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Analista diz que não devemos esperar por um scanner de digitais sob a tela nos próximos iPhones

Talvez nem todos percebam, mas o Touch ID introduzido pelo iPhone 5s em 2013 causou uma pequena revolução na autenticação biométrica dos celulares. Antes dele, as poucas soluções que existiam neste sentido não eram sempre precisas e muitas vezes obrigavam o usuário a tentar de novo ou cuidar para colocar o dedo “da maneira certa” no leitor. O Touch ID, além da praticidade de ficar no botão frontal, foi feito para ser preciso e lido com o dedo em múltiplas direções.

Quando começaram os boatos de que a Apple iria adotar um design de iPhone sem o botão frontal, todo coberto por uma tela de vidro, muito se cogitou na possibilidade de se colocar o scanner de digitais por baixo da tela. Mas isso não aconteceu. E segundo o analista Ming-Chi Kuo, não acontecerá tão cedo, para decepção de muitos fãs do Touch ID.


Kuo é bem famoso na comunidade Apple, pois suas fontes de bastidores geralmente adiantam informações bem precisas sobre os futuros produtos da maçã. Uma de suas últimas “previsões” foi que o próximo Apple Watch terá uma tela maior, sem mudar o tamanho externo, coisa que acabou sendo praticamente comprovado em um vazamento da semana passada.

Ele já está recebendo informações de como poderá ser o iPhone de 2019 (já que o de 2018 ele já adiantou bastante coisa) e, segundo seus informantes, a Apple não tem intenções de adotar a biometria com scanner de digitais sob a tela.

Este tema interessa a muitos usuários de iPhone por dois motivos: primeiro, porque é um antigo sonho que todos temos e que não será realizado; segundo, porque é previsto que muitos dispositivos com Android adotem esta tecnologia no próximo ano.

Muitos de nós esperávamos que a Apple fosse a primeira a lançar esta tecnologia, pois ela já depositou algumas patentes sobre isso e até adquiriu em 2014 uma empresa especializada em telas sensíveis ao toque capazes de lerem as digitais.

Porém, uma outra tecnologia acabou se tornando mais precisa e impressionante que o scanner de dedo: o Face ID, capaz de escanear em 3D o rosto do usuário e identificá-lo como proprietário. Segundo o que já se sabe, a Apple optou por desistir do Touch ID e investir na câmera TrueDepth ainda em 2016, quando começou a focar no desenvolvimento do iPhone X.

A Apple abandonou a ideia do scanner, desistindo de um padrão de mercado que ela mesmo tinha impulsionado. Porém, segundo um comentário do mesmo Kuo no ano passado, os fabricantes de dispositivos Android estão no mínimo atrasados 2 anos e meio em relação à tecnologia do Face ID. Para atingirem o mesmo nível técnico, teriam que correr muito.

Por esta razão, estes mesmos fabricantes estão investindo na tecnologia de scanner sob a tela — em inglês, Display Fingerprint Solution (DFS) ou Fingerprint Over Display (FOD) — que já estava sendo pesquisada desde que os rumores apontavam que a Apple caminharia para esta direção. É uma tecnologia que evoluiu bastante nos últimos anos e sem dúvida ficaria ótima no iPhone, caso a Apple não tivesse voluntariamente abandonado a ideia.

Resultado: é possível que vejamos em 2019 diversos smartphones de outras marcas com o scanner de digitais por baixo da tela frontal. Muitos dirão o velho discurso de sempre: “a Apple está ficando para trás, os concorrentes estão inovando mais, blablablá…“. Mas o engraçado é que esta mesma concorrência na verdade está fazendo isso justamente por ser incapaz de igualar a qualidade do Face ID. Mas tudo bem, faz parte do jogo e todos nós já estamos acostumados com isso.

Eu, sinceramente, gostaria muito de um scanner sob a tela no iPhone. Sempre fui fã do Touch ID e ainda sinto saudade dele quando preciso desbloquear o iPhone X sem que ele esteja de frente para o meu rosto. Porém, também exijo, como usuário, que um scanner sob a tela funcione bem e de forma precisa e segura. Eu acredito que a Apple teria condições de apresentar uma solução bastante satisfatória e com o perfeccionismo que sempre foi sua característica, mas optou por não investir nisso no momento. Paciência.

Via
MacRumors
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Ale Salvatori

Applemaníaco desde 1995, quando precisou aprender a usar um Mac em uma semana para conseguir um emprego em uma agência de publicidade. Acha que a Apple não é mais a mesma depois da saída do Gil Amelio.

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