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Apple reforma uma praça na Itália para implementar uma nova loja

A Apple tem dois tipos de lojas físicas: as mais discretas, que ficam geralmente em edifícios de rua ou em shoppings (as do Morumbi Shopping e VillageMall são dois exemplos), e as mais elaboradas, que chamam a atenção pelo projeto arquitetônico ou pelo lugar onde foram instaladas. Em Nova York há a da Quinta Avenida e a da estação Grand Central, em Barcelona tem a do Passeig de Gràcia, e por aí vai.

Agora, uma dessas será instalada em uma praça de Milão, que está sendo totalmente reformulada para abrigar a nova loja.

Diferente da noção de praça que temos em português (que são bastante arborizadas), na Itália piazza (ou piazze no plural) são espaços abertos entre os prédios, como um respiro dos edifícios de concreto das grandes cidades. Podem conter monumentos, fontes ou simplesmente abrigar mesas de bares e restaurantes.

No caso da Piazza Liberty, era apenas um espaço sem muitos atrativos, que agora será reformulado completamente por causa da loja.

A loja será subterrânea, onde ficava um tradicional cinema. Mas para a pequena piazza que fica sobre ela, a Apple propôs reformular o ambiente e torná-lo mais convivial, com duas gigantes paredes de água e uma escada em formato de anfiteatro em que poderão ocorrer projeções noturnas de filmes. Esta escada servirá também como uma das entradas da loja.

O projeto é imenso e demorou bastante para receber a aprovação de todos os órgãos reguladores. Ela fica na região central da cidade, próximo da catedral Duomo e da Galeria Vittorio Emanuele.

Claro que há os mais tradicionalistas que reclamam que o projeto irá alterar completamente a característica da piazza, da mesma forma dos que não queriam que uma pirâmide de vidro fosse colocada em frente ao Museu do Louvre, em Paris. Reclamam também do fechamento do tradicional cinema Apollo (local onde será instalada a loja), que há muito tempo já ia mal das pernas pela queda de público. Mas o fato é que isso irá revitalizar bastante o local, servindo até mesmo como ponto de encontro. E é justamente isso que a maçã quer que suas lojas se transformem, conforme seu atual plano de reformular as Apple Stores.

Quem assina o projeto é o escritório do arquiteto Norman Foster, que foi o mesmo que projetou o campus Apple Park.

A inauguração não tem data definida, mas a Apple já está acelerando as obras para tentar deixar tudo pronto antes do Natal. Será um belo ponto a se visitar para quem for conhecer Milão.

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iLex

Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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  • Vinícius Manzoni

    Fala iLex, visitei essa obra da Apple no mês passado e está em ritmo acelerado. OBS: Só um toque: Praças em Italiano é Piazze e não Piazzas. Abraços…

    • Sim, você está correto quanto a gramática italiana. Mas o texto teve a intenção de dar uma “aportuguesada”, para melhor explicar a quem não conhece a língua. Não está correto nem em italiano, nem em português. 😉

  • Priscilla Mansur

    Que espetáculo!! Amei!

  • Ahhhh se a turma que cuida do design das lojas compartilhasse um pouco de criatividade com a turma que cuida do design do iOS.

    • Gerinho Faustino

      Qual o problema do design do iOS? Não vejo problemas no estilo flat.

  • Georgia Santos

    essa é a Apple que conheço.

  • Breno

    Achei muito estranho a falta de acessibilidade para cadeirantes nesse projeto. Duas escadarias laterais ao invés de uma rampa. Eu como cadeirante e admirador da apple fiquei surpreso pois todas as lojas da apple são super acessíveis e ela sempre focou a questão da acessibilidade em todos os seus produtos.

    • BS

      Parece que esta é só uma das entradas… Acredito que deve ter outra com acesso a cadeirantes… Não acredito que um projeto destes não incluiria acessibilidade! Ainda mais vindo da Apple!! Abc

    • Gerinho Faustino

      Com certeza tem elevadores por trás da vidraça

  • Esse monumento tecnológico vai bombar de gente tirando fotos ou sentadas se esbaldando com aqueles genuínos “gelatos” (plural correto é gelati). Fonte?