Depois da situação embaraçosa em que a polícia da Austrália sugeriu aos seus cidadãos não usarem os Mapas da Apple em passeios pela região (leia “Polícia australiana aconselha cidadãos a não usarem os Mapas da Apple“), o jornal britânico The Register revela que a culpa do erro foi mais do governo australiano do que da Maçã.

A Apple teria usado informações de um órgão australiano com o registro de mais de 300 mil lugares, para compor os mapas da região. Nesta lista oficial, há mesmo um lugar chamado Mildura exatamente onde o mapa da Apple informa, diferente da cidade.

Alguns órgão de comunicação chegaram a dizer que a Apple teria já arrumado o problema, mas basta procurar por Mildura nos mapas para ver que ela continua sendo apontada para o lugar errado.

Mas então por que os mapas do Google não apresentam o mesmo problema? É porque a gigante de buscas há anos investe pesado no StreetView, levando seus próprios carros para construir a cartografia das cidades. É normal ela não precisar de dados de terceiros para compor seus mapas.

Já prevíamos este tipo de diferença antes mesmo da Apple anunciar seus mapas (leia “A Apple vai ter que se esforçar para apresentar Mapas melhores que os do Google“). O Google levou bastante tempo para construir os mapas que tem hoje, e provavelmente a Maçã também precisará de alguns anos para se igualar ao serviço.

Por que dizemos no título deste artigo que apenas “parte” da culpa foi do governo australiano? Porque a Apple continua sendo culpada em propor um serviço que não é completo. Independente de quem seja a culpa, os cidadãos australianos ainda são aconselhados a não usar os mapas da Apple para ir para Mildura.