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Segundo analista, Apple pode desistir definitivamente do Touch ID a partir do ano que vem

Ming-Chi Kuo é um conceituado analista da KGI Securities, famoso por acertar muitas predições sobre a Apple. Há vezes em que ele erra, mas em uma boa porcentagem dos casos ele acerta o que prevê, baseado em informações da indústria.

Agora, Kuo prediz que o Touch ID deixará de vir em novos iPhones a partir de 2018.

Nós prevemos que todos os novos modelos de iPhone em 2018 provavelmente abandonarão o reconhecimento da impressão digital. Acreditamos que esta mudança permitirá que todos os novos modelos tenham uma vantagem competitiva através da diferenciação, atrás de uma experiência de usuário integrada de design de tela cheia e câmera TrueDepth / Face ID / aplicações de AR.

A predição, na verdade, é meio óbvia. No momento que a Apple falhou ao não conseguir colocar o sensor de digitais sob a tela e optando por eliminá-lo do iPhone X, parece um caminho natural a partir de agora este ser o novo padrão.

Na verdade, esta era a grande expectativa do ano sobre a Apple: se ela conseguiria ou não implementar um sensor de digitais embaixo da tela. Ela vem pesquisando esta tecnologia há anos e até registrou várias patentes (1, 2, 3) ilustrando como ela funcionaria no iPhone. E os investimentos não foram pequenos: em 2014 ela chegou a adquirir uma empresa que estava com estudos avançados de scanners sob a tela. Tudo indicava que este seria o caminho para o futuro do Touch ID.

Porém, com a chegada do iPhone X, a Apple meio que assumiu não ter sido capaz de transformar tanto investimento e estudo em algo eficiente. O celular com tela que cobre toda a frontal e sem nenhum botão seria o produto ideal para estrear este tipo de tecnologia, e o X sendo lançado sem ela comprova o fracasso de anos de pesquisa e aparentemente o fim definitivo do Touch ID.

O que é lamentável. O Touch ID foi uma das grandes inovações do iPhone 5s, com uma rapidez e confiabilidade inexistentes no mercado na época. A ideia de colocá-lo sobre o botão de Início faz com que nem nos demos conta de que o iPhone está sendo desbloqueado. Tornou-se uma ação tão integrada e natural que é bem comum esquecermos que há um scanner de digitais ali. Rapidamente ele virou referência de autenticação biométrica para toda a indústria e a fabricação de sensores de digitais explodiu depois disso.

Aparentemente o que estaria atrapalhando uma implementação do Touch ID sob a tela seria uma outra funcionalidade, o 3D Touch (função que reconhece pressões mais fortes na superfície), que faz com que a tela fique mais grossa, dificultando assim um sensor de digitais na mesma tela.

O que você iria preferir: ficar sem 3D Touch ou sem Touch ID?

O Face ID promete também ser maravilhoso e mudar toda a indústria. Aliás, é engraçado como todos os concorrentes correram para estudar soluções similares exatamente no dia em que a Apple fez sua apresentação no início de setembro.

No momento em que este artigo está sendo escrito, ainda não sabemos se a solução é mesmo confiável, pois não foi testada pela grande massa de usuários. Só podemos supor (como a Apple) de que ele não terá brechas de segurança e substituirá com vantagens o toque físico, servindo como nova referência em autenticação biométrica. E neste caso, é lógico pensar que os próximos iPhones (e até mesmo iPads e Macs) tenham o mesmo sistema de identificação.

Parece-me que a única motivação da Apple voltar a estudar soluções com um sensor de digitais seria se o reconhecimento facial acabasse não se mostrando assim tão eficiente no uso prático. Caso contrário, poderemos dar adeus ao nosso querido e amado Touch ID. E a declaração de Kuo seria apenas um aval para um final anunciado.

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Ale Salvatori

Applemaníaco desde 1995, quando precisou aprender a usar um Mac em uma semana para conseguir um emprego em uma agência de publicidade. Acha que a Apple não é mais a mesma depois da saída do Gil Amelio.

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