Opinião

Um dos grandes problemas de se adotar tela Retina no iPad mini: duração da bateria

Facebook no iPad mini

Nos últimos dias, diversos sites internacionais relataram confirmações contraditórias da adoção (ou não) de uma tela Retina no próximo modelo de iPad mini. Uns apontavam códigos internos do beta do iOS 7 indicando um aparelho com tela igual a atual, outros (WSJ) afirmando que fornecedores asiáticos já estão preparando a tela Retina para setembro… Uma confusão que não faz o leitor chegar a lugar nenhum.

John Gruber, sempre bem informado dos bastidores da Apple, levantou um ponto bem lógico e que faz todo o sentido: talvez a Apple não queira ainda abrir mão da duração da bateria em prol de uma tela Retina no iPad mini.

Quem usa hoje um iPad 3 (ou 4) sabe que ele ficou bem mais pesado que o iPad 2 quando foi lançado, por causa da adoção da tela Retina. E o problema nem é o material usado, mas sim a bateria, que precisou ser aumentada para suportar 4x mais pixels da tela sem diminuir a autonomia de 10 horas do tablet, um dos carros chefes do marketing usado pela Apple. Ou seja, o iPad 3 é mais pesado que o iPad 2 porque sua bateria é maior, ocupando mais espaço.

No iPad mini não há mais espaço para aumentar a bateria. Seu tamanho reduzido e sua espessura fina são dois grandes atrativos, que não permitem expansão de hardware interno. E visto que provavelmente o design da segunda geração não mudará muito em relação ao anterior, é muito provável que a bateria não mudará.

Sendo assim, se a Apple decidir adotar a tela Retina, terá provavelmente que abrir mão da autonomia da bateria, que será consumida mais rápido por causa da tela com maior número de pixels. E anunciar uma autonomia menor (por exemplo, 6 horas) chamará muito mais atenção negativamente do que a possível melhoria de definição da nova tela.

É isso que está acontecendo com o novo Nexus 7, o tablet de 7 polegadas do Google. Ele traz uma tela de grande definição (comparável em resolução com a Retina do iPhone), mas a autonomia de bateria caiu de 10 para 6 horas em relação à geração anterior.

Enquanto não criarem um processador para tablets bem mais econômico em termos de consumo energético, a Apple terá que decidir se oferece aos seus consumidores uma tela de maior definição ou mais horas de autonomia. E visto que a bateria é uma das principais reclamações dos consumidores de dispositivos móveis hoje em dia, não parece ser uma decisão tão difícil de tomar.

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