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Donald Trump pode complicar a fabricação de futuros iPhones

Em sua campanha para presidência dos Estados Unidos, Donald Trump se posicionou algumas vezes contra a Apple, mesmo sendo usuário assíduo do iPhone e possuindo uma boa quantia de ações da companhia. Tudo isso dentro de algumas questões bem populistas, como “proteger a segurança dos EUA” (no caso San Bernardino contra o FBI) e “gerar mais empregos para os americanos” (fazendo com que a empresa deixe de fabricar iPhones em outros países).

Com a eleição de Trump, a maçã pode ter que enfrentar algumas dificuldades.

No dia do resultado da eleição, Trump recebeu um telefonema do CEO da Apple, Tim Cook, felicitando-o pela vitória. Segundo o New York Times, eles tocaram no assunto sobre a repatriação da produção de produtos da maçã, com possibilidade de benefícios fiscais.

TRUMP — Tim, você sabe que uma das coisas que será uma conquista real para mim é quando eu conseguir convencer a Apple a construir uma grande fábrica nos Estados Unidos, ou muitas grandes fábricas pelos Estados Unidos, onde em vez de ir para a China ou para o Vietnã, vocês estarão fazendo o seu produto bem aqui.

TIM — Eu entendo.

TRUMP — Penso em criar incentivos para você fazer isso. Estamos planejando um grande corte fiscal para corporações, que vai deixá-lo feliz.

Durante a campanha, Trump já havia prometido taxar em 45% a importação de produtos fabricados na China. Claro que ainda é cedo para identificar o que era sério e o que não passava de retórica eleitoral (até porque o presidente sozinho não tem o poder para isso), mas este tipo de taxação poderia complicar bastante os preços globais dos eletrônicos mais populares, como os da Apple.

O problema é que transferir a produção do iPhone para os Estados Unidos provavelmente não irá ajudar ninguém. Em sua biografia, Steve Jobs contou que quando a empresa estava para lançar o primeiro iPhone, em 2007, procurou diversas fábricas nos EUA para produzir seu novo aparelho revolucionário. Porém, nenhuma conseguia entregar uma quantidade aceitável em poucos meses. Só na China ele conseguiu encontrar mão de obra qualificada e capaz de produzir tantos iPhones em tão pouco tempo. Se considerarmos que hoje, com o iPhone 7 feito na China, a Apple não está ainda conseguindo fabricar tantos aparelhos quando a demanda exige, com as fábricas no país presidido por Trump a situação ficaria insuportável.

E o pior não é isso. Analistas econômicos já dizem que, se a Apple levar mesmo fábricas para os EUA, provavelmente a maioria delas seria operada por máquinas que automatizam a produção, para que ela fique mais eficiente e econômica (afinal, estamos falando do maior país capitalista do mundo, que pensa primeiro nos custos e lucros). Ou seja, algo que não geraria muitos empregos, como Trump quer.

E o que isso influencia para nós, que não moramos lá? Bem, o custo inicial do iPhone iria aumentar e, obviamente, isso refletiria no preço aqui, que já é o maior do mundo. Além disso, com mais dificuldade em fabricar iPhones, o lançamento em outros países iria atrasar mais. E visto que até a Monrovia recebe o iPhone antes do Brasil, provavelmente receberíamos o último modelo quase na época que a Apple lançaria um mais novo lá nos states.

Ainda é cedo para sabermos até que ponto a influência de Donald Trump poderá influenciar realmente na produção da Apple. Porém, é algo que devemos ficar de olho.

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Ale Salvatori

Applemaníaco desde 1995, quando precisou aprender a usar um Mac em uma semana para conseguir um emprego em uma agência de publicidade. Acha que a Apple não é mais a mesma depois da saída do Gil Amelio.

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  • Ticiano

    Mercado financeiro como todo esperando as loucuras divulgadas na campanha.

