dez 11

Associação de Livrarias quer que você pague mais pelo livro digital no Brasil

Escrito por iLex, às 11:24 - 11 de dezembro de 2012 121 comentários »

Quando eu comecei a trabalhar na área de publicidade, nos meados da década de 90, vi muitos profissionais do ramo perderem o emprego depois de anos de experiência. O motivo era claro, pelo menos para mim: a introdução do computador na publicidade, que fez desaparecer do dia para noite diversas funções que antes eram feitas manualmente. Quem não se adaptou ao computador, perdeu seu lugar no mercado.

Algo similar está acontecendo agora, com as livrarias nacionais, que querem negar o avanço tecnológico e tentam implementar, de forma burra e arcaica, uma maneira de atrasar o progresso digital. Na verdade, estão apenas adiando a própria morte.

Na semana passada, a ANL (Associação Nacional de Livrarias) divulgou uma carta aberta, onde pede que sejam tomadas providências para proteger os vendedores de livros impressos no país. Nela, é exigido que se regulamente a venda de livros digitais, nos seguintes termos (como aparecem na carta):

・Recomendamos estabelecer um intervalo de 120 dias entre o lançamento dos livros impressos no formato de papel no mercado brasileiro e sua liberação nas plataformas digitais.

Solicitamos que o desconto para revenda do livro digital para todas as livrarias e para as demais plataformas seja uniforme, possibilitando igualdade de condições para todos os canais de comercialização nesse novo suporte de leitura.

・Sugerimos que a diferença de preço a menor do livro digital para o formato impresso seja no máximo igual a 30%.

・Na hipótese de a editora ou distribuidora vender diretamente ao consumidor final, o desconto nos livros digitais não deverá exceder 5%.

Ou seja, elas querem que o livro digital não seja tão mais barato que o livro impresso, mesmo que neste não exista o custo de impressão e distribuição física, como existe no livro de papel, que já é bem caro, por sinal.

As livrarias digitais como iBookstore e Amazon são uma ameaça para as livrarias tradicionais? Sem dúvida. Mas este é o progresso e contra ele, não adianta ir contra. É inútil ficar dando murro em ponta de faca, criando regulamentos protecionistas que só atrasam o inevitável. As livrarias estão a favor dos seus próprios interesses e contra os do consumidor. E quando isso acontece, é morte na certa.

É como se os vendedores de CD fossem contra a iTunes Store facilitar a venda de música aos consumidores.

O que as livrarias tem que fazer é tomar vergonha na cara e se adaptar aos novos tempos. O livro digital é sim uma enorme facilidade, que só melhora a experiência do consumidor. Lutar contra isso é repetir a história. No final dos anos 90, a indústria musical tentou impedir o avanço tecnológico, obrigando o consumidor a comprar os já então arcaicos CDs. Com isso, nasceu o Napster e tantas outras formas de pirataria, pois não havia maneira mais fácil de adquirir legalmente suas músicas preferidas. A iTunes Store mudou a história e salvou a indústria, por apresentar um grande conforto para o consumidor.

Só queremos isto: conforto e preços justos. É tudo o que o consumidor quer para pagar feliz pelo produto. Quem lutar contra isto, estará criando um monstro.

Há muita gente que ainda prefere o cheiro do livro impresso e não troca ele por nada. O mais inteligente para as livrarias seria investir neste público cativo, dar mais atenção para ele. Mas ela, ao contrário, tenta impedir que o “novo público” (aqueles que hoje não leem livros, mas começarão a ler pela facilidade do formato digital) cresça e se desenvolva. Assim não tem como dar certo.

Livrarias, acordem. Ou vocês se adaptam aos novos tempos, ou irão agonizar até morrer. O mercado americano (que está bem mais avançado que vocês) está aí mostrando lições para quem quiser ver. Abram os olhos e aprendam enquanto é tempo. #ficadica

121 comentários »

  • Vítor disse:

    que povo idiota! Pq as editoras não simplesmente passem a ter versões digitais e impressas? Ao invés de atrapalhar o mercado digital, pq elas não entram nele?? Por favor… Ninguém merece, quando vc acha q tava indo tudo bem, o Brasil faz uma m****

    • Ednilson Rosa disse:

      Calma lá! Não é “o Brasil”. É apenas uma Associação de Classe que está (burramente) defendendo seu mercado. E isso não é exclusividade do Brasil: ocorre no mundo inteiro. O que esperamos é que o Governo não entre nessa (duvido que Dilma concorde com algo assim)…

      • Marck disse:

        Concordo plenamente, pois qd passar a ser o Brasil a coisa vai ficar feia, ou o governo vai querer ganhar uma fatia do bolo ou nao sai nada
        No meu ver nao e interesse do governo permitir a “culturização” do Brasileiro, só assim eles vão continuar sendo reeleitos
        Ja é historico o governo apoiara quem pagar mais e lhe der mais beneficios, pois nossos governantes nao governam para o povo….

    • Marcos Chomen disse:

      O mercado vai mudar…. O preço do livro digital lá fora é bem mais barato do o impresso (por razões óbvias). Não é para menos que a Amazon demorou tanto para entrar, entendeu porque? As grandes vão aterrisar e mais…. O escritor escolhe o preço de venda sem Editora! Deem uma olha http://www.bookbaby.com

  • Jorge disse:

    Há um erro de digitação no (excelente) texto: as medidas são protecionistas, e não protencionistas.

  • TheJapa disse:

    Deixa eu entender.

