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FBI desiste oficialmente do processo contra a Apple

Parece que a briga valeu a pena. Após ameaçar a Apple e exigir que a empresa criasse uma maneira de burlar a criptografia do iPhone, o FBI pediu nesta segunda-feira o encerramento do processo que mantinha na Justiça. Segundo eles, já conseguiram obter acesso ao iPhone do terrorista sem a ajuda da Maçã.

Tudo no comportamento do FBI é suspeito. A audiência que aconteceria no dia 22 de março (véspera do evento da Apple), foi adiada na última hora pela agência de investigação. Isso porque eles afirmaram que iriam testar uma nova maneira de invadir o telefone, sem ter que obrigar a empresa.

De fato, eles procuraram uma empresa israelense que usa um método de clonagem de memória flash para repetir diversas vezes tentativas de senha, sem perder os dados depois de 10 senhas erradas. Pelo que se diz por aí, o FBI pagou milhares de dólares por essa forma de invasão.

A questão toda é que a mesma técnica já tinha sido sugerida por Edward Snowden semanas antes, quando ele afirmava que “se o FBI quisesse, ele não precisaria da Apple para invadir o iPhone. Tudo isso é apenas pretexto para a Maçã criar um backdoor de controle”. Se lembrarmos que um dos argumentos mais fortes no início era que “apenas a Apple pode invadir o aparelho”, é de se estranhar eles terem tentado levar tudo isso até o último minuto e depois simplesmente desistir.

E agora que eles conseguiram ver o que tem dentro do iPhone 5c de San Bernardino, eles mostrarão alguma informação importante que estava escondida, que justificaria toda essa batalha? Duvido muito.

Parece claro que a intenção era apenas intimidar a Apple. Talvez eles não esperassem esta reação corajosa da empresa, coisa que nenhuma tinha feito antes, de peitar publicamente um pedido que poderia colocar em risco a privacidade mundial.

Fim de uma batalha, mas não da guerra. A Apple sai mais forte do que nunca na defesa da criptografia, e até mesmo esta nova maneira de invasão poderá servir para reforçar ainda mais a segurança do iPhone no futuro.

No recente atentado na Bélgica, algo que chamou a atenção foi que os terroristas não usavam nenhum tipo de criptografia. Apenas celulares descartáveis que foram destruídos momentos antes de morrerem. Ou seja, enfraquecer a criptografia só prejudica pessoas e empresas de bem, não os criminosos.

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