  • Ale parabéns pela matéria, mas só uma correção sobre o texto: “Steve Jobs contou que quando a empresa estava para lançar o primeiro iPhone, em 2017” Não seria 2007?

  • Rudimar Serves

    Acho que deve corrigir 2017 por 2007! O resto é esperar e ver o que o aloucado Trump vai aprontar!

  • Mimi

    Analistas dizem q existe um risco de aumento de preços em geral, especialmente para produtos produzidos em outros países, caso aconteça realmente um maior protecionismo na economia americana.
    Vamos esperar pra ver o que esse doido vai fazer!

  • Gaius Baltar

    Acredito que o Cook está tranquilo, pois pode apresentar uma planilha de custos para o futuro presidente e dizer: “olha, para produzirmos aqui os nossos custos precisam ser esses, dá para reduzir o imposto a esse nível?” Se der todo mundo fica feliz, se não der os americanos irão pagar mais caro não só por iPhones, mas também por qualquer aparelho importado. Mas duvido que as empresas passem a produzir onde for mais caro.

  • filipeniel

    Esse artigo precisa de uma revisão profunda ad Caneta Desesquerdizadora.

  • Rafael Valentim

    Imparcialidade passou longe… vergonhoso ler algo em um site de tecnologia onde levaram em conta posições políticas…. Mais feio ainda ver que vocês estão excluindo comentários que são opostos as suas posições ….como o do colega que eu li antes de vocês apagarem….

    • Impressionante como REACIONÁRIOS não aceitam opinião contrária a sua. Já taxam de IMPARCIAL o que não concordam, sem em nenhum momento apresentar nenhum argumento para contribuir à discussão. Mas claro, sua LIMITADA CAPACIDADE INTELECTUAL não permite criar argumentos inteligentes. É mais fácil apenas julgar e colocar rótulos.

      Odeio reacionários.

      • Cristiano Silva

        Boa ILex.

      • Paulo Pereira

        Vc diz que é fácil rotular, mas no seu primeiro parágrafo já sai logo tascando um reacionário no cara sem cerimônia. Tá certo! Ou, quem não aceita a opinião de quem?

      • Renan Souza

        iLex, tenha mais calma.
        Acho que vc foi intolerante nesse caso.
        Ele não falou nada com nada, mas dizer que odeia reacionários foi exagerado.

        Não generalize.

        Eu sou (considerado por muitos) reaça e acompanho o blog desde sempre…
        Juro que não vi sua opinião no post.
        Pelo contrário, acho que você fez jornalismo puro. Passou uma informação e deixou o leitor decidir o que pensar.

        Melhor ignorar esses comentários que não agregam.

        Continue com seu excelente trabalho!

        • Hugo Cravo

          Não sei se é verdade o que dizem e escrevem por aí, mas seria bom que a matéria falasse um pouco sobre a existência ou não de mão de obra escrava na produção chinesa. Afinal, se foi falado que os EUA pensam primeiro nos custos e nos lucros – e por isso não ligariam para a criação de empregos, como o trecho quer fazer entender -, também seria interessante falar sobre a condição dos trabalhadores na China. Isso porque, se eles realmente são tratados como escravos, a Apple também não pensa além de custos e lucros.

      • Guilherme Lopasso Tosi

        nao seria PARCIAL?
        outra coisa, independentemente do artigo, nao entendi o emprego do termo REACIONÁRIO no comentário. Não encaixa-se em nenhuma das definições do adjetivo.

        reacionário

        adjetivo

        1.

        relativo, pertencente ou favorável à reação, ou caracterizado pela mesma; reacionarista, reacionista.

        2.

        jur contrário, hostil à democracia; antidemocrático.

        3.

        jur que se opõe às ideias voltadas para a transformação da sociedade.

        4.

        adjetivo substantivo masculino

        POL

        que ou aquele que defende princípios ultraconservadores, contrários à evolução política ou social; reacionarista, reacionista.

