Apple aumenta preços de Macs, iPads e outros produtos

A Apple anunciou nesta quinta-feira (25) um aumento significativo nos preços de diversos produtos de seu catálogo. Os reajustes atingem praticamente toda a linha de Macs, vários modelos de iPad e outros dispositivos.

Por enquanto iPhone, Apple Watch e AirPods permanecem com os mesmos preços. Por enquanto…

Segundo a empresa, a decisão foi motivada pela disparada no custo de componentes essenciais, principalmente memória RAM e armazenamento flash. O CEO Tim Cook afirmou que a Apple tentou absorver esses aumentos pelo maior tempo possível, mas a situação deixou de ser sustentável.

Alta das memórias pressiona toda a indústria

Nos últimos meses, a demanda por memória de alto desempenho cresceu de forma acelerada devido à expansão da inteligência artificial.

Grandes empresas de tecnologia passaram a investir bilhões de dólares em servidores capazes de treinar e executar modelos de IA.

Esses equipamentos utilizam grandes quantidades de memória de alta largura de banda, conhecida como HBM, reduzindo a oferta de outros tipos de memória utilizados em computadores, tablets e smartphones.

Como consequência, fabricantes de chips aumentaram seus preços, pressionando toda a cadeia de produção.

Tim Cook explicou que a Apple conseguiu proteger seus clientes durante algum tempo, absorvendo parte desses custos. Porém, segundo ele, chegou um momento em que isso já não era mais possível.

“Nunca vimos um aumento no preço dos componentes tão grande e tão rápido. Até agora conseguimos proteger nossos clientes desses aumentos, mas chegamos a um ponto em que precisamos começar a reajustar os preços de vários produtos.”

A Apple afirmou ainda que continua negociando com fornecedores e buscando alternativas para reduzir os impactos desse cenário.

Quais produtos ficaram mais caros

Os reajustes atingem praticamente toda a linha de computadores da empresa, inclusive o mais recente destaque da maçã, o Neo.

No Brasil, o MacBook Neo passou de R$ 7.299 para R$ 8.499. (aproveite que a Amazon ainda está com o preço antigo!)

Ainda com preço antigo no varejo

Até o estoque antigo acabar

MacBook Neo 256 GB
R$ 8.499R$ 6.599CORRE!

O MacBook Air de 13 polegadas agora parte de R$ 14.999, enquanto a versão de 15 polegadas começa em R$ 15.999.

Também houve aumentos em todas as configurações do MacBook Pro, iMac, Mac mini e Mac Studio.

Os iPads também sofreram reajustes.

O iPad de entrada passou de R$ 4.499 para R$ 5.999.

O iPad Air de 11 polegadas aumentou de R$ 7.499 para pesados R$ 9.999, enquanto a versão de 13 polegadas passou para R$ 12.999. Um aumento de cerca de 30%.

O iPad Pro então, nem se fala. Começa em R$ 17.000 na versão de 11 polegadas e R$ 20.000 no modelo de 13 polegadas.

O iPad mini também ficou R$ 1.700 mais caro.

Além dos computadores e tablets, o Apple TV 4K passou de R$ 1.729 para R$ 2.499.

Ainda com preço antigo no varejo

Até o estoque antigo acabar

iPad A16 (Wi-Fi, 128 GB)
R$ 5.999R$ 3.500CORRE!
iPad Air de 11 polegadas (Wi-Fi, 128 GB)
R$ 10.000R$ 7.216CORRE!
iPad Air de 13 polegadas (Wi-Fi, 128 GB)
R$ 13.000R$ 7.999CORRE!

iPhone segue sem aumento

Apesar da ampla lista de reajustes, a Apple optou por manter os preços do iPhone inalterados.

O mesmo vale para Apple Watch e AirPods.

A decisão evita que o principal produto da empresa fique mais caro justamente às vésperas da próxima geração de smartphones.

Ainda assim, a Apple não descarta novos aumentos caso os custos dos componentes continuem elevados.

O reajuste era esperado

Embora o anúncio tenha surpreendido parte dos consumidores, o aumento já vinha sendo sinalizado pela própria Apple.

Na semana anterior, Tim Cook havia afirmado que os reajustes se tornaram inevitáveis diante da escalada dos custos da memória.

A empresa também destacou que nunca havia enfrentado um aumento tão rápido no preço de componentes essenciais para seus produtos.

Na prática, a Apple foi uma das últimas grandes fabricantes a repassar esse aumento ao consumidor.

Enquanto outras empresas reajustaram seus produtos ao longo dos últimos meses, a fabricante do iPhone preferiu absorver parte dos custos por mais tempo.

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