi a de usar as mensagens SMS para validar as compras. O comerciante digitava o número do cliente na maquininha, que gerava a venda. Este outro, por sua vez, realizava a confirmação por mensagem, digitando a sua senha pessoal de 4 dígitos. Assim, o pagamento era concluído, sem precisar de dinheiro de papel.

Veja um comercial da época, com o Ronaldo Fenômeno:





A ideia do serviço Meu Dinheiro Claro era de ser uma verdadeira carteira digital, em que você depositava dinheiro e deixava guardado lá, para fazer pagamentos. Esse é um conceito bem banal hoje em dia, mas naquela época era algo diferente e que gerava desconfianças nos mais incrédulos.

A TIM também oferecia um serviço de carteira digital chamado de TIM Multibank, que possibilitava até pagar boletos. Mas naquela época era preciso digitar manualmente todos os números do código de barras.

O Oi Paggo foi o mais antigo dos sistemas de pagamento entre as operadoras brasileiras, mas funcionava da mesma maneira. E pelo título do comercial (“Evolução“), dá para perceber que era um conceito diferente para a época.

Treze anos depois do vídeo, o cartão de crédito ainda não é coisa do passado…

E por fim, a Vivo também tentou lançar uma conta digital chamada Zuum. Mas foi encerrada em 2018 para “readaptar-se ao mercado atual“.






Atualmente, todos os serviços acima foram descontinuados, mas há notícias de que as teles estão preparando novidades para voltar ao mercado de pagamentos digitais pelo celular. E faz todo o sentido, visto que a base de cliente delas é principalmente formada por pessoas que usam celular.

Desde o ano passado, a Apple entrou no ramo financeiro lançando um cartão de crédito próprio. E a tendência é que cada vez mais as gigantes da tecnologia também ofereçam serviços financeiros para seus usuários.

Então, é possível que daqui 5 anos a forma de realizar pagamentos também seja bem diferente de como fazemos hoje, e aí provavelmente escreveremos aqui um outro artigo, relembrando de “como era arcaica” a forma como pagávamos com o celular em 2020…

Via
Tecnograna
Tags

Ale Salvatori

Applemaníaco desde 1995, quando precisou aprender a usar um Mac em uma semana para conseguir um emprego em uma agência de publicidade. Acha que a Apple não é mais a mesma depois da saída do Gil Amelio.

Artigos Relacionados

  • LN II

    Não conhecia essas formas de pagamento.
    Poxa, creio que para a época deveria ser algo de outro mundo rsrs
    Se bem que até hoje, ao falar que desejo pagar usando o celular, muitas pessoas não entendem e falam que não aceitam, sendo que vejo a opção na máquina. Imagino como deveria ser essas opções citadas…

    • Rene Fraga

      Eu uso, credito e debito, e pergunto se aceita por aproximação, 5% ainda não aceitam ou porque as maquinetas são de modelo antigo ou porque o serviço esta desabilitado, 95% dos estabelecimentos já aceitam.

      • LN II

        No meu caso a maioria das vezes é porque o comerciante não conhece ou sabe como usar a função. Em algumas vezes, ensinei como usar. Mas, numa vez, notei que a senhora estava desconfiada, daí nem tentei explicar e usei o cartão mesmo rsrs

        • Luciano Assunção

          Eu já falo logo: só digitar direto o valor da compra, apertar o verde e escolher crédito. Pronto.

    • Thiago Martins

      O Brasileiro criou a cultura de “tomar” o cartão do cliente e fazer todo o processo de pagamento. O cliente não precisa entregar o cartão na mão do vendedor. A obrigação do vendedor é digitar o valor, selecionar a modalidade e entregar a máquina para o cliente que escolhe se vai colocar o cartão ou fazer por aproximação. Toda vez que um vendedor fica na dúvida e fica querendo pegar meu cartão ou meu telefone para passar eu dou um sermão explicando que o trabalho dele é só digitar na máquina, o resto quem faz sou eu.