    A ANL mandou uma carta em PDF protestando contra o e-Book?

    Muito coerente.

  • Ednilson Rosa disse:

    A história se repete. Ao invés de olhar pra frente e buscar novas oportunidades, tem gente que se agarra ao passado e não consegue se desvencilhar dele. Vide as histórias de outrora grandes indústrias que não conseguiram pegar o bonde da modernidade, como Remington e Olivetti (grandes fabricantes de máquinas de escrever) ou a Kodak e a Polaroid (grandes potências passadas na fotografia “analógica”)…

  • Lauro disse:

    Isso só incentiva a pirataria …
    Esse pessoal deveria lembrar que o livro digital evita o corte de muitas árvores, contribuindo também para amenizar o aquecimento global.

  • Taiolor Morais disse:

    Sustentabilidade! Vamos incentivar a pratica e a cultura do mundo digital.

  • Mvcmendes disse:

    As livrarias sempre roubaram no jogo e ganharam horrores se aproveitando da falta de opção do consumidor. Livros são isentos de impostos, mas comparar preços entre a Amazon e as livrarias daqui é o suficiente pra qualquer um entrar em depressão.

    Quem compra livros relacionados a arte e design sabe. Comprar lá fora e pagar o frete geralmente sai menos da metade do preço do que comprar aqui.

    Essa carta aberta é o mais óbvio sinal de que eles sabem que acabou a festa. Agora os consumidores vão poder pagar preços justos pelo conteúdo. E isso é péssimo pras livrarias.

  • Israel disse:

    Isso ai, parabéns pelo artigo iLex.

  • Binho Andrade disse:

    Parabéns pelo texto inteligente!

  • Dorinha disse:

    Eu sou uma das que ainda prefiro ter um bom livro ( não virtual) para ler, gosto de sentir o papel de preferencia do boa qualidade, admirar uma capa, e impressão feita, e na minha opinião acho mais confortável aos meus olhos ler o real do que o virtual, pelo qual fico cansada após algum tempo de leitura, e gosto de olhar para os meus livros alinhados na estante.
    Mas acho mais do que certo que os livros digitais sejam eles mais baratos, aliás livros no Brasil são muito caros, seria justo as editoras, gráficas e tal reverem isso, e tornar tudo mais compatível com a realidade.
    ;)

  • Lincoln disse:

    Interessante.. não acho que os livros impressos acabarão por causa dos livros digitais… eles poderiam muito bem vender os dois juntos, afinal em casa sou muito mais folhear um bom livro físico… mas em uma viagem sou mais um digital… enfim… uma questão de estratégia que determinará a sobrevivência – ou não – das livrarias.

  • Algus Helm disse:

    Os dois podem coexistir… há muita gente que prefere o livro impresso ao digital…

  • João Pedro Vianini de Paula disse:

    Se continuar assim, todos vão recorrer à pirataria.

  • Felipe Teodoro disse:

    Parabéns pelo texto iLex, muito bom.

  • Andrey Lanhi disse:

    A verdade é que o computador vem tirando o emprego de muitas pessoas a muitas décadas….

    Entendo que a associação está exagerando, mas existem muitas famílias por tras das editoras e livrarias…. Sei que o motivo desse alarde não é tão nobre, mas isso é um fato !

    Abraço BDI !

  • Vinicius disse:

    Desnecessário isso q estão fazendo, eu prefiro o livro físico e não vou trocá- lo pelos digitais!

  • SamuEX disse:

    É… pelo visto ainda tem gente que odeia a evolução e a tecnologia, protegendo o pobre, superficial, preguiçoso e tolo argumento de que ambas “matam” empregos.
    Mudem ou sofram como a Kodak.

  • thyago disse:

    Parabéns BDI,texto perfeito! Concordo plenamente.

  • Hugo disse:

    Excelente colocação!

    Uma sugestão, no trecho:

    “Mas este é o progresso e contra ele, não adianta ir contra”, que tal:
    Mas este é o progresso, não adianta ir contra.

    Abs.

    • Vitor Sá disse:

      Ia falar sobre o mesmo trecho, também pode ficar assim: “Mas este é o progresso e contra ele, não adianta ir.”

      OBS: Está no segundo parágrafo.

      Sobre a noticia, é triste ver uma associação tentando, simplesmente, impedir algo após a sua realização. Já esperávamos estas lojas a um bom tempo, ninguém foi pego de surpresa. Se queriam impedí-las, podiam ter começado essa luta bem antes…

  • Pedro HH disse:

    Comecei a comprar livros virtuais depois do serviço porco, digamos assim, das livrarias da minha cidade. Os livros para vestibular, como as obras de Jorge Amado, que eu mais procuro, estavam toda vida em falta pois encomendavam poucos livros, que esgotava fácil. A única coisa que se importavam em vender eram esses romances que viram modinha como 50 tons de cinza e Crepúsculo, que fazem até torres desses livros. Conferi na iBook Store e tinha toda a coleção de Jorge Amado e outros livros bons. E depois que eu vi que mesmo a Apple Store ser a mais cara do mercado de livros digitais, eu continuo pagando menos que eu pago com livros impressos. Vejo que os benefícios são muitos para ter um livro digital, principalmente em um Tablet.

  • João Vítor Passos disse:

    Nossa… Que povo inútil! O mundo evolui e no Brasil, o pessoal querem retardar o avanço da tecnologia… Como eu sempre digo: “Moramos no BRASIL. O pais atrasado!”

