Na semana passada, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) instalou um novo sistema de impedimento semiautomático em três novos estádios brasileiros. O curioso é que a tecnologia usa iPhones 17 Pro para capturar os lances em 4K e 100 quadros por segundo, e promete tornar as decisões de VAR mais rápidas e precisas.
Neo Química Arena, o Couto Pereira e a Arena da Baixada receberam os equipamentos do SAOT, o sistema de impedimento semiautomático que já é usado em competições como a Premier League, a Champions League e os torneios da FIFA.
E o hardware por trás de tudo isso? iPhones.
O que é o impedimento semiautomático
O impedimento semiautomático, conhecido como SAOT (sigla para Semi-Automated Offside Technology), é um sistema que usa câmeras e inteligência artificial para detectar automaticamente a posição dos jogadores no momento do passe.
Ele existe para resolver um problema clássico do VAR: a demora e a imprecisão na análise de impedimentos apertados.
No modelo atual, o árbitro de vídeo precisa escolher manualmente o frame do passe, traçar linhas sobre uma imagem bidimensional e estimar a posição dos jogadores.
Isso é lento, e dá margem para imprecisões.
Com o SAOT, o software identifica automaticamente o instante exato do passe e reconstrói a jogada em três dimensões, mapeando milhares de pontos do corpo de cada atleta.
O árbitro de vídeo revisa a sugestão, confirma se os jogadores corretos foram detectados, e valida a decisão.
O processo é muito mais rápido e o erro humano na leitura do frame cai drasticamente.
A CBF fechou parceria com a empresa britânica Genius Sports, responsável pela mesma tecnologia na Premier League e em competições da UEFA e da FIFA.
Por que a CBF está usando iPhones
Em vez de câmeras industriais proprietárias, o sistema usa iPhones 17 Pro instalados em suportes fixos ao redor do estádio.
No Maracanã, por exemplo, já foram montados 12 suportes com um total de 28 aparelhos, todos conectados à internet para processar os dados em tempo real.
O motivo é prático: o iPhone 17 Pro grava em 4K a 100 quadros por segundo, qualidade superior à das câmeras de transmissão tradicionais.
Esse nível de captação permite detectar com precisão o momento exato do passe e a posição milimétrica de cada jogador no campo.
E o uso de hardware comercial facilita a instalação, reduz a complexidade logística e permite padronizar os estádios com mais agilidade.
As imagens capturadas pelos celulares são enviadas ao software da Genius Sports, que cria uma réplica digital tridimensional da jogada.

A partir desse modelo virtual, os jogadores aparecem como avatares vestindo as camisas dos times, e o sistema indica qual parte do corpo está mais avançada no momento do passe.
O que foi instalado na semana passada
A Neo Química Arena, em São Paulo, foi o primeiro estádio paulista a receber a tecnologia, na segunda-feira (16). O Corinthians destacou o feito.
Na sequência, o Couto Pereira, do Coritiba, recebeu os equipamentos na quarta (18), e a Arena da Baixada, do Athletico-PR, na quinta (19).
Os três estádios se juntam ao Maracanã, que já havia sido equipado anteriormente. A fila de próximos da lista inclui Arena do Grêmio, Arena MRV, Mineirão e Mangueirão.
A instalação física leva cerca de dois dias por estádio, mas o processo completo, com calibração e testes, pode durar até quatro meses.
Quando o sistema entra em operação?
Ainda não há data oficial para estreia.
O Brasileirão segue usando exclusivamente o VAR tradicional neste início de temporada, enquanto os testes correm em paralelo nos estádios já equipados.
A expectativa da CBF é liberar o sistema ainda em 2026, tanto no Campeonato Brasileiro da Série A quanto na Copa do Brasil.
O presidente da entidade, Samir Xaud, tinha prometido que a tecnologia estaria ativa já na abertura do Brasileirão em 28 de janeiro, mas o grupo de arbitragem confirmou que o prazo não seria cumprido.
É raro ver um produto de consumo se tornar infraestrutura crítica de um esporte profissional.
O iPhone 17 Pro já é reconhecido pela qualidade de vídeo, mas ser escolhido para detectar impedimentos no futebol brasileiro é um tipo de validação bem diferente do que aparece em qualquer campanha publicitária da Apple.