      • Duane

        Apesar de concordar com você, neste caso, devo alertar que, caso este mesmo comentário que você escrever fosse dirigido para você, você bloquearia o usuário

    • CarlinhosDOWN

      Eu devo ser muito burro.
      Li duas vezes o texto e não consegui ver “posição política” nele, principalmente a um grau tão intenso para fazer alguém chamar o blog de parcial.
      A única frase mais próxima de uma opinião pessoal foi aquela sobre “o maluco sistema eleitoral norte-americano”, que seria maluco igual caso o Trump tivesse recebido mais votos, mas não fosse eleito.

      Acho que tem gente que vê lado político até em casca de ovo.

    • Felipe

      Cara, lê o texto mais 3 vezes. Em momento algum ele falou mal do Trump, mas sim das medidas dele, que são ruins. Se as propostas do cara que você gosta são uma bosta, o que que o iLex pode fazer? Só aceita que ele é maluco antes de sair xingando todo texto na internet de parcial.

  • Anderson Camões

    Ela poderia fabricar alguns produtos lá, não necessariamente o iPhone. Poderia ser o Watch, o Mac, a família AirPort.

  • Marcelo

    Não sei se isso mudaria muito no resto do mundo.. se o governo americano aumentar o imposto de importação, a Apple pode criar uma fabrica somente para o consumo interno, como algumas empresa fazem aqui no Brasil, e o restante do mundo continuaria sendo abastecido pela China.. o problema ai só seria para quem vai pros EUA fazer as compras que teriam que pagar o preço dessa produção local.

    • Diego Azevedo

      Se eles fizerem isso podem, por exemplo, perder benefícios na instalação da empresa local e/ou na repatriação do dinheiro obtido no exterior.

    • Mubarak Nunes Machado

      O problema é que o mercado americano é um dos mais (se não, o mais) importantes para a Apple. Lá é onde ela tem uma das maiores fatias do mercado.

      • Marcelo

        Pelo que eu lembre a China já ta na cola dos EUA, se não já passou na venda de iPhones… mas independente disso, não faz sentido a Apple mudar toda a produção dela pros EUA por causa de um possível imposto de importação que só afetaria a entrada de produtos no pais.. o que é produzido na china e vendido na china ou em outros países do mundo não é influenciado por esse imposto…

  • f.u.

    Donald Trump, o f.u. da vida real… Peraí, sou eu?

    • O programa “Mais Empregos” ele plageou de você!!!

      • 9L

        Hahahahahahaha

  • Gabriel Costaso 

    Pra Apple financeiramente muda pouca coisa! Até pq quem vai pagar por isso é o consumidor! Pode ter uma queda nas vendas, pelo fato de ficar mais caro! Mas o impacto maior será no nosso bolso, principalmente dos brasileiros! ???

    • Ricardo Bernardes Dos Santos

      Acho que principalmente dos próprios norte americanos . A gente vai só na rebarba.

  • Diego Azevedo

    O problema de propostas populistas é justamente esse: Não tem resultado prático. Não aumenta significativamente os empregos; aumenta os custos de produção, o que pode fazer com que a empresa na verdade demita outros funcionários; aumenta o preço do produto final, diminui as vendas, menos capital circulando… Só coisa boa.