  • George disse:

    Ótimo texto!
    Mas não irei imprimir, igual as livrarias querem!

  • MacSuporte.com disse:

    iLex, Parabéns pelo artigo. Mas eu devo dizer que achei você muito radical na sua matéria: “O que as livrarias tem que fazer é tomar vergonha na cara…”.
    Eu acho que todos tem o direito de lutar pelo seu e defendo totalmente o direito das livrarias de lutarem pelos deles. (não tenho livraria, nem conheço alguém que tenha, só para deixar claro).
    Concordo que estão fazendo da forma errada. Ao invés de frear o novo, a inovação, eles deveriam lutar por menos impostos em toda a cadeia produtiva do livro, barateando o livro na prateleira.
    Toda a mudança gera desconforto e é normal a luta contra a mudança. É só lembrarmos que nos EUA, quando se acabaram com os frentistas dos postos de gasolina, houve protesto. No brasil, quando quiseram acabar com as empacotadoras dos supermercados, gerou protesto (que ocasionou em uma lei obrigando a permanencia delas).
    Então, não se revolte tanto com a tentativa dessa associação de proteger “os seus”… não os chame de “burros”… você é certamente muito safo que a maioria deles e entende muito bem as mudanças tecnológicas… eles talvez não!
    Um grande abraço de um grande fã do seu site. Continue nos brindando com excelentes posts que só você sabe fazer!

  • Christian Costa disse:

    Ótimo artigo, parabéns!

  • Fernando disse:

    Quando li um dos termos que mencionava o intervalo de 120 dias, disse a mim mesmo: isso não pode ser verdade!

  • Samantha disse:

    Embora eu ame um livro físico, no qual eu sei que estou tocando – e posso sentir o cheirinho das páginas -, esta atitude foi totalmente desnecessária. Eu continuaria a comprar livros, acho uma experiência mais vívida estar com eles presentemente. Um livro digital nos permite levá-lo a qualquer lugar sem carregar muito peso, mas nunca, pelo menos para mim, substituirão os impressos!

  • Ismar disse:

    Eu trabalho na área gráfica/publicidade deste 1984, montei muita arte com fotocomposição, linotipo e por aí vai, até que tive a oportunidade de sentar de frente para um PC 386 com PageMaker e Corel instalados e tudo em ingles, foi quando comecei a dominar essa nova linguagem, eu felizmente não tive problemas mas pude ver muitos outros companheiros indo embora.

    O livro digital é a palavra final, o livro impresso só vai ficar para os saudosistas mas quando ele tiver a primeira experiência com livro digital ele vai gostar, é a mesma coisa que hoje você tentar ver um filme em VHS e tentar rever uma cena, sendo que em DVD é muito mais prático, sem contar quando chegar no final ter que aguardar a fita voltar no começo, não tem condições, o livro digital é muito mais prático e interativo e também quem conhece o processo para montar um livro dentro de uma gráfica sabe que dá um puta trabalho, são centenas de pessoas trabalhando e muitos equipamentos caros e que dão despesas e manutenção, enquanto que praticamente um profissional só pode diagramar um livro e ele já está pronto para ser convertido para leitores digitais.

  • Marcos disse:

    Nunca fiz um comentário nesse Blog, mas agora entendo que vale a pena. Concordo em gênero, número e grau com a matéria. Livros digitais são o futuro, incluindo aí os didáticos, para uso em sala de aula, com a possibilidade de proporcionar e agregar outras experiências, que são impossíveis com o livro impresso. Um simples exemplo é o acesso imediato ao dicionário e a páginas na web. Lutar contra o progresso é insano, pois a demanda por livros digitais já está em franco crescimento. Entendo, também, que os livros digitais devam ser lançados ao mesmo tempo que os livros impressos. Quem gosta do livro impresso, vai continuar gostando. Não justifica esse grupo receber o livro antes dos que preferem o livro no formato digital.

  • Hadrianvs disse:

    Muito interessante o texto. Moro fora há algum tempo, como também tenho e-reader há bastante, nem por isso as livrarias sumiram em França, Portugal, Espanha, Itália, etc. Realmente, acho que a grande preocupação das Livrarias no Brasil é perder a grande margem de lucro que tem. Nunca consegui entender os preços praticados no Brasil. Sempre me senti roubado. Hoje, compro muitos livros digitais, como também, compro com frequência, livros impressos.

  • zigfrid disse:

    Acho que as empresas estão pensando assim.

    Diminuir os salários dos funcionários, é uma opção, mas se já recebem pouco teriam que demitir.

    Diminuir o lucro obtido para manter o negócio está fora de cogitação, vamos bater panela, e usar os funcionários de escudo, junto com meios “legais” para manter o lucro sobre obras dos outros.

    ————-
    Investir em outros modelos de negócio ou na satisfação do cliente é o de menos, afinal eles tão fazendo um favor nos trazer livros de “qualidade” a “preços acessíveis”.

  • Alex disse:

    É a Lamborghini vs o Cadillac, sem mais. Alguns gostam do vintage (impresso), outros preferem a evolução Tecnológica, potência, desempenho, facilidade, (digital) e outros tantos adjetivos que poderia ficar citando aqui a tarde inteira. Custa respeitar isso ANL? RESPEITEM o consumidor e parem de querer IMPOR uma “ditadura do livro impresso” no País. Deixem que nós mesmos escolhamos o queremos pra nós, não vocês! Ou é como o iLex falou: apenas adiarão a guilhotina, mas não se livrarão de ter a cabeça decepada…

  • Dilmar Ribeiro disse:

    Adorei o artigo. Por essa razão continuo comprando meus livros na Amazon US, pois mesmo em Dolar + IOF, os preços são mais baratos que nas lojas brasileiras. Continuarei a ler em inglês,infelizmente pois adoro minha língua. Um absurdo um livro digital custar o mesmo que a versão impressa.

