Apple quebra o silêncio após queda de 5% nas ações por causa da nova Siri

Após reação do mercado, empresa foi obrigada a esclarecer cronograma que nunca havia anunciado oficialmente

AAPL ações Apple

A Apple raramente comenta rumores. Ainda mais quando envolvem produtos que não foram oficialmente anunciados. Mas desta vez foi diferente.

Depois que suas ações caíram cerca de 5% na bolsa em um único dia, impulsionado por uma reportagem da Bloomberg sobre atrasos na reformulação da Siri, a empresa decidiu se manifestar publicamente. E isso, por si só, já diz muita coisa.

O ponto central não foi apenas a possível postergação de recursos. Foi o fato de o mercado ter reagido como se a Apple tivesse descumprido uma promessa. Só que, oficialmente, essa promessa nunca existiu.

O que a Apple realmente disse

Após a repercussão negativa, a empresa fez questão de falar com a CNBC e esclarecer que nunca afirmou que a nova Siri chegaria no iOS 26.4. Segundo a própria Apple, o objetivo sempre foi 2026.

Em outras palavras, não houve anúncio formal, não houve data confirmada, não houve compromisso público. Mesmo assim, o mercado reagiu a um boato que todos acreditaram ser confiável.

De onde veio a expectativa? Por que Mark Gurman tem tanto respaldo no mercado e na mídia especializada?

O papel dos vazamentos

Grande parte da narrativa foi construída a partir de informações publicadas por Gurman, jornalista com histórico sólido de acertos sobre planos internos da Apple.

Primeiro, foi revelado que internamente havia a intenção de lançar parte da nova Siri no iOS 26.4. Nós até repercutimos este rumor aqui no BDI.

Depois, o mesmo Gurman informou que os planos haviam mudado e que os recursos poderiam ser adiados.

Embora nada disso tenha sido comunicado oficialmente pela Apple, o mercado tratou as informações como altamente confiáveis. Quando o cronograma interno mudou, a percepção foi de atraso.

E a bolsa reagiu.

Empresas de tecnologia revisam roadmaps o tempo todo. Ajustes fazem parte do processo de desenvolvimento, principalmente quando envolvem inteligência artificial, integração com modelos de linguagem e processamento local.

O que mudou nesse caso foi o peso dessas informações.

Hoje, a estratégia de IA não é apenas um detalhe técnico. Ela influencia diretamente o valuation das empresas. Qualquer sinal de fricção ganha dimensão financeira.

Assim, mesmo sem anúncio formal, o mercado precificou a expectativa criada pelos vazamentos. E quando veio a notícia de mudança interna, a correção foi automática.

A Apple e os vazamentos seletivos

A Apple já reagiu de forma agressiva a vazamentos no passado, como no caso envolvendo Jon Prosser. Mas com Gurman, nunca houve confronto público.

Isso sempre alimentou a percepção de que certos vazamentos eram, no mínimo, tolerados. Seja por previsibilidade, seja por ajudarem a calibrar gradualmente as expectativas do mercado.

O problema é que esse modelo funciona enquanto a narrativa é linear. Quando a mesma fonte que eleva a expectativa também comunica o recuo, o impacto se multiplica.

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