Apple reduz planos de serviço de saúde com IA, o Health+

App Saúde - iOS Health

Nos últimos dias, surgiram vários relatos de que a Apple estaria reduzindo seus planos para um novo serviço avançado de saúde baseado em inteligência artificial, muitas vezes referido internamente como Apple Health+.

Esse serviço fazia parte de uma iniciativa ambiciosa para transformar o app Saúde do iPhone em uma plataforma mais interativa e orientada por IA, capaz de oferecer recomendações personalizadas ao usuário. 

De acordo com um relatório publicado pela Bloomberg, a Apple decidiu não seguir com um lançamento amplo e integrado do Health+ como um único produto monolítico.

Em vez disso — especialmente após a saída de Jeff Williams da liderança das iniciativas de saúde — a empresa está reorganizando seus planos sob a liderança de Eddy Cue e planeja lançar as funcionalidades de forma incremental, distribuindo pequenos recursos ao longo do tempo dentro do app Saúde tradicional.

O que era o suposto Health+

O Health+ era esperado como um novo serviço digital que poderia funcionar como um “coaching de saúde com IA” diretamente no iPhone e iPad, interpretando dados coletados pelo Apple Watch e pelo app Saúde para gerar orientações personalizadas sobre bem-estar, nutrição, sono e condicionamento físico.

Havia também relatos de que o projeto incluía a produção de vídeos com especialistas de saúde, gravados em um estúdio dedicado na Califórnia, para explicar tendências e recomendações de saúde aos usuários. 

Mark Gurman, colunista da Bloomberg, afirmou que um dos elementos originais — um virtual health coach baseado em IA planejado para o iOS 27 — não fará parte do sistema operacional no lançamento previsto, e alguns componentes serão reconfigurados ou introduzidos separadamente. 

Razões internas e mudanças de liderança

A reorganização dos planos também está ligada a uma mudança na estrutura de liderança da Apple.

Com a aposentadoria de Jeff Williams, que liderava as equipes de saúde e produtos como o Apple Watch, esse grupo passou a fazer parte da divisão de serviços sob a responsabilidade de Eddy Cue.

Segundo fontes, Cue acredita que a abordagem original não seria suficientemente competitiva com soluções existentes no mercado e preferiu priorizar entregas menores e mais rápidas ao usuário. 

O relatório indica ainda que a Apple enfrentou desafios em organizar um serviço centralizado e amplo, em parte devido à complexidade de integrar inteligência artificial com dados de saúde sensíveis de forma segura e útil para os usuários.

Essas dificuldades podem ter influenciado a decisão de substituir um grande lançamento por atualizações menores e modulares. 

O que ainda pode chegar

Mesmo com o recuo dos planos originais do Health+, várias funcionalidades relacionadas à saúde e IA ainda estão em desenvolvimento e podem chegar ao sistema ao longo deste ano.

Por exemplo, há indicações de que a Apple ainda está trabalhando em um chatbot de saúde com IA para permitir que usuários façam perguntas sobre bem-estar diretamente no app Saúde.  

Relatos também mencionam experiências com tecnologia interna, como sistemas que poderiam analisar o modo de caminhar de uma pessoa usando a câmera do iPhone.  

A Apple planeja ampliar a integração entre o app Saúde, a assistente Siri revitalizada e recursos de inteligência artificial no iOS, o que pode oferecer suporte mais avançado a consultas relacionadas à saúde.  

Ou seja, a estratégia da Apple parece ser agora distribuir incrementos de funcionalidades ao invés de concentrar tudo em um serviço único, o que pode se traduzir em novidades menores, mas mais frequentes, ao longo das versões do iOS. 

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