MacBook Neo é oficial: o Mac mais barato da Apple chega com chip de iPhone por US$ 599

A Apple acaba de anunciar o MacBook Neo, um notebook inédito que marca uma virada histórica para a linha Mac: é o primeiro computador da empresa a rodar um chip da família iPhone. O lançamento foi feito em um evento realizado em Nova York.

O preço de entrada nos Estados Unidos é de US$ 599, e no Brasil o modelo básico chega a R$ 7.299, o que coloca o MacBook Neo como o Mac mais acessível já lançado pela Apple por aqui.

Design colorido e tela não Retina

O MacBook Neo chega em quatro opções de cores: Prata, Índigo, Blush e amarelo-cítrico, com as teclas do teclado acompanhando a cor escolhida, algo inédito na linha Mac.

O visual lembra muito o MacBook Air, com o mesmo estilo em alumínio e perfil fino. São 0,5 polegadas de espessura, ligeiramente mais grosso que o Air, mas com footprint um pouco menor. O peso é idêntico: cerca de 1,2 kg.

A tela tem 13 polegadas, mas vale uma nota importante: não é a tela Retina ao qual os usuários Apple estão acostumados.

A resolução é de 2408×1506 pixels a 219 ppi, com suporte a sRGB e brilho de até 500 nits.

É uma tela perfeitamente funcional para o dia a dia, mas abaixo do padrão dos outros MacBooks. Acima do display, sem notch, fica uma câmera FaceTime HD de 1080p.

Chip de iPhone no comando

Por baixo do capô, o MacBook Neo roda o chip A18 Pro, o mesmo que equipou o iPhone 16 Pro. É a primeira vez que um Mac com chip A-series chega às mãos do público em geral (NOTA: teve o Developer Transition Kit de 2020 que usava um A12Z Bionic, mas ele nunca foi vendido ao consumidor).

O A18 Pro traz CPU de 6 núcleos (dois de performance e quatro de eficiência), GPU de 5 núcleos e Neural Engine de 16 núcleos.

Na prática, a Apple promete desempenho multicore comparável ao M1 e single-core próximo ao M4, o que é mais do que suficiente para tarefas cotidianas.

Especificações enxutas

Para chegar ao preço agressivo, a Apple cortou em alguns pontos importantes.

A memória RAM unificada fica em 8GB, sem opção de upgrade, contra os 16GB do MacBook Air mais barato.

O armazenamento vem em 256GB ou 512GB, e não há outras configurações disponíveis.

Na conectividade, o Neo traz duas portas USB-C em um lado e a entrada de 3,5mm para fones no outro. Mas atenção: as duas USB-C têm velocidades diferentes, uma USB 3 e outra USB 2, e o Neo não tem Thunderbolt.

O suporte a monitor externo é de um único display 4K a 60Hz, via DisplayPort 1.4 na porta USB 3. O carregamento também é feito pelas USB-C, sem MagSafe.

Para wireless, o Neo traz Wi-Fi 6E e Bluetooth 6.

Áudio e bateria

O sistema de som conta com dois alto-falantes laterais. Spatial Audio está presente, mas funciona apenas com fones compatíveis, não pelos alto-falantes em si, diferente dos sistemas de 4 ou 6 canais dos outros MacBooks.

O array de microfones duplo tem beamforming direcional com o mesmo processamento de voz dos iPhones.

A bateria é uma célula de 36,5 Wh, com autonomia de até 16 horas para streaming de vídeo ou até 11 horas de navegação web sem fio.

Dois modelos no Brasil

A Apple chega ao mercado brasileiro com duas configurações do MacBook Neo.

O modelo de entrada tem 256GB de armazenamento, não inclui Touch ID e custará R$ 7.299. Já a versão intermediária sobe para 512GB, adiciona o sensor de impressão digital e é vendida por R$ 8.499.

O Magic Keyboard com teclas retroiluminadas e 12 teclas de função em altura completa está presente nos dois modelos.

O que esperar

Com preço bem abaixo do MacBook Air, que começa em R$ 13.999, o Neo mira diretamente em Chromebooks e notebooks Windows de entrada.

No Brasil, R$ 7.299 é um valor historicamente agressivo para os padrões Apple e deve atrair quem sempre quis entrar no ecossistema da marca sem gastar mais de R$ 10 mil.

As concessões existem e são reais, principalmente na tela, na RAM e na falta de Thunderbolt, mas o pacote geral entrega bem pelo preço.

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