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[artigo especial] Desenhando no iPad: materiais e aplicativos para soltar sua criatividade

Muito se fala dos programas para iPad envolvendo área das artes como música, livros e filmes. Você encontra aplicativos específicos para essas três mídias desenvolvidos por terceiros e pela própria Apple, no caso Garage Band, iBooks/Pages e iMovies. Mas uma área foi esquecida pela maçã: desenho e pintura.

Quero mostrar aqui os principais apps de desenho, suas características, seus prós e contras e quem sabe ajudá-lo a decidir qual se adapta mais às suas necessidades.

Estive parado com desenhos há um tempo e gosto de dizer que o iPad me fez retornar à ativa. Apesar dele estar longe de ser tão bom quanto um tablet gráfico (como o Intuos, Bamboo ou uma Cintiq) por não haver sensor de pressão, não quer dizer que você não possa fazer trabalhos belíssimos no iPad.

Poucos aplicativos da lista abaixo tiveram atualização para iPad 2, seja aproveitando os dois núcleos de processamento ou sua memória RAM extra, portanto muita coisa pode melhorar com futuros updates.

Material

Se você não está disposto a passar horas esfregando o dedo no iPad, sugiro que invista numa boa caneta Stylus. Se a grana estiver curta, pode fazer a sua própria com as dezenas de tutoriais disponíveis no Youtube. Essas canetas não são caras e fiz um vídeo curto mostrando o comparativo.

Conforme dito no vídeo, a Pogo Sketch é a mais conhecida, mas a Griffin Stylus (ou a Targus Stylus) é a minha preferida. A película também tem certa influência: prefira as mais lisas, pois películas como a Invisible Shield, apesar de sua excelente qualidade, tem superfície enrugada e “agarra” a caneta tornando a experiência de desenhar não tão fácil.


Pogo Sketch à esquerda e Griffin Stylus à direita

Aplicativos

Eis uma lista dos melhores aplicativos para desenho no iPad:

Criado por Steve Sprang, um desenvolvedor independente e ex-membro do time que desenvolveu o Keynote da Apple, Brushes é um dos apps mais usados pelos artistas profissionais. Possui 19 tipos de pincéis, com no máximo seis camadas, cada um com cinco tipos de modos de mesclagem, zoom de até 3.200%, conexão direta com Flickr e interface intuitiva. Você ainda pode importar imagens, redimensionar, reordenar e girar camadas.

Mas o grande chamariz do Brushes em relação à concorrência é a capacidade de exportar para o Mac o desenho ampliado em até seis vezes o tamanho original e gerar vídeos de todas as suas pinceladas. Sua arte não fica restrita à resolução original de 1024×768, podendo com isso criar uma versão para impressão. Lembrando que o Brushes Viewer só está disponível para sistema Mac OS X.

 

DICAS:

– Cuidado com a ferramenta de preenchimento “Fill“, ela não colore  uma área de uma figura e sim toda a camada. Como ela fica ao lado da ferramenta Picker Color pode ocorrer de você estragar seu desenho. Nada como um Undo pra desfazer certo? Certo. Mas se você estiver trabalhando com um pincel com pouca opacidade para sombreamentos, é perigoso você não notar o erro e salvar.

– O aplicativo não tem ferramentas como linhas retas, círculos e quadrados, ou tons degradê, tudo deve ser feito na mão.

– O pincel está configurado para variar a espessura e opacidade do traço conforme a velocidade para simular o lápis, mas isso pode ser desligado nas opções do pincel.

– Salve as cores que mais usa: abra a janela de seleção de cores e clique sem soltar no retângulo acima do círculo. Em seguida, arraste e solte numa das cores pré-definidas que fica à direita (veja imagem).


Criando sua paleta. As cores com cortes diagonais estão em transparência.

Este artigo não acaba aqui. 🙂

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