Falta apenas uma semana para conhecermos oficialmente o iPhone 18 Pro, mas uma das maiores dúvidas sobre o novo aparelho talvez não esteja relacionada à câmera, ao processador ou ao design, e sim ao preço. E, como já discutimos aqui, existem bons motivos para acreditar que este ano ele será maior.
Atualmente, a Apple vende o iPhone 17 Pro de 256 GB por R$ 11.499 no Brasil. Nos Estados Unidos, o mesmo modelo custa US$ 1.099.
Para o iPhone 18 Pro, porém, analistas trabalham com aumentos que podem chegar a US$ 300.
Se essas previsões estiverem corretas e a Apple mantiver no Brasil uma proporção semelhante à praticada atualmente, podemos estar diante de um iPhone Pro começando entre R$ 13.499 e R$ 14.499.
É importante reforçar que isso ainda é apenas uma estimativa. A Apple só revelará os preços oficiais no evento do dia 9 de setembro.
Mas já temos elementos suficientes para fazer algumas contas.
Por que o iPhone 18 Pro deve ficar mais caro?
O principal problema enfrentado pela Apple neste ano está no custo dos componentes.
A explosão da demanda por infraestrutura de inteligência artificial aumentou muito a procura por memórias utilizadas em servidores.
Isso acabou pressionando também o mercado de componentes destinados a computadores, tablets e smartphones.
Segundo a TrendForce, o custo dos componentes do iPhone 18 Pro de 256 GB pode ser cerca de 38% maior que o do equivalente da geração anterior.
A memória é uma das grandes responsáveis.
Há cerca de um ano, RAM e armazenamento representavam aproximadamente 10% do custo total dos componentes de um iPhone Pro.
A estimativa da TrendForce é que essa participação tenha chegado a cerca de 34% neste terceiro trimestre de 2026.
E não é apenas isso.
O novo A20 Pro, produzido em processo de 2 nanômetros, também deverá custar mais para a Apple. O mesmo vale para algumas das tecnologias de câmera esperadas para a nova geração.
Ou seja, vários dos principais componentes ficaram mais caros ao mesmo tempo.
Nos EUA, o aumento pode chegar a US$ 300
O iPhone 17 Pro parte atualmente de US$ 1.099 nos Estados Unidos.
As previsões para seu sucessor variam.
Uma estimativa atribuída à IDC apontou para um aumento de aproximadamente US$ 200, o que colocaria o iPhone 18 Pro entre US$ 1.249 e US$ 1.299.
Outras projeções são menos otimistas.
O analista Jeff Pu, da GF Securities, estima que a elevação pode ficar entre US$ 250 e US$ 300. Nesse cenário, o novo Pro custaria entre US$ 1.349 e US$ 1.399.
A estimativa de US$ 1.399 também apareceu em análises baseadas no aumento do custo de memória, armazenamento e do novo conjunto de câmeras.
É uma diferença considerável.
E naturalmente levanta a pergunta que mais interessa para nós: quanto disso chegaria ao Brasil?
O preço brasileiro atual nos dá uma pista
Hoje temos uma referência bastante clara.
| Modelo | Estados Unidos | Brasil |
|---|---|---|
| iPhone 17 Pro 256 GB | US$ 1.099 | R$ 11.499 |
| iPhone 17 Pro Max 256 GB | US$ 1.199 | R$ 12.499 |
São os preços oficiais praticados atualmente pela Apple.
Obviamente, não podemos simplesmente converter dólares para reais pela cotação do dia. O preço brasileiro incorpora impostos, custos de operação, margem para variações cambiais e a própria estratégia comercial da Apple.
Mas a tabela revela algo interessante.
Entre o Pro e o Pro Max existe hoje uma diferença de US$ 100 nos Estados Unidos e R$ 1.000 no Brasil.
Isso nos oferece uma referência razoável para projetar o impacto de um possível aumento americano.
Três cenários possíveis para o Brasil
Se utilizarmos a estrutura atual de preços da Apple como referência, podemos imaginar três possibilidades para o iPhone 18 Pro de 256 GB.
| Cenário | Preço estimado nos EUA | Possível preço no Brasil |
| Apple absorve parte do aumento | US$ 1.199 | cerca de R$ 12.499 |
| Aumento de US$ 200 | US$ 1.299 | cerca de R$ 13.499 |
| Aumento de US$ 300 | US$ 1.399 | cerca de R$ 14.499 |
No cenário intermediário, o iPhone 18 Pro poderia ficar R$ 2.000 mais caro que o atual 17 Pro. No cenário mais pessimista, a diferença poderia chegar a R$ 3.000.
Um iPhone Pro básico de R$ 14.499 seria algo difícil de ignorar até mesmo para quem já está acostumado aos preços elevados dos produtos Apple no Brasil.
E se a Apple absorver parte do aumento?
A Apple não precisa necessariamente repassar integralmente o aumento dos componentes para o consumidor.
A própria TrendForce acredita que a empresa pode aceitar uma redução temporária em sua margem para evitar que preços excessivamente altos prejudiquem as vendas.
Isso poderia colocar o valor real abaixo das projeções mais pessimistas.
Por exemplo, mesmo que o custo de produção justificasse um iPhone de US$ 1.399, a Apple poderia optar por US$ 1.299.
Essa diferença aparentemente pequena nos Estados Unidos pode representar aproximadamente R$ 1.000 quando transportada para a atual estrutura de preços brasileira.
Sabemos que fabricar o aparelho ficou consideravelmente mais caro. Mas ainda não sabemos quanto desse aumento John Ternus estará disposto a colocar na conta do consumidor.
O iPhone 17 Pro pode acabar ficando mais atraente
Existe ainda um efeito secundário importante.
Se o iPhone 18 Pro realmente chegar ao Brasil custando R$ 13.499 ou R$ 14.499, o atual iPhone 17 Pro poderá passar a ocupar uma posição muito interessante no varejo.
Hoje seu preço oficial é de R$ 11.499, mas lojas brasileiras normalmente trabalham com valores bem abaixo da tabela da Apple depois de alguns meses.
Com a chegada da nova geração, promoções e redução de estoques podem ampliar ainda mais essa diferença.
Nesse cenário, muitos consumidores terão uma decisão menos óbvia pela frente. Em vez de simplesmente escolher entre o iPhone antigo e o novo, será preciso avaliar se as melhorias do A20 Pro, câmeras, tela e bateria justificam alguns milhares de reais adicionais.
Nosso palpite hoje
Considerando as informações disponíveis neste momento, R$ 13.499 parece um valor bastante plausível para o iPhone 18 Pro de 256 GB no Brasil.
Seria um aumento expressivo de R$ 2.000 sobre os R$ 11.499 cobrados atualmente pelo iPhone 17 Pro, acompanhando um possível aumento de cerca de US$ 200 nos Estados Unidos.
Mas não podemos descartar os R$ 14.499.
Para isso acontecer, bastaria a Apple seguir as estimativas mais pessimistas e colocar o aparelho perto dos US$ 1.399 previstos por alguns analistas.
Também existe um cenário mais favorável, no qual a empresa aceita reduzir sua margem e segura parte do aumento.
A única certeza, por enquanto, é que dificilmente teremos um ano normal para os preços.
No próximo dia 9 de setembro, saberemos quanto a crise dos componentes realmente pesará no bolso de quem pretende comprar o iPhone 18 Pro no Brasil.