  • Lancelost disse:

    Ainda digo mais, vendas em dobro para varios dos clientes.

    Sim, tem gente que gosta do digital mas tambem gosta de ter o fisico na estante, e compra os dois. Ou entao gosta tanto do livro que compra as duas versoes pra ajudar o autor, ou porque quer ter todas as versoes.

    Vide o livro do Nerdbooks do jovemnerd, “Branca dos mortos e os 7 zumbis”, que eles colocaram no kindle e vendeu muito, sendo que a maioria das vendas sao de pessoas que JA TEM o livro físico (que por sinal, tem um cuidado fantastico)

    Acordem editora! As editoras pequenas estão acordadas e entrando com tudo no livro digital!

  • Brunno disse:

    Excelente texto iLex, você disse tudo. Concordo plenamente!!

  • RodrigoSamuel disse:

    Rá!

    Adoro ver quem sempre nos fu**u se fud**ndo!!!

    Agora só faltam as montadoras de veículos, as construtoras, os bancos, a indústria farmacêutica, as operadoras de planos de saúde, os grandes fazendeiros, o cara do suco de laranja, as petrolíferas… xiiii… a fila é grande.

    • zigfrid disse:

      bota uma boa parte dos políticos na frente nessa lista

      • Rodrigo Samuel disse:

        Não coloquei os políticos na lista porque eles não merecem estar nesta lista.

        COMO NÃO??????! Você se pergunta.

        Quem dá aos políticos o poder que eles tem? Quem os coloca na posição privilegiada onde eles podem fazer tanto o bem quanto o mal? Quem? R: O Povo!

        A culpa é de quem os coloca lá.

        Se o povo não fosse BURRO e deixasse essa BURRICE de votar no “menos pior” ou no “mais simpático” ou naquele que vai pagar mais pelo voto, nenhuma político corrupto teria a chance de se tornar um governante corrupto.

        A culpa da existência da corrupção é do povo, não dos políticos que ocupam cargos públicos.

        É triste, mas é a absoluta verdade.

  • J.Lucas disse:

    Eu entendo o lado deles: foi como na época da substituição dos blocos de pedra pelo papiro – a galera das pedreiras urrando horrores, que as famílias deles iriam morrer de fome… E na época da impressão de livros? Os copistas fazendo passeatas porque (iriam perder seus empregos) iria se perder a beleza dos livros manuscritos. É o mesmo agora: as crianças não podem deixar de carregar (como se o fizessem…) mais de 5 kg de livros para as escolas, pois elas vão ficar fracas, sem aquele pequeno peso na mochila, ao invés de usarem um tablet de menos de 350 g! Mas os livreiros estão só preocupados com nosso bem estar… Então tá!

  • Thiago Pimentel disse:

    Tenho pena desses coitados que não procuram maneiras inteligentes de evoluir junto com o mundo.

  • Chico Esfirra disse:

    A matéria do iLex é perfeita!
    Assino embaixo!

  • Uarle Pereira disse:

    Parabéns iLex ótimo artigo.

  • Giulliano Adami disse:

    Parabéns iLex. Ótimos argumentos e excelente colocação para com o assunto.

  • Daniel Belo disse:

    A única razão que vejo em comprar o livro físico ao invés do ePub é se, ao comprar o livro físico, eu pudesse baixar uma cópia gratuita do ePub. Por que eles não fazem isso?

    Eu já escanei e converti em texto dois livros sobre ortodontia. Ficou bom pra caramba… Deu trabalho pra caramba, mas pra ter o livro no bolso, valeu o sacrificio…

  • C.J.Ferraz disse:

    OK.
    É só vender os livros em português, dentro de um “site” ou serviço internacional sediado no exterior.
    E aqui, que se afoguem no atraso.

  • Diego disse:

    É normal do capitalismo. Algumas empresas acabam fechando por não acompanharem a evolução da tecnologia.

    Por outro, também entendo a posição deles. Eles sabem que o mercado de livros de papel será afetado, especialmente as livrarias de rua, que costumam cobrar mais caro que as lojas online. Nos EUA, a Borders, uma grande rede de livrarias, faliu.

    Aqui pode acontecer efeito semelhante.

    Eu sinceramente espero que a iniciativa deles não vingue, porque tenho um Kindle Touch. Quanto mais baratos os livros, mais leitores existirão.

  • Marcos disse:

    Entendo o sentimento dos grades empresários da indústria dos livros de papel, é muito ruim ver tudo pelo que você investiu tornando-se obsoleto. O mercado dos livros físicos está caindo, mas ainda é forte, ao invés de tentar impedir o avanço, eles devem se adaptar a ele, entrando no mercado oferecendo o livro de papel como alternativa, e, aos poucos, com o avanço da tecnologia, acabar com o livro de papel, pois este não é muito ecológico.
    Esta, para mim, foi uma atitude desesperada de um moribundo, espero que os grandes empresários pensem melhor no que fazer, senão, não vão sobreviver.

