Os principais vídeos demonstrativos que alimentam a histeria das antenas na mídia são feitos por americanos que usam a rede AT&T (lá, o iPhone é vendido bloqueado com esta operadora). Isso quer dizer que todos os testemunhos são baseados em experiências com uma rede que já é muito criticada por ser saturada e problemática. Seria esta a explicação do tal “problema das antenas” não se repetir em nosso país e nem na Europa?

Nenhum site no mundo (ou até mesmo algum jornalista) tentou reproduzir o problema com mais de uma operadora. Fizemos um teste completo usando um iPhone 4 e chips (cartões SIM) das 4 operadoras nacionais que vendem oficialmente o aparelho no Brasil. Confira nossas conclusões.

Por ser compatível somente com o padrão micro-SIM, tivemos que cortar o chip de três operadoras, o que teoricamente não influencia em nada o resultado da recepção. A Vivo foi a única que disponibilizou um chip já no formato correto em uma de suas lojas.

O aparelho é diferente daquele usado em nosso primeiro teste. Além disso, outros colaboradores do Blog estão testando outros iPhones 4 em diferentes regiões do Brasil (mais especificamente no Rio de Janeiro e Brasília).

Com o vídeo, pretendemos mostrar que:

– no Brasil, o chamado “death grip” não se repete como nos Estados Unidos;
– o fenômeno varia de acordo com a operadora (ou a respectiva força de seu sinal);
– a queda das barras acontece tanto no iPhone 4 quanto no 3GS;
– mesmo com as barras caindo, a qualidade da ligação não se altera, ou seja, no “mundo real” este problema não existe na mesma intensidade que muitos pregam.

No vídeo a seguir, mostramos como cada operadora reage com o novo modelo. Mas é importante frisar que a intenção aqui não é qualificar ou desqualificar nenhuma operadora. A recepção depende muito do local, horário e outros fatores externos. Se uma operadora, no vídeo, foi pior que outra, não quer dizer que o seu serviço seja assim geralmente. Significa apenas que, no momento do teste, o sinal variou.

O vídeo foi feito na capital gaúcha, Porto Alegre.

As conclusões que pudemos chegar:

– É preciso apertar bem o aparelho na mão para conseguir provocar o fenômeno. Segurando naturalmente, ele não acontece;
– mesmo aparelho, chips diferentes, resultados diferentes: isso por si só prova que o fenômeno está ligado à força do sinal e não diretamente a um suposto “defeito” no aparelho;
– na Vivo, Claro e TIM, apenas uma barra caiu. Ou seja, a mão realmente interfere no sinal, mas não a ponto de cair nenhuma ligação como muitos afirmam sem testar;
– na Oi (Brasil Telecom), as barras caíram de 4 para 1, mas o sinal não desapareceu. Em testes posteriores, constatou-se que uma chamada normal também não cai e nem perde qualidade. Mais uma vez, o teste foi feito em uma região específica, não significando que a operadora tenha sinal fraco em outras localidades;
– no iPhone 3GS também o fenômeno se repete, perde uma barra e depois volta quando a mão não toca na lateral. Mas estranhamente ninguém nunca reclamou disso no passado.

Com tudo isso, parece claro que, na prática, as informações que a grande mídia ainda transmite (principalmente no Brasil) não condizem tanto com a realidade. E é engraçado de ver que os testemunhos positivos de pessoas que afirmam não enfrentar o problema, são completamente ignorados pela maior parte dos meios de comunicação.

O Blog do iPhone não é associado à Apple Inc. nem a nenhuma operadora de telefonia brasileira e, por isso, os resultados deste teste foram isentos de qualquer influência. O objetivo aqui não é defender a Apple e sim averiguar a precisão dos fatos, dentro da realidade brasileira. Caso algum usuário esteja passando por problemas com seu iPhone 4 e testemunhou uma experiência diferente da nossa, poderá nos mandar imagens e vídeos de seus próprios testes, que teremos o maior prazer de publicar aqui e dividir com nossos leitores a informação.