Opinião

[opinião] Entenda por que o iPhone ainda não é ameaçado pelo Android

Esta semana, um ‘estudo’ indicou que o Android teria finalmente passado o iPhone no número de vendas nos Estados Unidos, o que fez com que pessoas mal informadas já decretassem o fim da supremacia da Apple, como era costume da imprensa na década de 90. Mas entenda por que um pouquinho de boa vontade e discernimento é suficiente para concluir que ainda é muito precipitado afirmar que o iPhone chegou ao fim.

Na última segunda-feira, a empresa NPD Group publicou o resultado de uma pesquisa que afirma que as vendas de Android teriam ultrapassado, pela primeira vez na história, aquelas do iPhone no território norte-americano. Esta pesquisa, segundo a própria página do grupo, é baseada em (apenas) 150.000 inquéritos onlines com clientes. Ou seja, o resultado apresentado na verdade é uma tendência estatística e não números concretos de vendas.

Justamente por isso, a Apple se pronunciou oficialmente ontem, através de sua porta-voz, alegando que a pesquisa foi feita com um número muito limitado de consumidores. Além disso, ressaltou o recorde de vendas do iPhone no último ano, com aumento de 130%.

Mas vamos imaginar que, mesmo com todos estes pontos dúbios da pesquisa, o Android realmente tenha vendido mais. Isso seria o fim da ‘era iPhone‘? (sic)

Quem afirma isto provavelmente está muito mal informado. Para começar, a operadora Verizon (concorrente da AT&T nos EUA) fez no último mês uma promoção de “Pague um e leve dois celulares”, em toda a sua linha de produtos, inclusive os com Android. Só isso seria o suficiente para aumentar o número de aparelhos “vendidos” de qualquer celular, mesmo que o faturamento tenha sido apenas da metade.

Além disso, há outros fatores de mercado que fazem com que, naturalmente, as vendas do iPhone tenham uma queda nesta época do ano. Um deles é o lançamento recente do iPad.

É normal que o consumidor que estava querendo comprar um celular novo, mas se encantou com o iPad, compre o tablet e espere um pouco mais para comprar um iPhone. Aqui mesmo alguns leitores já declararam que se o iPad vir junto com o iPhone 4 para o Brasil, terão que escolher um dos dois. Ou seja, não é um desgaste do produto e sim uma imposição econômica.

Outro fator que ajuda na diminuição das vendas por esta época: o lançamento iminente da próxima geração do iPhone. Quem aqui compraria um aparelho hoje sabendo que daqui a um mês vai ser lançado um bem melhor, pelo mesmo preço? É assim que os americanos estão se sentindo no momento: esperando o novo iPhone. Até porque os vários vazamentos comprovam que as melhorias serão boas.

Quero deixar claro que não pretendo aqui menosprezar os celulares com Android. Eles, assim como o iPhone, suprem as necessidades do seu público e por isso não é questão de dizer qual é o melhor ou pior. Mas é importante se informar sobre os reais fatos do mercado antes de publicar sentenças, porque depois que o iPhone 4 vier e fizer mais sucesso ainda, não adianta nada espernear. 😉

Felizmente, mais gente concorda com essa opinião. 🙂

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Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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