  • Beaguinho disse:

    Livro digital tem que ser mais barato além de não gastar papel. Eu nao costumo ler livros, mas já estou criando o hábito graças à iBook Store.

  • Victor disse:

    Isso só confirma o desespero deles quanto ao fim iminente. O que vai ter de gráfica fechando as portas…

  • Fernanda disse:

    Eu particularmente gosto dos dois formatos, impresso e digital.
    Acho mesmo é que as editoras deveriam incluir a opção do livro digital na venda do impresso, talvez por um pequeno acréscimo no $$, já que pagamos tão caro por eles, não seria nenhum absurdo aos amantes do livro impresso, acabar tendo o digital como uma opção, assim como aqueles que estão começando a ler pela facilidade do formato digital, podem também passar a se interessar pelos impressos.
    Não é um mercado que precisa acabar, mas dois que podem crescer, se optassem pela união das coisas.

  • Marcos disse:

    Concordo 100% com o artigo. Antes se gostasse de uma música tinha que anotar e comprar CD inteiro por R$40 . Ou eu não comprava ou baixava música grátis pelo shareaza. Desde a chegada da iTunes store sempre que ouço e gosto de uma música baixo na hora, por 2 reais , não perco tempo procurando, não me preocupo com vírus e ainda fico feliz de estar dentro da lei e contribuído com o artista. E aínda pago o iTunes match e vale muito a pena. Vale lembrar que vc encontra facilmente livros escareados ou em PDF gratuitamente, e publico que usa esses livros já foi perdido pelas livrarias, e só vai migrar pra livros digitais se o preço não for alto. Alias pra quem como eu gosta de quadrinhos, o iPad é muito bom.

  • Antonio Marques disse:

    Essa palhaçada só acontece no Brasil, ou essa medida das livrarias aconteceu em outros países? Nossa…aqui no Canadá tá cheio de livrarias e sempre tem gente…eles apresentam umas promoções bem legais, cartões de associados, bugigangas de brinde…eles se adaptaram muito bem. Já comprei livros tanto digitais quanto impressos.
    Isso é se adaptar!!!!!!

  • Leonel Passos disse:

    Aplausos. Agora o que dá raiva, é ver que assim é o certo, e estão fazendo tudo errado, e ainda não poder fazer nada, por isso que dá vontade de mandar todo mundo ir tomar no **

  • Elton disse:

    Caraca!
    Há tempos eu não lia um artigo tão bom!
    Parabéns hein iLex, acordou inspirado hoje! rsrs…

    E concordo plenamente com o texto! Ótimos argumentos!

  • Marcus Malacarne disse:

    Pra não perder o costume, são os dinossauros tentando enfiar “goela a baixo” da população, o arcaico modelo de negócios, a fim de impedir o progresso.
    É mais fácil apelar para o protecionismo do que evoluir.

  • Jonas disse:

    Eles estão defendendo seus negócios, até posso entender isso, mas lutar contra o avanço da tecnologia é andar para trás sem olhar.

  • thiago disse:

    Exemplo: Eu compro vinil até hoje, porque eu curto, e diversas outras pessoas também o fazem mesmo tendo as opções de compra digital e CD (que este sim irá morrer em breve).

    Com o livro será a mesma coisa, quem é fã e curte o cheiro (tipo eu) e quer folhear ler e etc, vai continuar comprando, e os outros que são da geração MP3 vai comprar livros digitais, não adianta, é o progresso.

  • Iago disse:

    Só não façam igual à Editora Saraiva, colocando seus livros digitais MAIS CAROS do que os impressos. Isso é, no mínimo, uma afronta ao Código de Defesa do Consumidor.
    Sempre gostei de adquirir livros, para estudo ou não, mas alguns fatores sempre me impediram de investir mais.

    É um pouco complicado conseguir espaço para guardar muitos livros, sem contar que prefiro não deixá-los expostos ao sol e à poeria por motivos óbvios. Isso não é problema, para livros digitais, visto que a princípio sua biblioteca está toda na nuvem, disponível aonde você estiver. Guardo um back-up pessoal de tudo o que compro na iTunes Store, não confio completamente no iCloud para isso, tendo em vista que eles podem deixar de disponibilizar o conteúdo a qualquer hora se perderem a licença. Ainda assim, espaço de armazenamento, principalmente para livros, não é um problema.

    Outra questão importante é o desgaste natural dos livros impressos. Não existe coisa pior do que você folhear um livro que comprou há algum tempo e notar que as páginas estão começando a amarelar. Isso acontece mais rápido ainda se for um livro que você lê muito. O livro digital sempre vai estar perfeito, sem desgastes.

    Negar o avanço da tecnologia e do modo de agir das pessoas é simplesmente ridículo.

  • Max disse:

    Argh, me dá nervoso essa tendência brasileira pelo protecionismo. Empresas tentam a todo custo criar regras e leis para se protegerem, pouco se importando se o consumidor está se beneficiando disso.