  • A Apple tem U$175 bilhões em caixa, sendo quase 70% disso na Irlanda. “provavelmente a maioria delas seria operada por máquinas que automatizam a produção”, bem, se fosse verdade, também seriam usadas máquinas automáticas na China. A Apple tem custos, é claro, mas defender sua estadia na China, praticamente com trabalho escravo, é complicado, né? Eu defendo o Trump nesse aspecto, porque, trazer a Apple pros EUA traria empregos, mas não só isso, tiraria o financiamento à um governo que explora o teu povo, como o chinês. Os custos do iPhone subiriam? Nós, fãs da apple, costumamos ver apenas um lado, mas, por que não cobramos também da empresa? Poxa, o lucro deles por produto vendido é altíssimo, e é a empresa, ao meu ver, com a maior segurança financeira hoje no mundo. Eles devem buscar o lucro por vias justas, abaixando o lucro por aparelho e lucrando mais nas vendas, ou até mesmo diminuindo o preço de produção (em outro fator que não o salário dos funcionários, até porque abaixar o que é quase zero, como na China, é complicado). E na parte “Ou seja, algo que não geraria muitos empregos”, não é verídico, como a construção civil destas fábricas geraria milhares de empregos diretos e indiretos para as cidades e estados afetados. Além da construção civil, o mantimento de engenheiros, mecânicos, gerentes, fiscais e diversas outras funções para a permanência da fábrica, mesmo que com máquinas automatizadas, geraria uma movimentação financeira considerável.
    Conclusão: como a Apple é uma empresa com uma taxa de lucro alta, e mesmo assim com altas vendas, e quase nunca, para não dizer nunca, não mexe em sua taxa de lucro por aparelho, ela repassaria os aumentos diretamente pro consumidor. Permanecer com as fábricas na China é que não dá, pois, seria dar prioridade ao nosso lazer por ter um iPhone, em troca de vidas que são escravizadas e extintas com a permanência das fábricas da Apple no país.

    • Vinicius Alves

      Vamos lá.
      A Apple e todas as outras empresas não usam máquinas na China para a fabricacao dos seus produtos porque não são elas quem fabricam, e sim a foxconn. Se a produção fosse para os EUA, aí sim a fábrica seria da Apple, assim como é a do Mac Pro, que é toda automatizada.
      Não estou defendendo o modo trabalhista chinês, mas a China tem sim leis trabalhistas que garantem pelo algum respaldo aos trabalhadores. Além disso, a realidade chinesa é muito diferente da brasileira, não dá pra julgar a forma como eles trabalham como escrava apenas comparando com a nossa. Por exemplo: o salário mínimo americano é de cerca de $1200, que dá R$4068. Se você falar que a maioria da população brasileira ganha R$ 880,00 – e em vários casos, nem isso – eles irão dizer que nosso trabalho é escravo. Na china, apesar do que circula na mídia, a carga horária maxima, fora horas extras, é de 44 horas semanais. O que muda é que lá o funcionário pode escolher trabalhar quantas horas quiser a mais, sendo pago em dobro por isso, ao contrário das 2h por semana máximas daqui.
      O estilo de atuação da Apple nunca foi o de ter baixo lucro unitário e vender muito, eles sempre venderam muito tendo muito lucro, acho muito difícil mudarem isso, até por ser uma filosofia da empresa ter os produtos que todos querem ter. A marca e seu custo está sim atrelado ao sucesso do iPhone. Construção civil de uma fábrica gera empregos temporários, por poucos meses. Depois que todos os galpões tiverem sido construídos e todas as máquinas tiverem instaladas, os empregos acabam e os números de desemprego voltam a crescer, o que não é o que o Trump quer.

      • Ricardo Bernardes Dos Santos

        Vinicius,
        O interessante do argumento do trabalho escravo na China é que se simplificamos o argumento ele vai ser basicamente assim: “tadinho do chineses, vamos ajuda-los demitindo-os. Assim terão uma vida mais digna.” Uma grande contradição .

  • Estan Duarte

    Isso vai ser bom para Apple, então ficamos feliz por ela.

  • ricardo garcia

    Vocês se esquecem que o Brasil produziu iPhones em 2013. Apenas por conta dos incentivos do governo brasileiro. A Apple não transferiria toda a sua linha de produção. Só a destinada ao mercado interno. Isso não mudou mala para eles em 2013, e nem vai mudar para gente no futuro.

  • Hades666

    Duvido que um empresário como Trump queira ver empresas americanas quebrarem….ótimo vai ser para Samsung que vai muito bem obrigado mesmo com alguns problemas em seus aparelhos.

