A Nokia entrou hoje com um processo contra a Apple na corte de Delaware, EUA, por violação de patentes. Segundo a fabricante finlandesa, o iPhone infringiu desde o seu lançamento (em 2007) dez criações dela, entre elas: ligações por GSM, UTMS, transmissão de dados pela rede 3G e tecnologia Wi-Fi. Ou seja, a base de 99% dos atuais smartphones.

Pelo que parece, as duas empresas não conseguiram chegar a um acordo a respeito de licenças. As fabricantes que usarem a tecnologia proprietária da Nokia e que não ajudam a desenvolvê-la, devem pagar royalties, coisa que a Apple não faz.

Não entrando no mérito se ela tem ou não razão (provavelmente até tenha, afinal, patentes são patentes e quem julgará isso será a justiça), mas muitos se perguntam porque só agora (quase 3 anos depois do lançamento do iPhone) é que a líder mundial dos celulares se manifestou.

Acredita-se que os resultados financeiros da Nokia nesse último trimestre fiscal contribuíram muito para isso. Ela teve prejuízos de 1,36 bilhão de dólares e seu smartphone N97 atingiu apenas a marca de 2 milhões de unidades vendidas, contra 7,4 milhões do iPhone. Ela ainda é líder absoluta no mercado, mas viu sua participação total cair para 50% em três anos, perdendo espaço para Apple e RIM (BlackBerry).

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