  • Marcelo França disse:

    iLex, Parabéns pelo artigo. Mas eu devo dizer que achei você muito radical na sua matéria: “O que as livrarias tem que fazer é tomar vergonha na cara…”.
    Eu acho que todos tem o direito de lutar pelo seu e defendo totalmente o direito das livrarias de lutarem pelos deles. (não tenho livraria, nem conheço alguém que tenha, só para deixar claro).
    Concordo que estão fazendo da forma errada. Ao invés de frear o novo, a inovação, eles deveriam lutar por menos impostos em toda a cadeia produtiva do livro, barateando o livro na prateleira.
    Toda a mudança gera desconforto e é normal a luta contra a mudança. É só lembrarmos que nos EUA, quando se acabaram com os frentistas dos postos de gasolina, houve protesto. No brasil, quando quiseram acabar com as empacotadoras dos supermercados, gerou protesto (que ocasionou em uma lei obrigando a permanencia delas).
    Então, não se revolte tanto com a tentativa dessa associação de proteger “os seus”… não os chame de “burros”… você é certamente muito safo que a maioria deles e entende muito bem as mudanças tecnológicas… eles talvez não!
    Um grande abraço de um grande fã do seu site. Continue nos brindando com excelentes posts que só você sabe fazer!

    • iLex disse:

      Só para alinhar algumas coisas, o texto em nenhum momento chama ninguém de “burro” e sim a forma como está sendo feito. Sugiro ler com mais cuidado o texto, para corrigir os diversos equívocos que você teve na interpretação dele.

      Eu continuo achando que “defender o direito” de uma coisa que está fadada a sofrer fortes mudanças nos próximos anos é sim uma forma burra de sobrevivência. Comecei o texto dando um exemplo prático de que a solução é se adaptar, não tentar interromper o progresso em detrimento de todos.

  • André Silva disse:

    Por que fui nascer nesse país de gente corrupta? Já não basta pagar o valor de um carro de luxo numa carroça que não vem nem com os tapetes inclusos, agora tenho que pagar por algo que não levo, pago pelo papel, a impressão, mas levo o formato digital. Isso é Brasil…

  • William F S disse:

    É uma questão de escolha.
    Livro da Estante para o Dispositivo é sim um ótimo avanço.

    A minha escolha é comprar livros enquanto houver em loja.
    Gosto de lotar a estante.

    Hoje em dia o material esta sendo recolhido…
    …e isso é muito importante para todos.

  • Guilherme D disse:

    E a ANL esperou 120 dias pra publicar a carta em formato digital? Se defendem tanto o papel, façam tudo em papel e só depois de 120 dias passem para digital. Quero ver fazer isso no site, twitter, facebook, email… :)

    “Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço”, né?

  • Dexter disse:

    Só no Brasil pra ter um “jurássico” que não aceite que a era digital chegou. E venhamos, ridículo tal pensamento e argumentação da tal carta. Viva o Brasil rsrsrs, é por essas e outras que tenho vontade de ir mora até na Argentina rsrsrs.

  • Bruno disse:

    Comprei meu primeiro livro digital esses dias: Bourdieu & a Educação no Google Play Books.

    Paguei 18 reais, cerca de 60% do valor do impresso. Mas não posso dizer que fiquei satisfeito. O formato que comprei me obrigava a ler o livro no navegador ou em letras de baixíssima resolução no IPAD, tão ruins que eram quase ilegíveis.

    Não tinha a liberdade de sequer grifar, copiar e colar e fazer notas no livro que comprei legalmente! Um absurdo! Para romances tudo bem, mas como que pesquisadores que compram eBooks podem usufruir de alto TÃO limitado?

    Mas muito tenho a agradecer ao iLex. Lembre de um post bem antigo dele que ensinava a quebrar a proteção dos livros comprados por meio do software Calibre + plugins. O macete funcionou.

    Consegui o livro em PDF sem proteção. Porém, era aquele PDF em que as páginas eram imagens, ou seja, ainda não conseguia grifar, copiar e fazer notas.
    Por sorte descobri que o Adobe Acrobat tem um reconhecedor de caracteres e “transformou” as imagens do PDF em caracteres onde posso selecionar, grivar, anotar e etc.

    Por fim, mandei o arquivo para meu iPad no excelente software PDF Expert e consegui dar uso completo ao livro que comprei.

    Nesse processo todo gastei 3 horas de pesquisa e tentativa e erro de softwares diferentes. A dica do iLex foi a única que funcionou, obrigado.

    Não pretendo efetuar a compra de um eBook novamente no curto prazo. A liberdade ao se comprar um eBook é jogada no lixo. Veja bem quantas coisas perdemos ao comprar um eBook:

    - Não se pode emprestar o livro;
    - Não se pode vender o livro;
    - Não se pode grifar o livro;
    - Não se pode anotar no livro;
    - Não pode colocá-lo na prateleira ao lado da coleção conquistada com muito suor! :-) ;
    - Não se pode sequer DOAR o livro pra alguém ou alguma instituição que precise dele.

    Será mesmo que o preço mais baixo justifica? Em minha modesta opinião, não.
    Sempre terei espaço aos livros em papel.

    • Rakdos disse:

      Também não gosto de ter meus livros pessoais em formato digital. Para mim, os livros são a porta para fugir um pouco dos monitores, telas e teclados.

      Vejo maior potencial para os livros digitais na área acadêmica, pois acabamos por acumular muitos livros de referência ou adquiridos para pesquisas em específico, que depois não viram uma peça para expor na coleção, mas sim um estorvo para socar em algum armário. Nesses casos prefiro ter eles socados em alguma estante do iBooks.

    • Alexandre disse:

      No kindle, você pode sim grifar e anotar no livro. É questão de solicitar essas funcionalidades nos outros softwares. Nele tem um esquema de emprestar o livro também, mas acho que só pros EUA.

      Agora, não poder colocar em prateleira, pra mim é vantagem.

    • Rodrigo disse:

      Aconselho vc comprar um e-reader para saber q todos os seus argumentos estão errados, infantilmente errados. Vc apenas não sabe.

