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[review] Jogo Gangstar Rio surpreende pela qualidade nas referências sobre o Brasil

A convite da própria Gameloft, o Blog do iPhone experimentou o mais novo lançamento da empresa, o Gangstar Rio: City of Saints, ambientado totalmente na bela cidade do Rio de Janeiro. E ao contrário de outras adaptações estrangeiras que costumam usar estereótipos com o nosso país, o jogo é muito fiel em diversos detalhes, a ponto de impressionar qualquer brasileiro.

É preciso separar, antes de tudo, a proposta do jogo de qualquer associação política ou social. A série Gangstar é baseada no game Grand Theft Auto (GTA), em que o personagem principal comete crimes para realizar uma vingança. É cheia de palavrões e violência e isso acontece em todos os episódios (São Francisco, Miami e outros). O fato de ser no Rio talvez nos choque, porque toca em uma ferida real de nossa sociedade (a violência urbana, existente também em outras capitais, como São Paulo), mas o jogo apenas usa a cidade como cenário, sem a intenção de fazer referências ao mundo real.

E a Gameloft não se preocupou em apenas adaptar superficialmente o jogo para o ambiente carioca, mas fez com que tanto o cenário quanto os personagens tivessem um gostinho original brasileiro. O diálogo dos personagem é em inglês, mas claramente feito por brasileiros que fazem um sotaque carioca perfeito tanto nos nomes quanto nas gírias.

Quanto ao cenário, a ambientação ficou muito boa, captando muito bem a atmosfera da cidade. Copacabana, túneis, Pão de Açúcar, monumentos, Corcovado (com uma licença poética no Cristo Redentor, substituído por um jogador de futebol parando uma bola no peito) e até mesmo as favelas, com seus becos estreitos.


Referências como 171 nos orelhões ou os detalhes de placas de rua mostram o profundo trabalho de pesquisa no desenvolvimento do jogo

Ao entrar em um carro, as diversas estações de rádio tocam músicas que variam entre bossa nova, samba, latino e até mesmo funk carioca. Em um dos canais, uma entrevista entre um americano e um brasileiro dá uma aula de português, dizendo que não falamos espanhol aqui e ensinando alguns palavrões na nossa língua. Palavrões estes que recheiam também os diálogos dos personagens.

É uma pena o jogo não ter interação com o Game Center, mas ele tem algumas proezas próprias. Uma delas se chama “Zé Pequeno”, que é uma clara referência ao filme Cidade de Deus. Outra coisa que sentimos falta foi que ele não sincroniza o andamento do jogo com o iCloud, o que permitiria sincronizar a partida no iPhone e no iPad, por exemplo.

O objetivo do game é vingar o personagem principal, tentando descobrir quem tentou matá-lo. Para isso, ele deve fazer diversos serviços sujos para levantar as pistas necessárias, roubando carros, matando políticos e entregando drogas para policiais corruptos.

Você conta com objetivos fixos e alguns trampos, que podem lhe render algum dinheiro. Além disso, se você roubar um taxi ou uma lambreta de tele-entrega, pode fazer serviços extras que lhe dão dinheiro também, além de fazer você subir de nível e desbloquear roupas e armas.

Algumas características do jogo são bem convincentes. Por exemplo, se você está sendo perseguido pela polícia, basta subir o morro e se esconder na favela, pois eles não irão atrás de você (felizmente esta realidade está mudando no Rio de Janeiro). Ou também o fato de, se você deixar o seu carro aberto no meio da rua, não espere reencontrá-lo quando voltar.

Um excelente trabalho da Gameloft, com diversas referências que fazem os brasileiros se sentirem em casa (e não estou falando da violência). Sem sombra de dúvida, este é o jogo estrangeiro mais brasileiro já feito na App Store, que garantirá horas de diversão para qualquer fã do gênero. São $6,99 muito bem investidos.

O jogo Gangstar Rio pode ser adquirido na App Store argentina (link) que aceita normalmente cartões de crédito brasileiros. Tem versão Universal, o que significa que roda tanto no iPhone/iPod quanto no iPad.

Conteúdo original © Blog do iPhone

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iLex

Robô virtual que tem como missão organizar o site e ajudar leitores. De tempos em tempos ele desvirtua e tenta fazer outras coisas, mas nada que um hard reset não resolva.

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