AppleNotícias

Apple compra startup Gliimpse, especializada em gerenciamento de dados médicos

A Apple continua ampliando seus esforços para fortalecer as ferramentas de saúde presentes no iOS. Nesta segunda-feira (22), a empresa confirmou a aquisição da Gliimpse, startup que criou uma plataforma que registra dados de saúde das pessoas para compartilhá-los com médicos. Baseada no Vale do Silício, a companhia foi fundada em 2013 pelos engenheiros Anil Sethi e Karthik Hariharan.

Anil Sethi diz que seu interesse em acompanhar o tratamento de sua irmã, acometida por um câncer de mama, foi essencial para desenvolver o Giimpse. Além disso, sua experiência pessoal também influenciou sua criação. “Como consumidor de saúde, deixo para trás um rastro de informações médicas por onde passo, mas sou incapaz de acessá-los com facilidade ou compartilhá-los com meus dados pessoais“. O engenheiro, que já trabalhou na Apple, cita a lei criada pelo governo Obama que proíbe seguradoras de variar valores dos planos de saúde de acordo com o histórico médico dos pacientes. “O Obamacare é uma forma do governo obrigar médicos e hospitais a nos fornecer nossos dados. No entanto, não há nenhum registro único de saúde eletrônico usado por todos os médicos“, afirma Sethi.

gliimpse

A compra aconteceu no início de 2016, mas só foi confirmada agora. Em nota enviada à revista Fast Company, a Apple afirma que investimentos como esse são comuns e se limita a dar a resposta clássica de sempre: “A Apple compra empresas de tecnologia menores de tempos em tempos, e nós geralmente não discutimos nossos propósitos ou planos“. A Gliimpse vem se destacado por oferecer apoio a pacientes com câncer e diabetes. Recentemente, a Apple contratou o pediatra Rajiv Kumar, especializado no tratamento de crianças com diabetes e que desenvolveu um aplicativo com apoio do HealthKit – sinalizando um real interesse da empresa em desenvolver uma solução para pacientes com diabetes e outras doenças crônicas.

É nítida a inclinação da empresa em criar novos produtos e ampliar seus atuais projetos voltados para saúde. Além de adquirir a Gliimpse, a companhia recontratou o engenheiro Evan Doll (criador do Flipboard), contratou o fundador da Sage Bionetworks, Stephen Friend, e a ex-chefe de tecnologia da Nest Labs, Yoky Matsuoka. Há, também, a parceria fechada com a GlaxoSmithKline, que está usando o sistema ResearchKit para desenvolver um tratamento para artrite reumatoide e o cadastro nacional de doares de órgãos presente no iOS 10, que será disponibilizado aos usuários norte-americanos.

Até o momento não há informações sobre o que a Apple está preparando. Entretanto, como o próprio Tim Cook tem indicado em declarações, o Apple Watch é um dispositivo com possibilidades de monitoramento que devem ser trabalhadas no futuro. Novidades para saúde são esperadas para o lançamento do iOS 10, que deve ser liberado em setembro, dentro de algumas semanas.

Tags
Mostrar mais

Marvin Costa

Jornalista carioca apaixonado por cultura pop, fotografia, instrumentos musicais e produtos da Apple. Sempre que pode toca guitarra com amigos e utiliza seu iPhone como segundo instrumento.

Artigos Relacionados

  • Douglas knewitz

    Eu fico pensado, se o  Watch viesse com um glicosimetro, para medir o % de glicose no sangue ( no mercado já existem esses aparelhos, mas poucas pessoas andam por ae com ele). Para mim seria um grande passo, tanto para Apple como empresa e para as pessoas, que não tem tanto estímulo de fazer o hgt ( até mesmo não diabéticos, uma queda trastica de glicose pode levar a desmaios até coma) . Para um diabético é importante o acompanhamento, e se tornaria uma ferramenta pratica, onde já está tudo sobre sua saúde em um único lugar. Mas não custa sonhar. Hehehe

    • Já tem acessório para o iPhone que se liga a porta lightning. Particularmente não tenho uma opinião formada se ter aplicativos assim é bom ou ruim. Há pessoas que deixam de passar em consultas de rotina e viram “doutores de si mesmo” via google e esses aplicativos (e pensar q hje em dia ainda tem gente que acredita em homeopatia), mas por outro lado tb há pessoas que nunca iria no médico e acabaram descobrindo algo graças a esse tipo de tecnologia. Enfim, a tecnologia pode até ajudar, mas o principal investimento (ai não depende da Apple) seria na cultura da pessoa em se cuidar.

      • Douglas knewitz

        Já existe até smartphone com esse sistema Q citei. Mas, sim existem pessoas Q negligenciam a própria saúde. E dps vão parar em uma UTI, tirando o leito de alguém Q realmente precise( quando eu digo que precise, me refiro Q este indivíduo já poderia ter solucionado o problema de forma precoce). Mas gostaria que a ferramenta fosse nativa, e com um bom gerenciamento poderia ser bem útil pra muitos usuárias. Um leigo não sabe interpretar um simples hgt, (hehe )muito menos o bpm do  Watch. (Salve exceções*** )

        • O problema é a picada. Mesmo os que se dizem medir a glicemia por sensores, tem uma pequena inserção na derme o uso deve ser individual e necessita uma higiene adequada para evitar infeção. Dai vir alguma coisa nativamente no iPhone ou qualquer outro aparelho me parece bem irreal. Pode ser que no futuro descubram uma tecnologia diferente para isso, mas hje ainda não há nem mesmo por empresas especializadas no ramo.

          • Douglas knewitz

            Não acho irreal exceto no iPhone. Mas no  Watch até acho viável a longo prazo ( quando eu falei de forma nativa, me referi a o ⌚️Possuir o hardware nescssario, para ser usado como glicosimetro). Sim, tem a questão de higiene. Quem faz uso de glicosimetro sabe que tem que estar com as mãos limpas. E em relação a inversão do bisel, acho o de menos, geralmente usa-se o 5º quirodactilo da região distal lateral.

            • No Watch acho até mais dificil ainda por conta do tamanho do aparelho, a necessidade de ter um selamento contra água. Talvez um adesivo transdermico q vc encoste o watch? Mas… uma coisa q aprendi tb ao longo dos anos é que a Apple nunca da o q vc quer.

      • Thiago Somera

        O Big Data e esses devices pessoais vão acabar com uma grande parte do mercado de consultas .. o “doutor de si mesmo” é uma realidade, doa a quem doer ..

        • É o que eu sempre disse para o meu pai: o corninho não sente problema em gastar 250 reais em 1h em um restaurante, mas acha caro pagar 200 reais em uma consulta médica. Cada um investe na sua saúde o que acha que ele merece.

  • Alex iPilot

    Quanto á essa questão das seguradoras usando o histórico dos clientes… Eu olho com desconfiança a rede de drogarias Pacheco aqui no Rio oferecendo desconto aos clientes de planos de saúde, bastando que informem o número de seu cartão/contrato no ato da compra…