      O DRM algo inventado para bloquear a copia venda doação etc é facilmente retirado.

      Vc ficaria surpreso o quanto mais se faz com milhares de livros nas suas mãos em segundos em qualquer lugar q vc vá. Tem muito mais coisa que vc nem sonha.

  • Rakdos disse:

    Impor preços altos aos livros digitais não fará os consumidores comprarem o livro impresso, mas sim procurar as cópias digitais ilegalmente.

    Faço questão de ter meus livros de entretenimento impressos, mas ter a versão digital dos meus livros acadêmicos no iPad facilita muito a minha vida. Assim como eu, acredito que muita gente não irá deixar de consumir os livros impressos, mas passarão a procurar downloads gratuitos pela internet.

  • Overlord disse:

    “Ou seja, elas querem que o livro digital não seja tão mais barato que o livro impresso, mesmo que neste não exista o custo de impressão e distribuição física, como existe no livro de papel, que já é bem caro, por sinal.”

    Isto resume tudo.

    Até hoje, não consigo entender como os livros digitais ainda são tão caros no Brasil em comparação com os impressos.

    Posso estar enganado mas, que eu lembre, os custos dos insumos (papel, tinta), da impressão, armazenamento e distribuição constituem a maior parte na produção de um livro.
    Um autor ganha “merrecas” por um livro.

    Duvido que, em livro digital, o autor ganhe mais… então, porque a diferença de preço entre um livro digital (que não possue estes custos) e o tradicional é tão pequena?
    Quem está embolsando esta diferença?

  • @luvialca disse:

    Nos EUA, a Barnes & Nobbles (é mais ou menos isso) precisou fechar várias lojas e quase falir para depois tomar vergonha na cara e lançar um e-reader. Mas aí já é tarde. O que era a maior rede de livrarias dos EUA se tornou apenas um pequeno coadjuvante no novo mercado dos livros digitais.
    As livrarias brasileiras têm isso como exemplo, mas dormiram no ponto. Será que o pessoal das livrarias e da ANL não lê?! Não acompanham seu mercado a nível mundial? As tendências?
    Isso se chama choro dos incompetentes, isso sim.
    A diferença é que, nos EUA, a Barnes & Nobbles não foi chorar para o governo. E se tivesse ido, ouviria o seguinte: “livre mercado, filho!”
    Espero que a Dilma diga o mesmo aqui no Brasil.

  • Lula M disse:

    Eu só compro e-book usado! :)

  • João Melo disse:

    Essa associação poderia se organizar e importar um e-reader de qualidade.
    Aumenta o volume importado el preço reduz. E cada livraria venda o e-Bokk como quiser.

  • Alan Gabriel K disse:

    Gostei da parte do ”Na verdade, estão apenas adiando a própria morte.”

  • Papo Reto disse:

    Excelente matéria!!
    Hoje em dia eu prefiro muito mais ler livros digitais e como leio em ingles compro a maioria dos livros na Amazon, se for ebook custa em média 10 dolares!!!! Isso é um sonho! Mas se não tem em ebook eu compro pelo correiro mesmo.
    Amei ver as gravadoras sanguesugas falirem! Espero que nossas livrarias nojentas q só querem saber d vender best seller d alienado não se adaptem e tomem o mesmo caminho das gravadoras!

    E VIVA A ERA DIGITAL!!!!!

  • Claiton Knoth disse:

    Essa é uma discussão antiga. Desde a revolução industrial que entidades de classe tentam proteger a sua hegemonia. Na época o tipografo era a profissão mais bem paga do planeta, hoje não existe mais. É preciso nos adaptarmos a nova realidade, senão o mundo nos atropela. Os livros digitais são inevitáveis. Criar barreiras financeiras ou protecionistas só farão que o nosso pais fique mais atrasado em relação ao resto do planeta.

  • iRon disse:

    Adeus mofo e traças, olá quartos e gavetas espaçosas.

  • Jean disse:

    iLex,
    Você está com toda razão. O que eu venho percebido é que a diferença de preço entre um livro no formato digital e impresso não é tão significativa. Sempre questionei o porquê, tendo em vista que o custo do livro se resume praticamente no pagamento da editora ao autor do livro dos seus direitos autorais. Sei que estou simplificando a coisa, mas, venhos e convenhamos, que a logística para distribuição de livro físico não se compara com a do livro digital, colocando como exemplo, que um único arquivo digital pode ser encaminhado para milhares de pessoa ao mesmo tempo se quiser, enquanto que o livro físico precisa de transporte, estocagem e etc…
    VIVA A REVOLUÇÃO DIGITAL!!!

  • Jean disse:

    iLex,
    Você está com toda razão. O que eu venho percebido é que a diferença de preço entre um livro no formato digital e impresso não é tão significativa. Sempre questionei o porquê, tendo em vista que o custo do livro se resume praticamente no pagamento da editora ao autor do livro dos seus direitos autorais. Sei que estou simplificando a coisa, mas, venhos e convenhamos, que a logística para distribuição de livro físico não se compara com a do livro digital, colocando como exemplo, que um único arquivo digital pode ser encaminhado para milhares de pessoa ao mesmo tempo se quiser, enquanto que o livro físico precisazvbsb de transporte, estocagem e etc…
    VIVA A REVOLUÇÃO DIGITAL!!!

