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Apple e Samsung desistem da Justiça e entram em acordo para acabar com uma briga de 7 anos

Estratégia histórica da Samsung funciona outra vez

Não é só no Brasil que o judiciário é demorado e as disputas se arrastam por anos para serem concluídas, mesmo depois de sentenças já terem sido proclamadas (basta ver o caso de alguns condenados da Lava-Jato que foram soltos esta semana). Nos Estados Unidos isso também acontece, e é o que faz a disputa entre Apple e Samsung já durar 7 anos, com recursos constantes tentando desfazer o que juízes decidem. Sete longos anos, para decidir o óbvio.

As duas empresas cansaram do desgaste que tudo isso traz e decidiram elas mesmas entrarem em um acordo judicial, acabando definitivamente com a disputa.


A briga começou em 2011, depois que a Samsung descaradamente passou a fabricar smartphones e tablets muito similares ao iPhone. Com o tempo, a coreana mudou sua estratégia, mas o fato é que no começo ela embolsou rios de dinheiro oferecendo um celular “tipo iPhone, mas mais barato”. Os grandes prejudicados na verdade foram alguns concorrentes da época, como Nokia e BlackBerry, que poderiam ser a alternativa mais barata ao iPhone, mas mantiveram sua estrutura clássica de design, ignorando a revolução que o celular da maçã havia iniciado. Quem compraria um Nokia com teclas, se a Samsung oferecia um “tipo iPhone”, com preço acessível?

A Apple ganhou vários instâncias do processo, mas essa história de recurso do recurso do recurso típica do judiciário acabou extendendo a disputa por anos. Cansadas de enriquecerem seus advogados, as duas empresas resolveram sentar em um bar e resolver elas mesmas este imbróglio.

Não se sabe os valores acertados, mas o fato é que acabou finalmente o processo entre as duas gigantes, que teve início ainda quando Steve Jobs era vivo.

A estratégia canalha

Olhem o que publicamos aqui no blog, no hoje longínquo 2014:

“… a Samsung adotou há anos a artimanha desonesta de roubar ideias de seus concorrentes, copiar produtos, invadir o mercado com preços mais competitivos e, depois de ser posta na justiça, entrar em um acordo financeiro para não ser prejudicada.”

Isso foi publicado em um artigo da revista Vanity Fair, que expôs a estratégia canalha da coreana de copiar produtos concorrentes e vendê-los por um preço menor, para se manter no mercado. Ela já quebrou muitas empresas fazendo isso, que infelizmente a faz ser uma das maiores do mercado.

E quem perde com isso? Você, ingênuo fã da Samsung, que acha o máximo quando pode usar recursos parecidos com os da Apple por um preço menor, mas não se dá conta que empresas que só copiam não ajudam o mercado a evoluir.

Porque a evolução tecnológica depende única e exclusivamente de investimento em pesquisa e desenvolvimento, coisa que a Samsung não investe muito tempo. A Sharp levou anos e anos para desenvolver a tela plana das TVs, gastando muito dinheiro nisso. Aí veio a Samsung e, em 4 meses, copiou a mesma tecnologia, sem evoluir nada, e vendeu mais barato. Quebrou a Sharp, que parou de investir em desenvolvimento de novos produtos. Resultado? Temos TVs que são basicamente as mesmas de 7 anos atrás, sem grandes mudanças. Melhores definições de imagem são evoluções naturais que se espera da tecnologia, mas revoluções como mudar da tela de tubo para tela plana, isso sim faz a indústria crescer. E sem investimento em equipes de R&D, é impossível acontecer.

Parabéns, Samsung.

Não deixe de ler o outro artigo para entender o quanto a coreana atrasa a evolução tecnológica do mundo moderno.

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Ale Salvatori

Applemaníaco desde 1995, quando precisou aprender a usar um Mac em uma semana para conseguir um emprego em uma agência de publicidade. Acha que a Apple não é mais a mesma depois da saída do Gil Amelio.

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