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Por que o novo iPad Air é compatível com o Apple Pencil de 1ª geração e não com o de 2ª?

A Apple lançou esta semana novos iPads voltados ao consumidor, com suporte à canetinha da maçã, que no início era exclusividade dos modelos mais caros (Pro). Mas muitos questionam o fato da compatibilidade ser apenas para o Apple Pencil de primeira geração. Por que a Apple já não fez funcionar com o modelo mais moderno, que equipa os últimos modelos Pro e possui funcionalidades mais legais?

A empresa não toca neste assunto, mas não é difícil imaginar as razões dela ter feito isso.


O fato é que, para o Apple Pencil 2 funcionar no novo iPad Air (e no mini também), a maçã teria que mudar completamente o design dos tablets, não podendo aproveitar o do antigo de 10,5 polegadas. Isso porque a nova caneta (ou “lápis”, se formos traduzir o nome literalmente) adota uma forma diferente de parear e carregar sua bateria. Não é pelo conector Lightning (como a primeira geração) e sim por indução, grudando magneticamente na lateral reta do novo iPad Pro.

Só aí haveria um grande problema: a Apple teria que recriar um novo design com laterais achatadas para o iPad de 10,5”, o que aumentaria bastante os custos de desenvolvimento do aparelho. Mesma coisa para o iPad mini, que não permite recarregar por indução o novo Pencil.

Alguém pode pensar: “Ah, mas bastaria a Apple incluir um conector Lightning na nova caneta e o problema seria resolvido”. Mas isso só aumentaria ainda mais a bagunça, pois a empresa precisaria criar um novo modelo (Apple Pencil 3) que suportasse tanto o carregamento por indução como por conector. Teríamos 3 modelos da caneta no mercado, confundindo ainda mais a cabeça do consumidor menos experiente.

Analisando estes aspectos, parece lógico adotar o modelo já existente que faz conexão pela porta Lightning. Até porque a intenção desta linha de iPad é reduzir custos, reaproveitando o design de modelos antigos e oferecendo opções menos caras ao usuário. Tudo o que precisasse reinventar no design, exigiria tempo e grana, aumentando assim o preço para o consumidor final.

O novo iPad Air de 10,5” parece ser um ótimo aparelho. O Apple Pencil de primeira geração, em termos de qualidade de resultado, também não deixa nada a desejar ao modelo mais novo, além de ser mais fácil de comprar um usado daquele seu amigo que optou por trocar o modelo Pro dele pelos de última geração. Então, tudo isso não chega a ser um real problema para quem quer ter um tablet para desenhar e escrever com a mão, sem precisar comprar um modelo profissional mais caro.

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iLex

Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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  • Gleidson Aguiar

    Bom…. Como foi dito no artigo que “… seria necessário criar um Apple Pencil 3…” , eu acredito que apenas não terem trocado o conector do iPad Pro para USB-C já bastava para podermos usar a mesma “caneta”.
    Troquei o meu Pro 2017 10,5″ pelo o Pro 2018 e o que mais deixou chateado com a  foi somente ter que comprar outra “caneta”.
    Mas enfim… a  é muito capilatista assim como todos seus fãs. Então…. como dizem os franceses : “Ce la vie”

  • Alexandre

    O consumidor de produtos Apple tem ficado confuso com tantas diferenças. Antes o mais novo era necessariamente melhor. Há algum tempo não há mais essa correspondência e isso traz confusão, especialmente par o o usuário mais atento à aplicação que ao produto. Ele não tem mais a segurança do investimento que faz, tal como antes. Sabe da qualidade, mas não sabe se o equipamento representa mais o que há de melhor, pelo qual está disposto a pagar muito, muito caro. Apple tem cada dia se parecido mais com outras marcas, cometendo os mesmo erros, mesmo que sejam referências de mercado. Canon, Sony, DELL.. Todas perderam suas referências. E nem um leque de produtos reduzidos, um menu enxuto, foi capaz de conter o desatino. Ressuscita, Jobs! A maçã está apodrecendo.. Se não dá pra viver de Lexus, está na hora de criar uma Toyota, sob pena de perder seu maior patrimônio: a marca.

    • Lembra um pouco a Apple do início dos anos 90, com diversas variações de modelos que faziam a mesma coisa.

  • Jeff

    Tenho um iPad Air teria que migrar para o Air 2 e nunca usei essa caneta, alguém sabe me dizer se ela é legal para croquis em arquitetura? Ela tem uma boa qualidade no traçado?

    • Ótima qualidade, Jeff. Se você tem talento para desenhar ou fazer croquis em mão livre, vai adorar o Apple Pencil ao experimentá-lo.

      • Jeff

        Com esta dica, posso pensar em trocar o meu Air pelo Air 2 com a tal caneta. Apesar do meu antigo atender em parte o que preciso. Mas depois de muitos anos na luta, somente agora vejo vantagem em considerar uma troca. Obtigado lela dica BDI

        • Cássio Lacerda

          Só lembrando que o iPad Air 2 (lançado em outubro de 2014) não suporta Apple Pencil.

    • frederico

      Excelente qualidade. Em termos de uso o Apple Pencil 2 não tem muita diferença. Já tive as duas. E te digo. O uso do Apple Pencil muda o ipad completamente para melhor. Pode comprar.

  • Fabrício

    Repetindo uma frase que já havia dito: O histórico da Apple nessa área não é dos melhores.
    Nunca esqueço o fato do percentual da bateria ser disponibilizado apenas para a nova geração do iPhone à época. Turma do jailbreak mostrou que era perfeitamente viável nos antigos.

    Acho que a opção pela 1ª geração é em parte tentar popularizar o uso com uma tecnologia mais defasada (barata?) para que veja o Pro como o primo rico (de fato o mais caro tem que ter diferenciais que justifiquem a diferença de preço).

  • André

    Apple, vetou fazer uma caneta com USB-C pois poderiam ser carregados em outros dispositovos fora do seu eco sistema coisa que não acontece com a caneta anterior. E isso está ligado a esses ipads não possuírem USB-C.

  • MJuliani

    Era só ter lançado um carregador de mesa para o Pencil 2

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