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iPhone manteve 5,7% do mercado brasileiro de smartphones no primeiro trimestre de 2018

O mercado de smartphones no Brasil cresceu cerca de 2,3% no início deste ano, apesar da instabilidade política do país e das incertezas para os próximos anos. E como é de se esperar, o segmento que mais evoluiu foi o de aparelhos custando até US$200 (cerca de R$800).

A Apple, que sempre foi cara em nosso país, conseguiu manter a sua fatia de mercado no último ano, segundo um levantamento da empresa de consultoria analítica Counterpoint.


Mesmo com o pequeno crescimento do mercado como um todo, a Apple manteve mais ou menos a mesma fatia, com 5,7% nos primeiros 3 meses do ano. Isto é 0,1% a menos do que o mesmo período do ano passado, em um mercado que cresceu 2%.

O estudo também divide a preferência de compra por faixa de preço. O gráfico abaixo considera os valores convertidos em dólar, destacando que 70% das vendas são de aparelhos que custam menos de R$800 (faixa não coberta por nenhum modelo da Apple).

Só pelo gráfico já dá para perceber que nosso mercado é bem particular, com a maior parte dele focando mais em menor preço do que qualquer outra coisa. Para a maioria, um dispositivo barato que faça ligações e rode o WhatsApp já é um ótimo custo/benefício (o que não é errado).

Apesar da Apple não cobrir esta categoria mais barata de aparelhos, ela viu sua participação crescer ao longo dos últimos anos. Em 2016, no auge da crise econômica quando o mercado brasileiro de smartphones encolheu 16%, a participação da maçã era de 3,8%.

O grande desafio para a Apple é fazer com que seus preços (já bem elevados) não aumentem ainda mais com esta alta do dólar. Para daqui até o final do ano não há grandes perspectivas do câmbio voltar ao que era no ano passado, pressionando a empresa a rever seus valores e perder ainda mais espaço no mercado nacional (leia também: Promoções fazem preço do iPhone no Brasil custar menos que nos Estados Unidos).

O estudo também aponta que, apesar da Samsung dominar as vendas em quase todas as faixas de preços no país, ela perde somente na faixa mais cara (aparelhos custando mais de R$2.000), que é dominada pelo iPhone. O fracasso de vendas do Galaxy S9 no resto do mundo parece se repetir no Brasil.

Fonte
Counterpoint ResearchFolha de S. Paulo
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