Nesta segunda-feira (12) a Apple confirmou oficialmente uma parceria estratégica com o Google para utilizar os modelos de inteligência artificial Gemini da Alphabet como base dos próximos recursos de IA em seus produtos, incluindo uma versão totalmente revisada da assistente Siri — uma das funções mais aguardadas pelos usuários do iPhone e iPad.
Segundo comunicado obtido pela CNBC, a Apple informou que, após uma extensa avaliação interna de diferentes tecnologias de IA disponíveis no mercado, a plataforma Gemini do Google se mostrou a mais capaz como base para os chamados “Apple Foundation Models”, que alimentam os recursos avançados de IA da empresa.
Apesar de só ter oficializado agora, rumores já adiantavam que este acordo já tinha sido fechado nos bastidores desde novembro.
A colaboração entre as duas gigantes é descrita como um acordo de vários anos e representa uma mudança significativa na estratégia de inteligência artificial da Apple.
Após vários adiamentos e atrasos no lançamento da tão falada “nova Siri”, a parceria com o Google surge justamente para acelerar esse avanço e fechar a lacuna com concorrentes que já oferecem assistentes de voz mais intuitivos e inteligentes.
O que muda na Siri com IA
Com o uso da tecnologia Gemini, a Apple pretende tornar a Siri significativamente mais poderosa e contextual.
Isso significa que o assistente poderá entender melhor o contexto das solicitações do usuário, conectando informações armazenadas em apps como Mail e Mensagens para fornecer respostas mais precisas e úteis.
Por exemplo, você poderá perguntar sobre o status de um voo ou detalhes de um compromisso baseado em e-mails e mensagens relacionadas.
Além disso, espera-se que a nova Siri execute ações mais complexas dentro dos aplicativos, com consciência do que está visível na tela e do que o usuário está tentando fazer.
O lançamento dessa nova Siri com IA está planejado para ocorrer ainda em 2026, provavelmente junto com o iOS 26.4, cuja liberação pública está prevista entre março e abril.
A Apple ainda não detalhou o cronograma completo nem todas as funcionalidades, mas confirmou que os novos recursos chegarão “mais tarde neste ano”.
Como a parceria Apple–Google vai funcionar
Uma das preocupações naturais dos usuários é a privacidade dos dados.
A Apple deixou claro que, embora utilize a tecnologia Gemini do Google, os modelos de IA rodarão em sua própria infraestrutura de servidores, mantendo o processamento e a proteção de dados sob seu controle direto — sem expor informações pessoais ao Google como fornecedor externo.
Isso se alinha à longa política de privacidade da Apple, que historicamente evita compartilhar dados sensíveis com terceiros.
Os rumores cogitam que a Apple pode estar pagando cerca de 1 bilhão de dólares por ano por acesso a esses modelos personalizados da Gemini, os quais podem chegar a níveis muito grandes, com trilhões de parâmetros, para suportar tarefas avançadas de planejamento, resumo e execução de instruções complexas.
Será que a Apple acertou nesse movimento? Bem, nossa opinião sobre isso pode ser vista neste outro artigo.