  • O sistema eleitoral norte-americano não é perfeito, pois nenhum sistema é. Pode parecer algo louco, mas na verdade essa é uma impressão pessoal, que reflete a complexidade do sistema deles em relação ao nosso próprio, que é infinitamente mais louco do ponto de vista da falta de representatividade e em tantos outros aspectos. A eleição lá nos EUA é uma eucaristia cívica, se inicia muito antes das escolhas dos candidatos. As regras estabelecidas, especificamente no que se refere ao colégio eleitoral, tem razões práticas e históricas, e apesar de terem diferido do resultado geral das urnas com Quincy Adams, Bush, funciona muito bem. Afirmar que o Trump venceu com uma minoria de votos é uma simplificação que pode trazer interpretações diversas e injusta, mas não deixa de ser correta. Aqui no DF temos um senador que assumiu o cargo sem sequer ter contado com mais de 15 votos… Temos diversos deputados que perdem nos votos e são eleitos em detrimento de quem obteve vitória nas urnas… Só pra lembrar que no Brasil ainda é Infinitamente mais louco. Sobre os aspectos econômicos acho que toda discussão é muita conjectura.

    • Vinicius Alves

      Isso que você mencionou dos votos para a coligação parece que está chegando ao fim. O senado aprovou no 2º turno a PEC para a reforma política que acaba com as coligações e seus votos que impulsionam outros candidatos. Eu diria que a política brasileira é tão complexa quanto a americana, o problema é que conhecemos muito pouco dela, apenas o básico do básico e acabamos votando sem saber o que vai acontecer depois.

  • Mauro Esteves

    Diga-se de passagem que ele ganhou a eleição, tanto no numero de Delegados quanto na soma dos Eleitores, importante pois você, não sei por qual razão deixou a entender que ele ganhou sem maioria popular, o que é uma inverdade ….

  • Mauricio

    Vamos por partes: o sistema de eleições norte-americano não é maluco. Ele equilibra muito mais a disputa. Não fosse pelo colégio as regiões menos populosas sempre sairiam perdendo. É muito adequado para uma federação do tamanho e da diversidade dos EUA, onde a decisão majoritária de cada estado é levada em conta de acordo com a sua representação nacional. É tão justo que todos os dois partidos têm chances iguais de vencer, diminuindo e muito as distorções que podem acontecer na democracia simples.

    Seria extremamente injusto não reconhecer a autonomia e, consequentemente, a maioria que cada estado americano tem. Os estados da federação americana são vistos como países mesmo, e que só tem a União para garantir-lhes proteção. A história dos EUA é muito bonita.

    Indo além, o Trump twita via Android hahah. Será que ele só faz isso para aparecer? 😛

    • Trump usa iPhone.

    • Confesso que eu não compreendo muito bem como o processo eleitoral funciona lá e seu comentário sensato e com argumentos convincentes me ajudaram a entender um pouco melhor como funciona.

      Obrigado pela colaboração e por ter sido generoso em explicar, sem agressões ou pré-julgamentos. É assim que todos crescemos em um espaço de discussão. Quem dera todos os comentários tivessem este tipo de comportamento. 🙂

      O que o Krikaoli disse lá em cima é verdade: nenhum processo é perfeito e nunca achei que o nosso chegasse perto de ser. Mas é que ter eleições indiretas em um país que se diz democrático é realmente algo difícil de se entender.

      • Mauricio

        Sem problemas, iLex! Fico lisonjeado, heheh. O bacana de uma discussão saudável é justamente analisar todos os argumentos sem precisar baixar o nível. Assim todo mundo sai ganhando.

