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Grupo Vivendi passa a ter o controle acionário da Gameloft

O grupo francês de mídia Vivendi conseguiu tomar conta da maioria das ações da também francesa Gameloft, uma das empresas de jogos mais populares da App Store e do mundo de games para celulares. A expectativa entre as negociações se tornou destaque pelo fato da família Guillemot, fundadora da empresa, ser contra a aquisição.

Antes de tudo, é preciso contar um pouco da história dos personagens. A Vivendi é um gigante conglomerado de mídia. É dona da Universal Music, do grupo Canal+ (da França) e foi proprietária da brasileira GVT, antes desta ser vendida para a Vivo. Estava longe do mundo dos games desde que vendeu sua participação na Activision Blizzard, em 2013, e pretende agora voltar para este nicho lucrativo, mirando em uma das empresas mais populares do setor.

Michel Guillemot fundou a Gameloft em 1999, especializada na criação de jogos para celulares, em uma época que os telefones portáteis tinham telas pequenas, monocromáticas e de baixa resolução. Ganhou rapidamente mercado com uma variedade de títulos e foi uma das primeiras a investir no iPhone. Mas ela não é conhecida por criar jogos originais. Seus títulos ou são adaptações para celular de outros games conhecidos, ou são títulos com personagens licenciados, na qual eles pagam royalties, como é o caso do Minion Rush, um dos maiores sucessos da empresa (e que é fortemente inspirado em jogos do tipo endless run).

O irmão de Michel Guillemot possui uma história diferente. Yves Guillemot fundou a Ubisoft em 1986, se especializando em criar jogos originais para diversas plataformas. São deles as franquias Rayman, Assassin’s Creed e a série Splinter Cell. Há quem diga que o interesse principal da Vivendi é tomar conta da Ubisoft, que tem trabalhos bem mais amplos e consistentes que a Gameloft.

ubisoft

Toda essa introdução é importante para entender a briga toda. Os irmãos Guillemot não querem perder o controle de suas empresas, principalmente para a Vivendi. No caso da Gameloft, eles já perderam a batalha, depois que o grupo conseguiu na semana passada comprar ações suficientes para possuir mais de 50% da companhia, o que dá pleno controle para tomar decisões sem depender de outros acionistas. A Vivendi atualmente também tem participação na Ubisoft (17,73%) e já declarou querer tomar controle também dela. Seu interesse é, sobretudo, no potencial de espaço publicitário que ela pode vender nos jogos, que tem um retorno significante em termos de usuários.

Ainda é cedo para saber as consequências desta aquisição. A única coisa que sabemos é que, depois que a Activision Blizzard deixou de pertencer à Vivendi, seu valor de mercado aumentou 91% em apenas um ano. Também é importante lembrar que a mesma Vivendi, através da Universal Music, comprou briga com diversos youtubers ao bloquear indiscriminadamente vídeos que “poderiam” ter algo de sua propriedade. O caso mais famoso foi o de um grupo de crianças, que cantava inocentemente uma música do cantor Prince.

via Les Echos

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