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Nubank e bancos digitais podem desaparecer com novas regras do Banco Central (ATUALIZADO)

ATUALIZAÇÃO (20/07 – 17h40): O Banco Central acabou não implementando o encurtamento do pagamento, o que salva pelo momento as pequenas emissoras de cartão de crédito, como o Nubank.

Nos últimos tempos, surgiram na App Store diversos bancos digitais que permitem ter um cartão de crédito sem precisar pagar taxas de anuidade. Além disso, tudo é resolvido pelo aplicativo, sem que o cliente precise se deslocar até uma agência ou enfrentar filas.

Porém, a presidência da República anunciou na última quinta-feira que o Banco Central irá mudar as regras dos cartões de crédito, o que pode inviabilizar empresas menores como o Nubank, que ficou bastante popular no último ano.

A notícia caiu como uma bomba nesta segunda-feira com uma entrevista do jornal Estadão à cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, que afirma que não tem como as emissoras de pequeno porte permanecerem com um modelo viável economicamente.

As novas medidas que devem ser apresentadas nesta terça, dia 20, incluem a regra que as emissoras de cartão deverão repassar o pagamento aos lojistas após 2 dias da compra, e não depois de 30 dias, como era feito até então. Para o consumidor, nada muda.

Na teoria, a mudança deve beneficiar os lojistas, que receberão o pagamento antes, sem precisar pagar taxas de adiantamento. Porém, isto torna cada vez menos viável o negócio de cartão de crédito para pequenas emissoras, que serão fortemente prejudicadas com isso. E para entender é fácil: o cliente faz uma compra com cartão de crédito e só pagará a fatura, em média, 26 dias depois. Porém, a emissora terá que desembolsar o pagamento ao lojista 2 dias após a compra, e esperar para receber somente quando o cliente pagar. Isso se ele pagar em dia.

Para grandes emissores que são vinculados a bancos, como Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander, será mais fácil levantar este valor. Mas para os pequenos, como Nubank, a coisa fica mais difícil.

Para Cristina, mesmo que o prazo fosse reduzido para quinze dias e não dois, o Nubank não teria como sobreviver. “Nós já fizemos algumas simulações. Com dois dias é apagar a luz e fechar a porta. Com 15 dias, a gente precisaria de quase R$ 1 bilhão de capital adicional do dia para a noite“, conta ela.

É uma situação bem complicada. No modelo atual, as emissoras lucram com os juros do dinheiro recebido, antes de repassá-lo aos lojistas (que são quem arcam com este custo). Isso permite, inclusive, não cobrar anuidade dos clientes. Porém, com o novo modelo, este benefício não existirá mais e o rendimento deverá vir de outra forma, o que pode significar aumento de taxas e de anuidades nos cartões, atingindo o bolso do consumidor.

Nos Estados Unidos, o prazo de repasse do pagamento dos cartões aos lojistas também é de 2 dias.

via Estadão

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