      • Fiquei com inveja, apenas gostaria de esclarecer que escrevi em tom respeitoso, um apontamento tão somente sobre o ponto específico do colégio eleitoral, pra fazer um contraste, e sem crítica ao posicionamento ou abordagem dada! ❤️

        • Krika, seu comentário também foi importante, tanto que citei ele.
          Você também é referência aqui nos comentários. 😉

          Eu acredito no debate maduro com argumentos válidos. Eu sempre aprendi muito nos comentários e seria muito bom se todos viessem dispostos a escutar e até mudar de ideia, caso seja convencido, pois é assim que se cresce. Mas infelizmente o que se vê muito na internet de hoje é ódio, intolerância e radicalismo. A rede é dividida em times, em que só um parece ter razão e o outro é errado, não importa o que faça.

          O artigo era para falar da Apple e do iPhone, mas só por conter a foto do Trump já atraiu discussões fora do contexto e agressões gratuitas. E o pior, que não levam a lugar nenhum…

          • Arena Banda

            Acho curioso você citar que se vê muito ódio e radicalismo na internet, não seria radicalismo o que você fez em apagar alguns comentários do post, alguns até mesmo não ofensivos ?

            Realmente me refiro aos não ofensivos, pois os ofensivos realmente não merecem estar aqui. No mais é só uma pergunta, espero não ter meu comentário excluído ?

      • Paulo Pereira

        As eleições não são indiretas, pois os delegados não podem escolher por conta própria o candidato. O termo mais correto seria eleição semi-direta ou semi-indireta, como preferir.
        No mais, no Brasil, país tido como democrático, também há eleições puramente indiretas, como no caso do presidente e vice cassados ou impichados nos 2 últimos anos dos seus respectivos mandatos.

        • Vinicius Alves

          Na verdade, as eleições lá são indiretas sim, pois apesar de os delegados não terem autonomia, o voto do povo não é creditado diretamente ao seu eleitor. Ao invés disso, os votos dos eleitores servem apenas para elegerem os delegados que os representarão na votação real. O que confunde muita gente é a regra de “o vencedor leva tudo”. O que define se a eleicao é direta ou não é apenas se o voto do cidadão é creditado diretamente a quem ele votou ou não, o que não acontece nos Estados Unidos. Sei que é muito difícil falar de política externa, mas gosto muito de política, especialmente a americana, e esse assunto veio a calhar muito bem para mim. ?

    • Vinicius Alves

      Parabéns pela explicação, muito coesa, mas preciso levantar um ponto: nos EUA há apenas 2 partidos com chances reais de vitória, e isso está longe de ser igualdade, visto que há 6 partidos visíveis por lá. Exatamente, os EUA não é exatamente um bipartidarismo, como muitos acham por aí, apenas só há dois com chances de eleger um presidente. O modo de eleição americana nao muda em nada as chances de vitória de um dos partidos menores, na verdade faz é esfregar ainda mais na cara deles o quanto eles são irrelevantes, já que apenas quem tem a maioria dos votos leva todos os delegados, os partidos menores ficam sem NENHUM delegado, o que garante que a mídia internacional nunca irá mencioná-los quando o resultado aparecer.

  • paulotutu

    Meio off topic, mas ajudando a “esclarecer” um pouco essa eleição:

    Tenho dois amigos de infância que estão morando nos EUA faz uns 10-15 anos já.
    Logo após a eleição eu mandei msg perguntando o que aconteceu por lá pra dar aquele resultado e a respostas foram extremamente parecidas, mesmo eles morando em Costas opostas. Um resumo: Os americanos não estão PRIORIZANDO os com direitos LGBT e afins, a misoginia, “racismos” contra imigrantes ilegais e afins. Eles querem empregos. Querem pagar as contas. Querem viver confortavelmente. Eles cansaram de abraçar o mundo, receber todos para o “sonho americano” quando esse sonho pra eles virou um pesadelo. E quem demonstrou mais propostas para alavancar isso e trazer novamente o sonho para os americanos foi o Trump. Sem falar em um ponto FUNDAMENTAL para eles lá, a Segunda Emenda, que a Hillary flertava em destroçar. Não se mexe com as armas dos americanos kkkkkkk. Nossa paixão nacional é o futebol, a deles são as armas. Sem contar também o número de escândalos políticos que a Hillary está envolvida e que nunca “vazou” aqui pro Brasil e outros países, tipo o ataque ao consulado em Bengazhi, que virou livro e depois filme. Pra eles, foi uma eleição para escolher o menor dos males. Trump era o menor dos males. Não ameaçou tirar direitos deles e ainda mostrou propostas para eliminar problemas do pais, como o enorme numero de imigrantes ilegais. Segundo meus amigos, pra eles, não foi nenhuma surpresa o Trump ter ganho, mesmo eles gostando bastante do Obama, que cá entre nós, pode ter sido um dos presidentes americanos mais engajados em black ops, mas que era extremamente carismático. As aparências enganam, talvez Trump seja exatamente isso. Cara de mal, mas faça algo bom.