      • LN II

        Sim, tanto que uma questão de segurança do pagamento por aproximação é justamente essa: ninguém ter acesso e a possibilidade de copiar os dados do seu cartão. Seja clonando ou mesmo anotando o número e código de segurança.

      • Luciano Assunção

        Espero que você tenha educação na hora desse “sermão”. Tb concordo que essa mania de pegar o cartão atrasa tudo, mas se não falar numa boa e explicar do porquê fazer isso é melhor vão cagar pro que você falou

        • Thiago Martins

          Sermão não é sinônimo de falta de educação. É um discurso de convencimento ou pregação. Te garanto que as pessoas com quem falo entendem e muitas mudam o comportamento.

  • orlando

    [OFF TOPIC]

    iLex, trabalho com compra e venda de aparelhos em uma grande metrópole, mexo com Iphone todo dia, é um mercado informal, então muita coisa errada passa pela minha mão. Posso afirmar que conseguiram um desbloqueio de iCloud de aparelhos roubados usando uma falha no Face ID. É uma brecha que o sistema libera a entrada de terceiro usando esse tipo de desbloqueio. Não sei como funciona na prática, sei que o Face ID fica inutilizado por algum motivo após esse desbloqueio. Vai começar a surgir vários anúncios de iPhones sem Face ID nas OLX da vida. Você já tem conhecimento sobre esse assunto?

    • iCardeX

      Eu trabalho com informática. Uma cliente me reportou, em dezembro, que teve o iPhone X roubado. Jogaram uma pedra contra o carro dela, e quando ela parou puxaram o celular que estava sendo usado como GPS. Enfim, o celular tinha o FaceID, e ele foi desbloqueado em questão de menos de 1 hora. Tanto que também acessaram o iCloud e desvincularam o iPad dela. Mas isso não é tudo. No mesmo dia conseguiram usar o aplicativo do Bradesco, que estava no iPhone X, e ainda gastaram R$ 10.000,00. O APP do Bradesco parece que não solicita a senha para realizar pagamentos. Fiquei sem entender como conseguiram desbloquear o iPhone que estava protegido com o FaceId ou mesmo como conseguiram a senha numérica para desbloqueá-lo. De fato, e agora lendo o que voce escreveu, existe uma falha no iOS com FaceId e isso é grave!

      • Paulo Júnior

        O App do Bradesco solicita o FaceID ou o TouchID para realizar as transações, mas só é solicitado ao carregar o App pela primeira vez.

        Não sei se existe essa falha também em dispositivos com o TouchID (O meu é o 6S Plus), resta saber se essa falha é hardware ou software, pois qualquer pessoa tem acesso a todos os seus dados.

        • iCardeX

          Pois é. A questão que é que os bandidos usaram ou FaceId ou a senha do Iphone para usar o aplicativo do Bradesco, e isso permitiu gastar os R$ 10.000,00. Uso o BB e o Itaú, e ambos solicitam a senha do cartão para validar qualquer débito. Daí a única coisa que concluí foi o óbvio: quebraram a proteção FaceId, e possivelmente alteram a senha do iPhone dela. Isso foi rápido viu.

  • Igor Volanski

    Aqui na China é muito difícil achar algum lugar que aceita cartão. Tenho comércio e recebo 95% dos pagamentos pelo aplicativo de mensagens. Os outros 5% são divididos em aplicativos tipo PicPay e dinheiro. Para popularizar igual está aqui que até esmola é dada pelo celular, só quando estiver interligado com o WhatsApp que é o aplicativo mais usado aí no Brasil.

    • Igor Volanski

      Essa forma de pagamento via celular, aqui já é considerada a principal e muito normal e em breve deve virar coisa do passado também, a bola da vez agora é tecnologia de pagamento sem usar nada, nem celular, como o serviço smile to pay que utiliza reconhecimento facial. Já da pra usar isso no supermercado, no KFC, na portaria do meu prédio, etc…

Back to top button
Close