  • MACarrones disse:

    Senti que essa associação de livrarias está com o mesmo desespero que as antigas lojas de LP’s ou mesmo que as antigas Kodak e Polaroid diante das câmeras digitais.

    Mas confesso que não tenho pena. São porcos gananciosos e dá pra ver pelo texto da tal Carta Aberta que pouco se preocupam com o cidadão.

    Como podem cobrar o mesmo preço por um livro digital ?

    Que se afoguem na sua mesquinhez.

    Fico triste apenas pelos trabalhadores que irão sucumbir. Mas prefiro crer que outros empregos serão gerados.

    Enfim, o mercado é implacável.

    E alguns insensíveis como esses são devorados com mais apetite ainda.

    Meu único remorso é ter demorado tanto !!!

  • Valdir disse:

    AHhahahahahah é risível esta carta, meu deus… que infelicidade desse pessoal.

    Não tem como lutar contra a tempestade.

  • Alexandre disse:

    Tenho comprado muito mais, mas muito mais mesmo, livro digital que o impresso, especialmente agora que temos livrarias eletrônicas brasileiras. Sem dúvida é uma oportunidade para as livrarias, jamais um retrocesso. Agora se começarem a vender mais caro, ainda que mais barato que o impresso, não reclamem que o povo brasileiro lê pouco. No Brasil tudo é mais caro. Assim, não há procura que possa desafiar a oferta. A inflação é apriorística. Esses caras, especialmente o dono da livraria cultura, um cara tão jovem, precisa acordar e parr com esse medo. Não é necessária mesmo essa reação!

  • HEBERT JORGE disse:

    Assino embaixo iLex… O lob das livrarias será forte mas o tempo dirá quem está certo!

  • Frederico disse:

    Em minha opinião o problema das editoras brasileiras se denomina incompetência. Vou dar dois exemplos: Recentemente me cadastrei em uma determinada editora para comprar um livro. Primeiro tinha que baixar no computador e depois passar para o ipad. Acabei baixando para o computador, mas não conseguir transferir para o Ipad. Escrevi reclamando e a resposta foi uma enrolação so. No final perdir 40,00 reais. Digitei o nome do livro no Google e baixei o tal livro em pdf (em cinco minutos!), sem pagar nada a niguem. Em outra situação, uma determinada revista que gostava de ler. Comprava a tal revista semanalmente. Com o novo ipad, tela retina, escrevi a revista solicitando uma atualização. Até hoje espero a resposta! No final parei de comprar a revista. Hoje compro cerca de dez livros por mês na livraria da Apple. Porque? Porque é facil e agradável! Basta apenas um clik!

  • Anderson disse:

    É impossível deter a marcha do progresso, no máximo vão atrasa-lo!

  • Bruno disse:

    Ah, Napster!!!
    Bons tempos era aquele. :-P

  • Rodrigo disse:

    e pior estão vendendo os PDFs dos livros mais caros q o impresso, com uma simples busca no Buscapé vc acha a diferença. FIQUEM ESPERTOS

  • Padusp disse:

    o artigo mostra além de desrespeito com quem trabalha na cadeia do livro, completo desconhecimento sobre o tema, sou contra qualquer tipo de regulação de preços que não seja o próprio mercado e tenho testemunhado o aumento da venda dos livros físicos, o que mostra que esse formato ainda agrada e não deve morrer tão cedo. muitos que compram o livro digital são os mesmos que copiavam ilegalmente os livros nas copiadoras e realmente nunca se importaram com o futuro das livrarias que sempre penaram pra sobreviver num país que pouco valoriza a cultura. Prefiro acreditar que os dois formatos vão coexistir e o livros impressos vão estar aqui pra testemunhar muitos blogs como este surgirem e desaparecerem ao sabor dos modismos.

  • Filipe disse:

    Nada haver comparar música e filmes com livros. Quando a bateria descarrega, tudo bem se não puder mais ouvir a sua musiquinha do restart, agora quero ver com q cara você vai ficar se precisar fazer uma consulta no seu e-book durante uma prova de direito do consumidor. Vocês esqueceram de carregar as bateria? Quer dizer que vocês também acham legal sempre que quiser ler um livro, que seu amigo indicou, vai ter que dar dinheiro para a Apple, amazon, Saraiva, etc… Porque até onde eu sei não tem como emprestar livros digitais, e se depender da Apple, vai ser é nunca.
    Acho o formato digital muito legalzinho, até penso que todo mundo que compra o livro impresso, poderia ganhar também o digital, que só serve pra quebrar o ganho na sala de espera do médico ou dentista.

  • Filipe disse:

    Esqueci de mencionar para terem cuidado com sua biblioteca digital quando forem para a faculdade, se seu iPad cair da cadeira, já era seus 100000000 de e-books….. Aconteceu comigo!

  • Kico disse:

    Ainda não temos dicionário de português em nenhum dos leitores digitais.
    Alguém sabe a razão?
    Avanço e progresso passam pelo dicionário.

  • SpellCat disse:

    Acredito que essa manifestação, se efetiva, constituiria inconstitucionalidade. O acesso a informação é garantido pela CRFB, determinando inclusive imunidade tributaria aos livros, e limitar ele por questões mercadológicas que mais parecem um cartel não soa como algo que seria bem visto pelos tribunais superiores.


E você, o que achou? Deixe seu comentário!

Antes de postar, conheça nossos Termos de Uso.

Se você quer ter uma foto no seu comentário, inscreva seu email no Gravatar e comente usando o mesmo endereço.