    • Vinicius Alves

      Eu acompanhei de “perto” a eleição americana e o que me pareceu foi que o Trump é o clássico candidato que é totalemente extremista para chamar a atenção, mas no final, não é tão maluco assim. Ele sabe muito bem que 80% das propostas dele são impossíveis de acontecer, mas isso era o que o povo precisava ouvir para eleger ele, e conseguiu.

      • iegor s jr

        Qualquer semelhança com um ex-presidente de uma república sul-americana é mera coincidência…
        Semelhança na “estratégia” para conseguir votos, bem entendido.
        Depois de eleitos mudam os discursos e propostas.

        • paulotutu

          Na verdade é semelhança com qualquer político de qualquer pais kkkkk. Obama prometeu um monte também e pouco cumpriu. Faz parte do “jogo político” falar o que os outros querem ouvir. O povo que é burro e não cobra.

        • Douglas

          Não dá para comparar Brasil com EUA. O Presidente no Brasil possui muito mais poder que o presidente americano, mesmo o Obama sendo o presidente que mais fez algo similar a Medidas Provisórias brasileiras o poder é incomparavelmente menor.

  • George Porto

    Sinceramente, não vejo com espanto essa possível medida. Ele prometeu geração de empregos e terá que atrair, por meio de incentivos, o interesse em instalação de fabricas. Nossos Estados fazem isso faz muito tempo. SP, fez muito isso décadas atras e obteve sucesso. É uma medida doméstica perfeitamente compreensível tecnicamente pra mim. E se ele efetivar o que disse na suposta conversa, é possível que os aparelhos acabem ficando até mais baratos que na china (depende de qual pacote fiscal for lançado). ” TRUMP — Penso em criar incentivos para você fazer isso. Estamos planejando um grande corte fiscal para corporações, que vai deixá-lo feliz.”

  • Paulo Ricardo

    Muito apocalipse pra pouca terra. Sosseguem as piriquitas, aconteça o que aconteça, a produção mundial ainda vai ficar por conta da China.

  • Eu concordo um pouco com o Trump nesse caso. Sempre pensei que a Apple poderia diminuir um pouco os lucros em prol de criar empregos nos EUA.
    Sei que economicamente não é vantajoso, mas a Apple visa mais do que produto, então seria uma campanha positiva para a imagem da empresa.

  • Bruno Kaetsu

    Acho Justo ele. Cobrar a taxa que quiser. O erro não é dele e nem dos EUA.
    O erro do preço elevado a tudo no Brasil e sim da criação educacional. Passa que é bonito ganhar vantagem em tudo. E paga quem quer e quem tem condições.
    E o Trump será o melhor presidente q o país já teve. Povo sofre porque terá que obedecer às leis.

  • Thiago

    Sobre a China: onde lê-se “mão de obra qualificada”, leia-se “trabalhadores em condições similares a escravidão”.

    • Thiago

      Me desculpem mas me parece um pouco “egoísta” pensar em como comprar todo ano seu iPhone de última geração, quando a questão é bem mais profunda.

      Não sou pró-Trump, só me dói um pouco ver comentários tão superficiais sobre questões mais sérias.