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Relógios inteligentes não viraram ainda um sucesso comercial

Este ano, aguardamos com muita expectativa a entrada da Apple no mercado de smartwatches, os tais relógios inteligentes que interagem com o telefone. Será que há público para este tipo de dispositivo? Estes relógios se tornarão algo realmente útil para o usuário comum ou ficarão restritos aos geeks amantes de tecnologia? Estas são respostas que todos desejamos que sejam respondidas com a entrada em cena do Apple Watch, em abril.

Enquanto isso, dá para analisar as vendas do que já existe no mercado. Números divulgados esta semana revelam que foram vendidos cerca de 720 mil unidades de dispositivos com o Android Wear no ano de 2014.

Se fôssemos comparar com vendas de iPhone, esse número seria irrisório frente aos 74 milhões vendidos só no trimestre passado. Mas por ser um mercado novo, não dá para fazer este tipo de comparação. Smartwatch não é celular e acredita-se que, pelo menos no início, sua adoção será bem pequena.

Diferentemente do Apple Watch, os aparelhos que embarcam o Android Wear são de diversas marcas, como Motorola, Sony e LG. Por, isso, o número total de 720 mil é ainda menor, se formos dividí-lo por fabricante. Destes, o Moto 360 (o qual testamos na edição de janeiro da Revista iThing) foi o que mais vendeu, seguido do LG G Watch R, também redondo. Os relógios da Samsung (que lançou 6 modelos diferentes em apenas 14 meses), foram um completo fiasco de vendas.

Há de se considerar que o Moto 360 e o LG G Watch R só chegaram ao mercado no segundo semestre do ano, portanto o número divulgado na verdade equivale ao período de 5-6 meses.

O Pebble, em um ano, vendeu sozinho cerca de 500 mil unidades. Ele é um dos pioneiros neste mercado, optando por uma tela monocromática bem mais simples e com menos resolução. O material e-ink permite que a autonomia da bateria chegue a 6 dias sem precisar recarregar. Além disso, seus criadores já prometeram boas novidades para 2015, seguindo por um caminho diferente dos grandes concorrentes.

Se incluirmos nestes números as vendas de pulseiras inteligentes (smartbands), aí a comparação fica mais clara. Em 2014 foram 4,6 milhões de dispositivos vestíveis, entre smartbands e smartwatches. Ou seja, o consumidor ainda está preferindo muito mais as pulseiras simples do que os relógios cuja bateria dura apenas 1 dia.

Agora resta esperar para ver qual o impacto que o Apple Watch terá neste mercado. Todos o aguardam esperando que ele defina um parâmetro de referência que nos faça entender se 720 mil unidades é muito ou pouco para um período de 5 meses.

iLex

Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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